Reportagem Especial: agosto é responsável por 63% dos óbitos por Covid-19

Região registra 92 vítimas fatais para vírus — desses, 69 são pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, um percentual de 75% dos casos

Por Dyessica Abadi

Desde julho, a reportagem do Portal W3 vem apurando os dados referentes aos óbitos causados por Covid-19 no Extremo Sul Catarinense (AMESC). Até a tarde desta quarta-feira, 09, a região registra 92 vítimas fatais para vírus — desses, 69 são pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, sendo um percentual de 75% dos casos. O levantamento ainda revela que 63% das mortes ocorreram somente no mês agosto.



No dia 11 de agosto, a redação apurou que a maioria dos óbitos foram de idosos, o que fez aumentar a idade média das vítimas fatais para 70 anos. Entretanto, no final do mês, ocorreram duas mortes de jovens, pessoas com 28 e 30 anos, que fizeram esse número cair. Hoje, a idade média das vítimas fatais de Covid-19 na AMESC é de 67,9 anos.

A tabela abaixo é interativa. A parte em lilás representa as 69 mortes em que a vítima fatal tinha mais de 60 anos. Em azul, os 10 óbitos de pessoas com idade entre 50 e 59 anos; Em amarelo, as 10 vítimas fatais com idade entre 40 e 49 anos; Em laranja, as duas mortes de pessoas com idade entre 30 e 39 anos; Apenas uma vítima fatal foi registrada com idade inferior aos 30 anos, representada pela cor verde no gráfico.



Do total das fatalidades, 78,2% das vítimas possuíam histórico de comorbidades. Apenas 2 pessoas morreram sem ter doenças que agravassem o quadro de contágio de Covid-19. Não há dados sobre presença de comorbidades em 18 óbitos. Infelizmente, nem todas as prefeituras municipais informam seus boletins de maneira completa, o que dificulta a coleta de dados e a apuração dos fatos, pois comorbidades são doenças que agravam a saúde do paciente e o tornam predisposto a desenvolver outras doenças.



Araranguá tem óbito de vítima de 30 anos sem comorbidades


No dia 03 de setembro a Prefeitura Municipal de Araranguá comunicou o óbito de um cidadão de 30 anos e que não apresentava histórico de comorbidade. Essa fatalidade demonstra que não apenas a vida das pessoas idosas ou com condições mais vulneráveis de saúde estão em risco — qualquer um pode ter o seu estado de saúde agravado por conta do vírus.

Também outro fator que chama atenção é que Araranguá já registra quase 40 mortes em decorrência do vírus — com 42,4% das fatalidades ocorridas no Extremo Sul Catarinense. Confira os dados para todas as cidades da região abaixo:



Maioria das vítimas fatais são homens


De acordo com o levantamento, dos 92 óbitos no Extremo Sul Catarinense em decorrência de Covid-19, 53 eram homens — uma taxa de 57,6% dos casos. Por outro lado, 39 mulheres foram mortas pelo vírus, como você confere no gráfico abaixo:



Curva do contágio tem queda em setembro


Desde o final de agosto, a curva de contágio dos casos diários de Covid-19 na região da AMESC vem sofrendo uma queda. A perspectiva para os próximos dias é que a situação continue.

Quer receber notícias pelo WhatsApp? Clique aqui

Por Dyessica Abadi

Desde julho, a reportagem do Portal W3 vem apurando os dados referentes aos óbitos causados por Covid-19 no Extremo Sul Catarinense (AMESC). Até a tarde desta quarta-feira, 09, a região registra 92 vítimas fatais para vírus — desses, 69 são pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, sendo um percentual de 75% dos casos. O levantamento ainda revela que 63% das mortes ocorreram somente no mês agosto.

No dia 11 de agosto, a redação apurou que a maioria dos óbitos foram de idosos, o que fez aumentar a idade média das vítimas fatais para 70 anos. Entretanto, no final do mês, ocorreram duas mortes de jovens, pessoas com 28 e 30 anos, que fizeram esse número cair. Hoje, a idade média das vítimas fatais de Covid-19 na AMESC é de 67,9 anos.

A tabela abaixo é interativa. A parte em lilás representa as 69 mortes em que a vítima fatal tinha mais de 60 anos. Em azul, os 10 óbitos de pessoas com idade entre 50 e 59 anos; Em amarelo, as 10 vítimas fatais com idade entre 40 e 49 anos; Em laranja, as duas mortes de pessoas com idade entre 30 e 39 anos; Apenas uma vítima fatal foi registrada com idade inferior aos 30 anos, representada pela cor verde no gráfico.

Do total das fatalidades, 78,2% das vítimas possuíam histórico de comorbidades. Apenas 2 pessoas morreram sem ter doenças que agravassem o quadro de contágio de Covid-19. Não há dados sobre presença de comorbidades em 18 óbitos. Infelizmente, nem todas as prefeituras municipais informam seus boletins de maneira completa, o que dificulta a coleta de dados e a apuração dos fatos, pois comorbidades são doenças que agravam a saúde do paciente e o tornam predisposto a desenvolver outras doenças.

Araranguá tem óbito de vítima de 30 anos sem comorbidades

No dia 03 de setembro a Prefeitura Municipal de Araranguá comunicou o óbito de um cidadão de 30 anos e que não apresentava histórico de comorbidade. Essa fatalidade demonstra que não apenas a vida das pessoas idosas ou com condições mais vulneráveis de saúde estão em risco — qualquer um pode ter o seu estado de saúde agravado por conta do vírus.

Também outro fator que chama atenção é que Araranguá já registra quase 40 mortes em decorrência do vírus — com 42,4% das fatalidades ocorridas no Extremo Sul Catarinense. Confira os dados para todas as cidades da região abaixo:

Maioria das vítimas fatais são homens

De acordo com o levantamento, dos 92 óbitos no Extremo Sul Catarinense em decorrência de Covid-19, 53 eram homens — uma taxa de 57,6% dos casos. Por outro lado, 39 mulheres foram mortas pelo vírus, como você confere no gráfico abaixo:

Curva do contágio tem queda em setembro

Desde o final de agosto, a curva de contágio dos casos diários de Covid-19 na região da AMESC vem sofrendo uma queda. A perspectiva para os próximos dias é que a situação continue.

Quer receber notícias pelo WhatsApp? Clique aqui

Compartilhe

Voltar às notícias