Profissões Resilientes: Ateliê Sapataria Tio Zizo

Diorgenes de Bittencourt Martins, 43 anos, é coureiro e é proprietário do Ateliê dos Calçados Sapataria Tio Zizo. Diariamente, ele conserta sapatos, bolsas e carteiras que, muitas vezes, pertencem a décadas passadas.

O local é repleto de tradição, Diorgenes conta que aprendeu o ofício com seu tio. Crispin Jovino de Souza, mais conhecido como seu Zizo.

Seu Zizo dá nome ao ateliê e é fundador da sapataria. Atualmente o estabelecimento possui 22 anos de existência e há 18 anos está no mesmo local. Na rua do museu da cidade, próximo à praça no centro de Araranguá.

Tio Zizo

Zizo aprendeu a mexer com couro aos 12 anos de idade na cidade de Imbituba. Se mudou para Araranguá aos 17 anos por enxergar mais oportunidade na Cidade das Avenidas, principalmente na indústria do couro que aqui de desenvolvia.

A entrevista com Diorgenes ocorreu em fevereiro deste ano, dois meses após o falecimento de seu Zizo. A série faria parte de nossa Revista W3, mas por conta da pandemia foi cancelada. A partir de hoje, essa e outras matérias da série “Profissões Resilientes”, irão ocupar as páginas do Portal W3 as segundas.



Aprender

Há quatro anos Diorgenes começou a trabalhar com seu tio. Ele conta que desde que decidiu seguir a tradição de sua família, sua vida mudou completamente. “Eu era um cara bem estressado, mas trabalhar aqui é terapêutico e me dá tranquilidade. Costumo dizer que aqui a única coisa que pode me estressar é algum cliente em um dia ruim, mas nunca o trabalho”.

Diorgenes conta que seu avô era dono de uma selaria e desde criança viu ele e suas tias trabalharem com costura e couro. ”Quando era menino vivia brincando com as ferramentas do meu vô. O que eu não podia imaginar, é que hoje, tenho algumas delas aqui comigo e agora elas me ajudam a realizar o meu trabalho”, salienta.

Importância 

“Existem clientes que procuram pelo concerto porque pagaram caro pela peça e não querem perder este dinheiro.  Mas existem pessoas que possuem algum valor sentimental pela peça e aquelas não tem condições de pagar por um sapato novo. Por isso eu sempre faço meu trabalho com gosto, porque geralmente as pessoas precisam muito”

Diante de um cenário em que a cada estação as tendências mudam, com sua profissão, Diogernes luta contra o consumo acelerado e aos poucos tenta deixar o mundo um pouco melhor. “Tem muita gente que nem sabe que isso aqui existe. Se o pessoal tivesse esse hábito de aproveitar as coisas e comprar de maneira consciente, seria melhor para todos. O couro é um material que dura mais tempo e se dura mais, as pessoas compram menos e há menos desperdício. Menos lixo em nosso meio ambiente” finaliza.

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Diorgenes de Bittencourt Martins, 43 anos, é coureiro e é proprietário do Ateliê dos Calçados Sapataria Tio Zizo. Diariamente, ele conserta sapatos, bolsas e carteiras que, muitas vezes, pertencem a décadas passadas.

O local é repleto de tradição, Diorgenes conta que aprendeu o ofício com seu tio. Crispin Jovino de Souza, mais conhecido como seu Zizo.

Seu Zizo dá nome ao ateliê e é fundador da sapataria. Atualmente o estabelecimento possui 22 anos de existência e há 18 anos está no mesmo local. Na rua do museu da cidade, próximo à praça no centro de Araranguá.

Tio Zizo

Zizo aprendeu a mexer com couro aos 12 anos de idade na cidade de Imbituba. Se mudou para Araranguá aos 17 anos por enxergar mais oportunidade na Cidade das Avenidas, principalmente na indústria do couro que aqui de desenvolvia.

A entrevista com Diorgenes ocorreu em fevereiro deste ano, dois meses após o falecimento de seu Zizo. A série faria parte de nossa Revista W3, mas por conta da pandemia foi cancelada. A partir de hoje, essa e outras matérias da série “Profissões Resilientes”, irão ocupar as páginas do Portal W3 as segundas.

Aprender

Há quatro anos Diorgenes começou a trabalhar com seu tio. Ele conta que desde que decidiu seguir a tradição de sua família, sua vida mudou completamente. “Eu era um cara bem estressado, mas trabalhar aqui é terapêutico e me dá tranquilidade. Costumo dizer que aqui a única coisa que pode me estressar é algum cliente em um dia ruim, mas nunca o trabalho”.

Diorgenes conta que seu avô era dono de uma selaria e desde criança viu ele e suas tias trabalharem com costura e couro. ”Quando era menino vivia brincando com as ferramentas do meu vô. O que eu não podia imaginar, é que hoje, tenho algumas delas aqui comigo e agora elas me ajudam a realizar o meu trabalho”, salienta.

Importância 

“Existem clientes que procuram pelo concerto porque pagaram caro pela peça e não querem perder este dinheiro.  Mas existem pessoas que possuem algum valor sentimental pela peça e aquelas não tem condições de pagar por um sapato novo. Por isso eu sempre faço meu trabalho com gosto, porque geralmente as pessoas precisam muito”

Diante de um cenário em que a cada estação as tendências mudam, com sua profissão, Diogernes luta contra o consumo acelerado e aos poucos tenta deixar o mundo um pouco melhor. “Tem muita gente que nem sabe que isso aqui existe. Se o pessoal tivesse esse hábito de aproveitar as coisas e comprar de maneira consciente, seria melhor para todos. O couro é um material que dura mais tempo e se dura mais, as pessoas compram menos e há menos desperdício. Menos lixo em nosso meio ambiente” finaliza.

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