Plantão Coronavírus: empresas locais com serviços essenciais mudam suas rotinas

Supermercado de Araranguá implantou tele-entrega, e empresas de produtos químicos restruturaram produção de cloro e álcool em gel

Apesar de alguns serviços considerados não essenciais estarem suspensos, existem outros a todo vapor. Inclusive, com aumento de produção e mudanças em suas rotinas para atender a população e contribuir no combate e proliferação do Coronavírus.

Em Araranguá, os supermercados alegam que o abastecimento de seus produtos está normal. Nada falta na prateleira, graças ao estoque garantido antes da crise iniciada na semana passada e também o compromisso dos fornecedores que mantem as entregas. Alguns proprietários de mercados registraram no início desta semana a baixa na procura, mas não nas entregas.

O empresário Jean Rocha dos Santos, que tem uma rede de supermercados intitulado por ele mesmo como “de bairro”, implantou novidades para os clientes. “A procura maior foi realmente na semana passada. Não tivemos problemas com público, o pessoal abraçou a causa. Como somos um mercado de bairro, disponibilizamos um contato de Whatsapp e outro de telefone para a tele-entrega. Fizemos as compras e entregamos em casa com os cuidados de higienização necessários e recomendados”, contou. Segundo Jean, são feitas em média 300 entregas por dia com este sistema.

A região também tem empresas químicas especializadas em produtos que precisam ser usados na higienização de ambientes e tratamento de água para consumo humano. O empresário, André Serafim, produz o cloro, que segundo ele é o bactericida mais barato e eficiente utilizado em algumas composições e produtos disponíveis no mercado.

Na sua empresa instalada também em Araranguá - apesar das exigências legais e alguns
funcionários serem dispensados por conta do decreto governamental e a necessidade de
isolamento social, a procura pelo produto aumentou nos últimos dias em torno de 40%. “Nos
adaptamos as determinações do governo e estamos atendendo apenas os clientes que fazem
um trabalho específico como as fornecedores da água e fabricantes de água sanitária.
Infelizmente outros clientes dispensamos em virtude do momento vivido”, disse.

Já em Jacinto Machado, a falta de matéria prima para a produção do álcool em gel, não impediu que uma empresa química buscasse alternativas para começar a fabricar o produto. “Até então, produzíamos somente saneantes, na linha doméstica e industrial, limpeza automotiva e outras linhas industriais, mas por atuarmos neste segmento, possuímos os caminhos para a produção de vários produtos. Quando muitos clientes começaram a pedir, vimos que realmente era uma questão de saúde pública. A partir daí notificamos o produto na Anvisa e iniciamos a produção na última semana”, explica sócia da empresa, Alline Pescador.

Os representantes dos ramos químicos e empresariais na região ainda não divulgaram levantamentos que apontam as mudanças no mercado local com a crise e as possíveis perdas ou ganhos, mas a ideia é que as empresas apostem na criatividade para superar o momento, os desdobramentos na economia e não sofrer graves consequências em suas atividades.

 

Apesar de alguns serviços considerados não essenciais estarem suspensos, existem outros a todo vapor. Inclusive, com aumento de produção e mudanças em suas rotinas para atender a população e contribuir no combate e proliferação do Coronavírus.

Em Araranguá, os supermercados alegam que o abastecimento de seus produtos está normal. Nada falta na prateleira, graças ao estoque garantido antes da crise iniciada na semana passada e também o compromisso dos fornecedores que mantem as entregas. Alguns proprietários de mercados registraram no início desta semana a baixa na procura, mas não nas entregas.

O empresário Jean Rocha dos Santos, que tem uma rede de supermercados intitulado por ele mesmo como “de bairro”, implantou novidades para os clientes. “A procura maior foi realmente na semana passada. Não tivemos problemas com público, o pessoal abraçou a causa. Como somos um mercado de bairro, disponibilizamos um contato de Whatsapp e outro de telefone para a tele-entrega. Fizemos as compras e entregamos em casa com os cuidados de higienização necessários e recomendados”, contou. Segundo Jean, são feitas em média 300 entregas por dia com este sistema.

A região também tem empresas químicas especializadas em produtos que precisam ser usados na higienização de ambientes e tratamento de água para consumo humano. O empresário, André Serafim, produz o cloro, que segundo ele é o bactericida mais barato e eficiente utilizado em algumas composições e produtos disponíveis no mercado.

Na sua empresa instalada também em Araranguá – apesar das exigências legais e alguns
funcionários serem dispensados por conta do decreto governamental e a necessidade de
isolamento social, a procura pelo produto aumentou nos últimos dias em torno de 40%. “Nos
adaptamos as determinações do governo e estamos atendendo apenas os clientes que fazem
um trabalho específico como as fornecedores da água e fabricantes de água sanitária.
Infelizmente outros clientes dispensamos em virtude do momento vivido”, disse.

Já em Jacinto Machado, a falta de matéria prima para a produção do álcool em gel, não impediu que uma empresa química buscasse alternativas para começar a fabricar o produto. “Até então, produzíamos somente saneantes, na linha doméstica e industrial, limpeza automotiva e outras linhas industriais, mas por atuarmos neste segmento, possuímos os caminhos para a produção de vários produtos. Quando muitos clientes começaram a pedir, vimos que realmente era uma questão de saúde pública. A partir daí notificamos o produto na Anvisa e iniciamos a produção na última semana”, explica sócia da empresa, Alline Pescador.

Os representantes dos ramos químicos e empresariais na região ainda não divulgaram levantamentos que apontam as mudanças no mercado local com a crise e as possíveis perdas ou ganhos, mas a ideia é que as empresas apostem na criatividade para superar o momento, os desdobramentos na economia e não sofrer graves consequências em suas atividades.

 

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