Portal W3 trás dicas de leituras para o Dia Mundial do Livro

Neste momento de isolamento domiciliar, a literatura surge como refúgio mental e emocional em meio ao caos do mundo lá fora

Hoje, 23 de abril, é Dia Mundial do Livro e, em meio à pandemia do Coronavírus, relembramos um hábito extremamente importante para a nossa formação cultural. Ler é uma atividade que exige prática constante. Em meio ao agito do dia a dia, muitas pessoas esquecem seus livros preferidos pelos cantos da casa. Contudo, neste momento de isolamento domiciliar, passamos a cuidar um pouco mais de nós mesmos em meio ao caos do mundo lá fora — e a literatura surge como um refúgio mental e emocional.

O jornalismo também conta histórias de vida e trás diversas reflexões e aprendizados. É com o objetivo de incentivar o velho hábito da leitura e indicar obras que ajudem a desopilar em momentos difíceis, que a equipe da redação do Portal W3, junto com colaborados, decidiu compartilhar algumas sugestões com você, caro leitor.

Abaixo, dicas e trechos das principais obras selecionadas pela nossa equipe:

 

A Revolução dos Bichos, de George Orwell


Sugerido por Fabrício Manfredini


[caption id="attachment_60442" align="aligncenter" width="600"] Foto: Fabrício Manfredini/PortalW3[/caption]

Esta é uma sátira escrita em plena segunda guerra mundial (1943), mas com uma crítica totalmente contemporânea.
Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros", trecho do livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell

Como pode em uma época tão globalizada e com tantas informações ao nosso dispor ainda sermos peças de manipulação política?

Uma obra que não me canso de relembrar principalmente quando o clima eleitoral aquece nosso dia a dia. Vale muito a pena a leitura!

 

Pollyanna, de Eleanor H. Porter


Sugerido por Raquel Bittencourt


[caption id="attachment_60440" align="aligncenter" width="500"] Foto: Raquel Bittencourt/Portal W3[/caption]

Penso que cada fase da vida requer um tipo de leitura. Contudo, tem um livro que, embora tenha lido uma única vez e há muito tempo, na minha adolescência, me trouxe um ensinamento que é presente na minha vida até hoje. Pollyanna é o livro que eu posso dizer que marcou minha história, pois aprendi com ele o "jogo do contente".

Essa é uma das partes que ficou gravada: "Tudo começou por causa de umas muletas que vieram na caixa de donativos para o missionário... Eu tinha pedido uma boneca a papai e quando a caixa chegou, só havia dentro um par de muletas para criança... Bem o jogo se resume em encontrar alegria, seja lá no que for... Fiquei alegre justamente porque não precisava de muletas." E segue, "com pouco de esforço, conseguimos gostar do que encontramos e esquecer o que queríamos", trecho do livro Pollyanna, de Eleanor H. Porter.


Aprendi com isso que temos muito mais a agradecer, só precisamos mudar o nosso olhar sobre cada situação vivida. Hoje, meus livros são outros (Autodescobrimento; Psicologia da Gratidão, etc) mas o aprendizado da adolescência permanece.


Mentes depressivas - As três dimensões da doença do século, de Ana Beatriz Barbosa


Sugerido por Morgana Daniel


[caption id="attachment_60441" align="aligncenter" width="581"] Foto: Morgana Daniel/Portal W3[/caption]

Este livro é atemporal, na verdade, pode ser considerado de cabeceira, mas em tempos tão difíceis como este da pandemia, nos ajuda a entender melhor o comportamento de quem está próximo. Afinal de contas, as doenças psicossomáticas como, por exemplo, a ansiedade e a própria depressão, foram consideradas “mal do século”.

É difícil não conhecermos alguém que enfrenta um processo depressivo pela perda de algo que almejava muito, pelo luto da morte de um ente querido, ou por alguma circunstância difícil da vida.
De simples, a depressão não tem nada. Tudo nela tem o selo da complexidade humana”, trecho do livro Mentes depressivas - As três dimensões da doença do século, de Ana Beatriz Barbosa.

Acredito que precisamos nos informar sobre as causas da depressão: como ela se manifesta, seus estágios, a necessidade de tratamento antes que avance para situações extremas como o próprio suicídio, e, principalmente, como podemos ajudar quem está próximo e apresenta alguns sintomas.

Na dúvida, informação nunca é demais e ajudar quem precisa é nosso papel em vida!

 

Madonna 60 Anos, de Lucy O'Brien


Sugerido por Dyessica Abadi


[caption id="attachment_60435" align="aligncenter" width="600"] Foto: Dyessica Abadi/Portal W3[/caption]

A primeira vez que li uma biografia foi aos 15 anos. Michael Jackson recém tinha falecido e eu comecei a conhecer um pouco mais sobre seu legado e a história da música. O Rei do Pop me instigava de diversas maneiras e, na leitura de um livro biográfico, desenvolvi uma opinião própria sobre a sua contribuição cultural. Eu amo música e sou uma entusiasta do pop — não é difícil supor que a minha segunda leitura do tipo fosse sobre a Rainha do Pop.

Madonna – 60 Anos é uma biografia não autorizada de uma das artistas mais versáteis e talentosas da música. Comprei o livro em 2018 e, um ano depois, realizei meu Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo analisando entrevistas audiovisuais da cantora. A jornalista e biógrafa, Lucy O'Brien, é especialista em analisar a trajetória de mulheres na música e, nesta obra, dá conta de todas as múltiplas facetas de Madonna: enquanto cantora, dançarina, compositora, produtora musical, atriz, diretora de cinema, empresária, mulher, mãe e pessoa.

A biografia foi de suma importância para a minha pesquisa, pois permitiu que entendesse como a cantora permaneceu relevante por tanto tempo em uma industria tão efêmera quanto a do pop. O livro contempla Madonna como uma mulher obstinada e inteligente, que une todas as influências que recebeu na vida, apropriando-se daquilo que acredita e transformando em um produto da indústria cultural. A biografia trás poucas imagens para essa artista camaleônica — contudo, a pesquisa da autora é tão minuciosa que é capaz de trazer ricos detalhes no texto, que nem precisam de imagens.

"Madonna sentiu-se instigada bem cedo a compreender os traços ocultos de sexualidade que percebia estarem presentes nos ensinamentos católicos. Irritada com a insistência de Joan (a madrasta) em vestir suas irmãs e a ela mesma com roupas de tecido e estampas idênticos, Madonna encontrava meios de reivindicar um estilo próprio — fosse vestindo blusas apertadas, saias curtas e passando batom vermelho à maneira vulgar da década de 1950, fosse indo à igreja vestindo apenas um sobretudo. Consolidar a união entre sexo e espiritualidade tornou-se uma missão para ela. E este viria a ser um vínculo que ela frequentemente voltaria a reforçar em seu trabalho ao longo dos anos que ainda estavam por vir", trecho do livro Madonna 60 Anos, de Lucy O'Brien.


Com 60 anos de idade, Madonna é o caso raríssimo da cultura pop e merece ter seu legado reconhecido. Lucy O'Brien levou mais que 14 anos pesquisando sobre a vida da cantora e fazendo entrevistas com afetos, desafetos, amigos, colegas, pessoas que trabalharam com ela, além de amigos de infância e familiares. Com certeza, a Rainha do Pop é uma “história para ser contada”.

Hoje, 23 de abril, é Dia Mundial do Livro e, em meio à pandemia do Coronavírus, relembramos um hábito extremamente importante para a nossa formação cultural. Ler é uma atividade que exige prática constante. Em meio ao agito do dia a dia, muitas pessoas esquecem seus livros preferidos pelos cantos da casa. Contudo, neste momento de isolamento domiciliar, passamos a cuidar um pouco mais de nós mesmos em meio ao caos do mundo lá fora — e a literatura surge como um refúgio mental e emocional.

O jornalismo também conta histórias de vida e trás diversas reflexões e aprendizados. É com o objetivo de incentivar o velho hábito da leitura e indicar obras que ajudem a desopilar em momentos difíceis, que a equipe da redação do Portal W3, junto com colaborados, decidiu compartilhar algumas sugestões com você, caro leitor.

Abaixo, dicas e trechos das principais obras selecionadas pela nossa equipe:

 

A Revolução dos Bichos, de George Orwell

Sugerido por Fabrício Manfredini

Foto: Fabrício Manfredini/PortalW3

Esta é uma sátira escrita em plena segunda guerra mundial (1943), mas com uma crítica totalmente contemporânea.

Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros”, trecho do livro A Revolução dos Bichos, de George Orwell

Como pode em uma época tão globalizada e com tantas informações ao nosso dispor ainda sermos peças de manipulação política?

Uma obra que não me canso de relembrar principalmente quando o clima eleitoral aquece nosso dia a dia. Vale muito a pena a leitura!

 

Pollyanna, de Eleanor H. Porter

Sugerido por Raquel Bittencourt

Foto: Raquel Bittencourt/Portal W3

Penso que cada fase da vida requer um tipo de leitura. Contudo, tem um livro que, embora tenha lido uma única vez e há muito tempo, na minha adolescência, me trouxe um ensinamento que é presente na minha vida até hoje. Pollyanna é o livro que eu posso dizer que marcou minha história, pois aprendi com ele o “jogo do contente”.

Essa é uma das partes que ficou gravada: “Tudo começou por causa de umas muletas que vieram na caixa de donativos para o missionário… Eu tinha pedido uma boneca a papai e quando a caixa chegou, só havia dentro um par de muletas para criança… Bem o jogo se resume em encontrar alegria, seja lá no que for… Fiquei alegre justamente porque não precisava de muletas.” E segue, “com pouco de esforço, conseguimos gostar do que encontramos e esquecer o que queríamos”, trecho do livro Pollyanna, de Eleanor H. Porter.

Aprendi com isso que temos muito mais a agradecer, só precisamos mudar o nosso olhar sobre cada situação vivida. Hoje, meus livros são outros (Autodescobrimento; Psicologia da Gratidão, etc) mas o aprendizado da adolescência permanece.

Mentes depressivas – As três dimensões da doença do século, de Ana Beatriz Barbosa

Sugerido por Morgana Daniel

Foto: Morgana Daniel/Portal W3

Este livro é atemporal, na verdade, pode ser considerado de cabeceira, mas em tempos tão difíceis como este da pandemia, nos ajuda a entender melhor o comportamento de quem está próximo. Afinal de contas, as doenças psicossomáticas como, por exemplo, a ansiedade e a própria depressão, foram consideradas “mal do século”.

É difícil não conhecermos alguém que enfrenta um processo depressivo pela perda de algo que almejava muito, pelo luto da morte de um ente querido, ou por alguma circunstância difícil da vida.

De simples, a depressão não tem nada. Tudo nela tem o selo da complexidade humana”, trecho do livro Mentes depressivas – As três dimensões da doença do século, de Ana Beatriz Barbosa.

Acredito que precisamos nos informar sobre as causas da depressão: como ela se manifesta, seus estágios, a necessidade de tratamento antes que avance para situações extremas como o próprio suicídio, e, principalmente, como podemos ajudar quem está próximo e apresenta alguns sintomas.

Na dúvida, informação nunca é demais e ajudar quem precisa é nosso papel em vida!

 

Madonna 60 Anos, de Lucy O’Brien

Sugerido por Dyessica Abadi

Foto: Dyessica Abadi/Portal W3

A primeira vez que li uma biografia foi aos 15 anos. Michael Jackson recém tinha falecido e eu comecei a conhecer um pouco mais sobre seu legado e a história da música. O Rei do Pop me instigava de diversas maneiras e, na leitura de um livro biográfico, desenvolvi uma opinião própria sobre a sua contribuição cultural. Eu amo música e sou uma entusiasta do pop — não é difícil supor que a minha segunda leitura do tipo fosse sobre a Rainha do Pop.

Madonna – 60 Anos é uma biografia não autorizada de uma das artistas mais versáteis e talentosas da música. Comprei o livro em 2018 e, um ano depois, realizei meu Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo analisando entrevistas audiovisuais da cantora. A jornalista e biógrafa, Lucy O’Brien, é especialista em analisar a trajetória de mulheres na música e, nesta obra, dá conta de todas as múltiplas facetas de Madonna: enquanto cantora, dançarina, compositora, produtora musical, atriz, diretora de cinema, empresária, mulher, mãe e pessoa.

A biografia foi de suma importância para a minha pesquisa, pois permitiu que entendesse como a cantora permaneceu relevante por tanto tempo em uma industria tão efêmera quanto a do pop. O livro contempla Madonna como uma mulher obstinada e inteligente, que une todas as influências que recebeu na vida, apropriando-se daquilo que acredita e transformando em um produto da indústria cultural. A biografia trás poucas imagens para essa artista camaleônica — contudo, a pesquisa da autora é tão minuciosa que é capaz de trazer ricos detalhes no texto, que nem precisam de imagens.

“Madonna sentiu-se instigada bem cedo a compreender os traços ocultos de sexualidade que percebia estarem presentes nos ensinamentos católicos. Irritada com a insistência de Joan (a madrasta) em vestir suas irmãs e a ela mesma com roupas de tecido e estampas idênticos, Madonna encontrava meios de reivindicar um estilo próprio — fosse vestindo blusas apertadas, saias curtas e passando batom vermelho à maneira vulgar da década de 1950, fosse indo à igreja vestindo apenas um sobretudo. Consolidar a união entre sexo e espiritualidade tornou-se uma missão para ela. E este viria a ser um vínculo que ela frequentemente voltaria a reforçar em seu trabalho ao longo dos anos que ainda estavam por vir”, trecho do livro Madonna 60 Anos, de Lucy O’Brien.

Com 60 anos de idade, Madonna é o caso raríssimo da cultura pop e merece ter seu legado reconhecido. Lucy O’Brien levou mais que 14 anos pesquisando sobre a vida da cantora e fazendo entrevistas com afetos, desafetos, amigos, colegas, pessoas que trabalharam com ela, além de amigos de infância e familiares. Com certeza, a Rainha do Pop é uma “história para ser contada”.

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