Pesquisa da Unesc investiga impactos da Covid-19 na saúde da população de Criciúma

A partir da próxima segunda, 28, os entrevistadores irão visitar 600 domicílios, escolhidos de maneira aleatória, nos mais diversos bairros da cidade

Foto: Milena Nandi/Unesc

A Unesc se prepara para sair a campo em mais uma pesquisa para averiguar a saúde da população de Criciúma durante a pandemia de Covid-19. O estudo “Mental Covid – Impacto da Covid-19 sobre a Saúde Mental da População”, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol), vai coletar dados da população adulta e idosa do município para avaliar os impactos da pandemia na saúde física e mental.


A partir da próxima segunda-feira, 28 de setembro, os entrevistadores irão visitar 600 domicílios, escolhidos de maneira aleatória, nos mais diversos bairros de Criciúma. Os resultados de 2020 serão comparados aos dados de um levantamento de base populacional feito pelo PPGSCol em 2019 e concluído em dezembro, antes do início da pandemia no Brasil.


A reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também é professora e pesquisadora do PPGSCol, salienta a importância das atividades de pesquisa desenvolvidas pelos Programas de Pós-Graduação da Universidade na região, especialmente durante a pandemia de Covid-19. “Este estudo é mais uma importante ação da Universidade para utilizar a ciência em favor da vida. Os seus resultados serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos”, comenta.


A pesquisa será desenvolvida em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e foi contemplada em um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).


Na Unesc, o estudo será coordenado pelos doutores em Epidemiologia e professores do PPGSCol, Fernanda Meller e Antônio Augusto Schafer. Na Furg, a pesquisa terá como líder o doutor Epidemiologia e professor do PPGCS, Samuel de Carvalho Dumith.


Segundo Schafer, a pesquisa será desenvolvida nos municípios de Criciúma e de Rio Grande e vai servir também para avaliar o comportamento perante a Covid-19 em moradores de cidades de tamanhos similares, mas em estados diferentes. “A Unesc possui dados de 2019 e a Furg, de 2016 e basicamente a vida das pessoas não sofreu uma influência tão grande de um ano para outro. A diferença foi uma pandemia, algo pelo qual todos estão passando, independentemente do local que vivem e da classe social”.



Como a pesquisa será feita


O pesquisador da Unesc explica que para se ter uma amostra que possa realmente representar a cidade, é preciso que seja aleatória. Por isso, a escolha dos domicílios a serem visitados foi realizada através de um sorteio.


Entre os pontos que serão abordados pela pesquisa, segundo Fernanda, estão a alimentação, a realização de atividades físicas, a qualidade de vida, e qual o público mais afetado pela pandemia. “Vamos avaliar também questões de saúde como o desenvolvimento ou agravamento de algumas doenças crônicas durante a pandemia. A coleta de informações vai durar de dois a três meses, e será realizada sem contato próximo, já que a pesquisa vai trabalhar apenas com questionário e não haverá coleta de sangue. Também não haverá necessidade de receber os entrevistadores em casa e a conversa pode ser feita na frente da residência”, afirma Fernanda.


“Os entrevistadores estarão identificados com camiseta da pesquisa, crachá, máscara e face shield e todos os cuidados de biossegurança serão tomados para que os moradores não precisem se aproximar. Pensamos em fazer assim para que as pessoas se sentissem mais seguras em receber o entrevistador e colaborar com esta pesquisa, tão relevante para a comunidade”, complementa a pesquisadora do PPGSCol.


Todos os entrevistadores já possuem experiência em coleta de dados para pesquisas de base populacional e também receberam capacitação dos pesquisadores da Unesc. Um piloto será realizado antes do início oficial da pesquisa, com o objetivo de avaliar a metodologia e fazer possíveis ajustes necessários.



Colaboração dos moradores é essencial


Schafer salienta a importância da colaboração dos moradores de Criciúma para que a pesquisa alcance o objetivo de identificar o quanto a pandemia impactou a saúde das pessoas, em quais aspectos ela influenciou a vida dos entrevistados e quais os grupos mais acometidos nos diversos aspectos da saúde. “Os dados coletados e analisados irão gerar publicação científica e compor um relatório a ser entregue para todos os gestores de saúde pública. A partir destas informações será possível definir ações mais efetivas tanto de prevenção quanto de tratamento dos problemas causados na saúde física e mental pela pandemia”, salienta.



Universidade Comunitária


Segundo o pesquisador da Unesc, o laboratório do epidemiologista é o campo, a casa das pessoas. “As perguntas e as respostas estão lá. Estamos em uma universidade comunitária que se preocupa em dar essas respostas, um retorno para a sociedade”.


Neste sentido, a relevância do estudo se amplia e além de beneficiar a sociedade, auxilia também o trabalho do PPGSCol. Segundo a coordenadora do Programa de Pós-Graduação, Cristiane Damiani Tomasi, a pesquisa mostra pontos importantes do trabalho do PPGSCol, como as relações que ele tem com outras instituições nacionais e internacionais, o que inclui a região na rota das pesquisas científicas.


“No caso deste estudo que será iniciado, conhecer a população de Criciúma, entender qual o impacto e como elas está vivendo este período é de muita relevância. Por ser um Programa de Mestrado Profissional, as pesquisas desenvolvidas podem se desdobrar em outras atividades que tenham impacto na vida da população e nos serviços de saúde da nossa região”, finaliza a coordenadora do Programa de Pós-Graduação.


Fonte: Assessoria de Imprensa Unesc


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Foto: Milena Nandi/Unesc

A Unesc se prepara para sair a campo em mais uma pesquisa para averiguar a saúde da população de Criciúma durante a pandemia de Covid-19. O estudo “Mental Covid – Impacto da Covid-19 sobre a Saúde Mental da População”, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSCol), vai coletar dados da população adulta e idosa do município para avaliar os impactos da pandemia na saúde física e mental.

A partir da próxima segunda-feira, 28 de setembro, os entrevistadores irão visitar 600 domicílios, escolhidos de maneira aleatória, nos mais diversos bairros de Criciúma. Os resultados de 2020 serão comparados aos dados de um levantamento de base populacional feito pelo PPGSCol em 2019 e concluído em dezembro, antes do início da pandemia no Brasil.

A reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, que também é professora e pesquisadora do PPGSCol, salienta a importância das atividades de pesquisa desenvolvidas pelos Programas de Pós-Graduação da Universidade na região, especialmente durante a pandemia de Covid-19. “Este estudo é mais uma importante ação da Universidade para utilizar a ciência em favor da vida. Os seus resultados serão de grande importância para apoiar decisões nas políticas públicas, bem como estabelecer novos alvos terapêuticos”, comenta.

A pesquisa será desenvolvida em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e foi contemplada em um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

Na Unesc, o estudo será coordenado pelos doutores em Epidemiologia e professores do PPGSCol, Fernanda Meller e Antônio Augusto Schafer. Na Furg, a pesquisa terá como líder o doutor Epidemiologia e professor do PPGCS, Samuel de Carvalho Dumith.

Segundo Schafer, a pesquisa será desenvolvida nos municípios de Criciúma e de Rio Grande e vai servir também para avaliar o comportamento perante a Covid-19 em moradores de cidades de tamanhos similares, mas em estados diferentes. “A Unesc possui dados de 2019 e a Furg, de 2016 e basicamente a vida das pessoas não sofreu uma influência tão grande de um ano para outro. A diferença foi uma pandemia, algo pelo qual todos estão passando, independentemente do local que vivem e da classe social”.

Como a pesquisa será feita

O pesquisador da Unesc explica que para se ter uma amostra que possa realmente representar a cidade, é preciso que seja aleatória. Por isso, a escolha dos domicílios a serem visitados foi realizada através de um sorteio.

Entre os pontos que serão abordados pela pesquisa, segundo Fernanda, estão a alimentação, a realização de atividades físicas, a qualidade de vida, e qual o público mais afetado pela pandemia. “Vamos avaliar também questões de saúde como o desenvolvimento ou agravamento de algumas doenças crônicas durante a pandemia. A coleta de informações vai durar de dois a três meses, e será realizada sem contato próximo, já que a pesquisa vai trabalhar apenas com questionário e não haverá coleta de sangue. Também não haverá necessidade de receber os entrevistadores em casa e a conversa pode ser feita na frente da residência”, afirma Fernanda.

“Os entrevistadores estarão identificados com camiseta da pesquisa, crachá, máscara e face shield e todos os cuidados de biossegurança serão tomados para que os moradores não precisem se aproximar. Pensamos em fazer assim para que as pessoas se sentissem mais seguras em receber o entrevistador e colaborar com esta pesquisa, tão relevante para a comunidade”, complementa a pesquisadora do PPGSCol.

Todos os entrevistadores já possuem experiência em coleta de dados para pesquisas de base populacional e também receberam capacitação dos pesquisadores da Unesc. Um piloto será realizado antes do início oficial da pesquisa, com o objetivo de avaliar a metodologia e fazer possíveis ajustes necessários.

Colaboração dos moradores é essencial

Schafer salienta a importância da colaboração dos moradores de Criciúma para que a pesquisa alcance o objetivo de identificar o quanto a pandemia impactou a saúde das pessoas, em quais aspectos ela influenciou a vida dos entrevistados e quais os grupos mais acometidos nos diversos aspectos da saúde. “Os dados coletados e analisados irão gerar publicação científica e compor um relatório a ser entregue para todos os gestores de saúde pública. A partir destas informações será possível definir ações mais efetivas tanto de prevenção quanto de tratamento dos problemas causados na saúde física e mental pela pandemia”, salienta.

Universidade Comunitária

Segundo o pesquisador da Unesc, o laboratório do epidemiologista é o campo, a casa das pessoas. “As perguntas e as respostas estão lá. Estamos em uma universidade comunitária que se preocupa em dar essas respostas, um retorno para a sociedade”.

Neste sentido, a relevância do estudo se amplia e além de beneficiar a sociedade, auxilia também o trabalho do PPGSCol. Segundo a coordenadora do Programa de Pós-Graduação, Cristiane Damiani Tomasi, a pesquisa mostra pontos importantes do trabalho do PPGSCol, como as relações que ele tem com outras instituições nacionais e internacionais, o que inclui a região na rota das pesquisas científicas.

“No caso deste estudo que será iniciado, conhecer a população de Criciúma, entender qual o impacto e como elas está vivendo este período é de muita relevância. Por ser um Programa de Mestrado Profissional, as pesquisas desenvolvidas podem se desdobrar em outras atividades que tenham impacto na vida da população e nos serviços de saúde da nossa região”, finaliza a coordenadora do Programa de Pós-Graduação.

Fonte: Assessoria de Imprensa Unesc

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