QI (Quem Indica)

Coluna Rosane, 19/08/2019

Você sabia que o Brasil é o país que está em segundo lugar NO MUNDO como sendo o que mais indica por "QI"? O primeiro lugar? Austrália!


Na nossa cultura, pode ser encarado até como uma prática comum, calorosa, indicar alguém que conhecemos que pode estar necessitando, e muito, de uma colocação no mercado de trabalho. Só que ninguém pensa que pode ser um tiro no pé: o indicado não ter capacidade pra ocupar a vaga.


Quantas vezes você não se viu numa situação semelhante? Não falo em ter o tal QI, mas ser extremamente qualificado pro lugar, ter o perfil adequado, sentir-se já trabalhando e simplesmente não escolherem você?


Às vezes a rotina de trabalho leva mesmo a termos que indicar alguém que conhecemos porque sabemos que esta pessoa se adequará ao local, à política da empresa. Porém, se esta é a política adequada por que fazem processos de seleção? Por que iludem os demais se quem será escolhido já foi 'escolhido'?


O problema crucial é quando a maturidade de quem realiza o processo é muito baixa e acabam sendo influenciados por outros membros da equipe e fazendo uma péssima escolha. Esta escolha errônea pode se revelar com o passar do tempo e os danos, muitas vezes irremediáveis, configuram-se realmente em irremediáveis.


Colocar a pessoa certa no lugar certo é uma boa opção. Quando se conhece a trajetória profissional de alguém, quando se sabe o seu potencial, é lógico que a melhor saída, além de mais econômica, é o QI. Mas pergunto: para que processo seletivo se as cartas estão previamente marcadas?


Contudo escolher apenas pela intimidade que se tem com o profissional é deixar de lado a sua capacitação. O que se gera em quem não é escolhido é muito prejudicial: frustração, desmotivação.


Quem não é escolhido se pergunta o motivo e a indignação ganha peso porque não há uma resposta aceitável, palpável e honesta. E a empresa que lança mão desse subterfúgio perde a sua credibilidade.


Lembro dos clãs que antigamente admitia casamento apenas entre seus pares. A consaguinidade era uma constante, era celebrada e fazia com que se sentissem protegidos. Entretanto, vivemos numa época de diversidade e termos profissionais com características singulares em um mesmo espaço cria uma fábrica de ideias incontáveis.


Portanto, quando você não for escolhido pra uma determinada função, questione. Não para ser o indignadinho e proferir o discurso do injustiçado. Às vezes a eliminação pode ter sido motivada por coisas que nem imaginamos e podemos agregar ao nosso perfil algo que o examinador percebeu que nos faltava.


Porém, a transparência e o respeito ao próximo devem ser as máximas de qualquer processo real. E se houver QI, não faça com que criaturas percam seu tempo e sua sagrada paciência.

Você sabia que o Brasil é o país que está em segundo lugar NO MUNDO como sendo o que mais indica por “QI”? O primeiro lugar? Austrália!

Na nossa cultura, pode ser encarado até como uma prática comum, calorosa, indicar alguém que conhecemos que pode estar necessitando, e muito, de uma colocação no mercado de trabalho. Só que ninguém pensa que pode ser um tiro no pé: o indicado não ter capacidade pra ocupar a vaga.

Quantas vezes você não se viu numa situação semelhante? Não falo em ter o tal QI, mas ser extremamente qualificado pro lugar, ter o perfil adequado, sentir-se já trabalhando e simplesmente não escolherem você?

Às vezes a rotina de trabalho leva mesmo a termos que indicar alguém que conhecemos porque sabemos que esta pessoa se adequará ao local, à política da empresa. Porém, se esta é a política adequada por que fazem processos de seleção? Por que iludem os demais se quem será escolhido já foi ‘escolhido’?

O problema crucial é quando a maturidade de quem realiza o processo é muito baixa e acabam sendo influenciados por outros membros da equipe e fazendo uma péssima escolha. Esta escolha errônea pode se revelar com o passar do tempo e os danos, muitas vezes irremediáveis, configuram-se realmente em irremediáveis.

Colocar a pessoa certa no lugar certo é uma boa opção. Quando se conhece a trajetória profissional de alguém, quando se sabe o seu potencial, é lógico que a melhor saída, além de mais econômica, é o QI. Mas pergunto: para que processo seletivo se as cartas estão previamente marcadas?

Contudo escolher apenas pela intimidade que se tem com o profissional é deixar de lado a sua capacitação. O que se gera em quem não é escolhido é muito prejudicial: frustração, desmotivação.

Quem não é escolhido se pergunta o motivo e a indignação ganha peso porque não há uma resposta aceitável, palpável e honesta. E a empresa que lança mão desse subterfúgio perde a sua credibilidade.

Lembro dos clãs que antigamente admitia casamento apenas entre seus pares. A consaguinidade era uma constante, era celebrada e fazia com que se sentissem protegidos. Entretanto, vivemos numa época de diversidade e termos profissionais com características singulares em um mesmo espaço cria uma fábrica de ideias incontáveis.

Portanto, quando você não for escolhido pra uma determinada função, questione. Não para ser o indignadinho e proferir o discurso do injustiçado. Às vezes a eliminação pode ter sido motivada por coisas que nem imaginamos e podemos agregar ao nosso perfil algo que o examinador percebeu que nos faltava.

Porém, a transparência e o respeito ao próximo devem ser as máximas de qualquer processo real. E se houver QI, não faça com que criaturas percam seu tempo e sua sagrada paciência.

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