Safra da tainha decepciona pescadores

Período que deveria ser o de maior safra na região ainda está abaixo do esperado.

A pesca é uma das atividades mais importante do Extremo-Sul Catarinense e as dificuldades enfrentadas pelos pescadores não são refletidas apenas em nossos pratos, mas também impactam a economia. Diversas famílias da região têm na pesca, sua principal atividade financeira - e foi pensando nelas que a reportagem do Grupo W3 buscou saber a real situação vivenciada pela categoria.


Na época em que a região deveria registrar a maior safra, segundo os presidentes das Colônias de Pesca, a situação poderia estar melhor, se não fossem os problemas enfrentados com documentação, falta de estrutura adequada - por parte dos municípios - e a proibição do tráfego de veículos dos pescadores na beira-mar.


Além disso, entre os municípios litorâneos, o único que, até o momento, registra uma quantidade maior de pescados é Balneário Rincão. Os demais estão aquém quando o assunto é quantidade de peixes.


Ilhas - Colônia Z-16


Embora o Balneário pertencente ao município de Araranguá ainda não tenha uma expectativa exata, o presidente da Colônia de pesca, Willy revela que pretendem superar a safra do ano passado. “Estão todos querendo pegar seu peixe, nós pescadores artesanais não escolhemos o nosso pescado. Além da tainha, nós pretendemos pegar anchovas, bagres e o que mais estiver na junto na rede, pois vivemos disso”, salienta.


Em maio deste ano, a reportagem do Grupo W3 mostrou o drama enfrentado pelos pescadores de Balneário Arroio do Silva que não recebem a regularização adequada. Segundo Willy este continua sendo o principal problema. “Ainda estamos enfrentando diversos problemas com a documentação, ainda não somos devidamente reconhecidos como pescadores como devíamos. A nossa esperança é que depois de passar por tantos ministérios diferentes, por ser ano político algo melhore para nós” finaliza.


Passo de Torres - Colônia Z-18


Safra da tainha decepciona pescadores-0

Em Passo de Torres a situação não é boa, segundo o presidente da Colônia de Pesca, Adriano Delfino a pesca anda devagar no município. "Este ano está muito fraco, a tainha passou por fora e o nosso pessoal está com dificuldade. Também estamos pegando pouca papa-terra e só agora que a anchova começou a aparecer para nós", explica.


As condições da barra também não ajudam em nada a atividade pesqueira na região. "Nossa barra está muito ruim, principalmente para entrar em auto mar. Como deu pouca chuva, ela está assoreada e isso está dificultando muito para os nossos pescadores", salienta Adriano.


Até o momento foram pegas 14 toneladas de tainha, a solução dos pescadores é se deslocar para áreas com maior chance de pesca. "Estamos colocando alguns de nossos barcos em Laguna, ou mais ao sul do Rio Grande, é uma das soluções que encontramos, finaliza.


Balneário Gaivota - Colônia Z-20


Safra da tainha decepciona pescadores-1

Embora seja a safra da tainha, os pescadores de Balneário Gaivota optaram por outro peixe, a papa-terra. "Estamos optando pela pesca com a canoa e com o arrastão, como a embarcação é pequena ela acaba envolvendo um número menor de pessoas", salienta o presidente da Colônia de Pesca, Lírio Osvaldo.


A pesca da papa-terra já garantiu aos pescadores nos últimos 15 dias, cerca de cinco toneladas de pescados e embora seja um bom número, eles ressaltam outro obstáculo para a atividade na região. "A proibição de carros na beira-mar dificulta bastante nosso trabalho, por exemplo no Rio Grande do Sul que é nosso estado vizinho, não ocorre este tipo de medida. Os automóveis nos ajudam na retirada do calão das águas, barco usado para a pesca da tainha, e também faz com que os pecadores evitem entrar no mar constantemente, pois nesta época a água do mar está muito fria", finaliza.


Balneário Rincão - Colônia Z-33


Safra da tainha decepciona pescadores-2

Embora 2017 não tenha sido um bom ano para a pesca em Rincão, este ano as expectativas dos pescadores artesanais são as melhores possíveis. Após a primeira grande captura desta temporada. Na última terça-feira, 19, os pescadores conseguiram em apenas três laços de rede, capturar cerca de 10 toneladas. Ao todo a região já soma 40 toneladas, quantidade maior que toda a safra do ano passado. "A nossa expectativa é ultrapassar a meta de 2016, esperamos pegar mais de 100 toneladas até o final da temporada, se o mar continuar nos ajudando ", destaca o presidente da Colônia de Pesca, João Piccolo.


Além dos pescadores dependerem das variáveis do tempo e do clima, João também ressalta a falta de documentação, problema enfrentado por outros pescadores da região. "Já faz quatro anos que nós estamos recebendo apenas um protocolo para a pesca e não há qualquer emissão de carteiras de pesca para a nossa regularização definitiva", finaliza.


Arroio do Silva - Z-24


Safra da tainha decepciona pescadores-3

Durante toda a quarta-feira, 20, a reportagem tentou contato com o presidente da Colônia de Pesca de Balneário Arroio do Silva, Paulo do Marinho, porém não obteve sucesso.

A pesca é uma das atividades mais importante do Extremo-Sul Catarinense e as dificuldades enfrentadas pelos pescadores não são refletidas apenas em nossos pratos, mas também impactam a economia. Diversas famílias da região têm na pesca, sua principal atividade financeira – e foi pensando nelas que a reportagem do Grupo W3 buscou saber a real situação vivenciada pela categoria.

Na época em que a região deveria registrar a maior safra, segundo os presidentes das Colônias de Pesca, a situação poderia estar melhor, se não fossem os problemas enfrentados com documentação, falta de estrutura adequada – por parte dos municípios – e a proibição do tráfego de veículos dos pescadores na beira-mar.

Além disso, entre os municípios litorâneos, o único que, até o momento, registra uma quantidade maior de pescados é Balneário Rincão. Os demais estão aquém quando o assunto é quantidade de peixes.

Ilhas – Colônia Z-16

Embora o Balneário pertencente ao município de Araranguá ainda não tenha uma expectativa exata, o presidente da Colônia de pesca, Willy revela que pretendem superar a safra do ano passado. “Estão todos querendo pegar seu peixe, nós pescadores artesanais não escolhemos o nosso pescado. Além da tainha, nós pretendemos pegar anchovas, bagres e o que mais estiver na junto na rede, pois vivemos disso”, salienta.

Em maio deste ano, a reportagem do Grupo W3 mostrou o drama enfrentado pelos pescadores de Balneário Arroio do Silva que não recebem a regularização adequada. Segundo Willy este continua sendo o principal problema. “Ainda estamos enfrentando diversos problemas com a documentação, ainda não somos devidamente reconhecidos como pescadores como devíamos. A nossa esperança é que depois de passar por tantos ministérios diferentes, por ser ano político algo melhore para nós” finaliza.

Passo de Torres – Colônia Z-18

Safra da tainha decepciona pescadores-0

Em Passo de Torres a situação não é boa, segundo o presidente da Colônia de Pesca, Adriano Delfino a pesca anda devagar no município. “Este ano está muito fraco, a tainha passou por fora e o nosso pessoal está com dificuldade. Também estamos pegando pouca papa-terra e só agora que a anchova começou a aparecer para nós”, explica.

As condições da barra também não ajudam em nada a atividade pesqueira na região. “Nossa barra está muito ruim, principalmente para entrar em auto mar. Como deu pouca chuva, ela está assoreada e isso está dificultando muito para os nossos pescadores”, salienta Adriano.

Até o momento foram pegas 14 toneladas de tainha, a solução dos pescadores é se deslocar para áreas com maior chance de pesca. “Estamos colocando alguns de nossos barcos em Laguna, ou mais ao sul do Rio Grande, é uma das soluções que encontramos, finaliza.

Balneário Gaivota – Colônia Z-20

Safra da tainha decepciona pescadores-1

Embora seja a safra da tainha, os pescadores de Balneário Gaivota optaram por outro peixe, a papa-terra. “Estamos optando pela pesca com a canoa e com o arrastão, como a embarcação é pequena ela acaba envolvendo um número menor de pessoas”, salienta o presidente da Colônia de Pesca, Lírio Osvaldo.

A pesca da papa-terra já garantiu aos pescadores nos últimos 15 dias, cerca de cinco toneladas de pescados e embora seja um bom número, eles ressaltam outro obstáculo para a atividade na região. “A proibição de carros na beira-mar dificulta bastante nosso trabalho, por exemplo no Rio Grande do Sul que é nosso estado vizinho, não ocorre este tipo de medida. Os automóveis nos ajudam na retirada do calão das águas, barco usado para a pesca da tainha, e também faz com que os pecadores evitem entrar no mar constantemente, pois nesta época a água do mar está muito fria”, finaliza.

Balneário Rincão – Colônia Z-33

Safra da tainha decepciona pescadores-2

Embora 2017 não tenha sido um bom ano para a pesca em Rincão, este ano as expectativas dos pescadores artesanais são as melhores possíveis. Após a primeira grande captura desta temporada. Na última terça-feira, 19, os pescadores conseguiram em apenas três laços de rede, capturar cerca de 10 toneladas. Ao todo a região já soma 40 toneladas, quantidade maior que toda a safra do ano passado. “A nossa expectativa é ultrapassar a meta de 2016, esperamos pegar mais de 100 toneladas até o final da temporada, se o mar continuar nos ajudando “, destaca o presidente da Colônia de Pesca, João Piccolo.

Além dos pescadores dependerem das variáveis do tempo e do clima, João também ressalta a falta de documentação, problema enfrentado por outros pescadores da região. “Já faz quatro anos que nós estamos recebendo apenas um protocolo para a pesca e não há qualquer emissão de carteiras de pesca para a nossa regularização definitiva”, finaliza.

Arroio do Silva – Z-24

Safra da tainha decepciona pescadores-3

Durante toda a quarta-feira, 20, a reportagem tentou contato com o presidente da Colônia de Pesca de Balneário Arroio do Silva, Paulo do Marinho, porém não obteve sucesso.

Compartilhe

Voltar às notícias