Partidos se unem e dobram Fundo Eleitoral

Rolando Christian Coelho, 06/12/2019

Governo Federal estava negociando com o Congresso Nacional aprovação de R$ 2 bilhões para o Fundo Eleitoral, com vistas ao pleito municipal do ano que vem. Treze, dos 17 partidos com deputados e senadores no Congresso, no entanto, não aceitaram a proposta. Num primeiro momento solicitaram um Fundo de R$ 4 bilhões, mas no fim acabaram aceitando R$ 3,8 bilhões.


O fato é o que governo não dispõe deste dinheiro. Para viabilizar os recursos o negócio será tirar de outras áreas como Saúde, Educação, Bem Estar Social e Infraestrutura. O programa Farmácia Popular, e o Minha Casa Minha Vida, por exemplo, perderão R$ 70 milhões cada um, recursos que irão para os partidos fazerem campanha eleitoral ano que vem. Uniram-se, para exigir mais dinheiro do governo, Progressistas, Democratas, Republicanos, Solidariedade, MDB, PSDB, PT, PSL, PSB, PTB, PSD, PL e PDT. No seu conjunto, estas siglas detêm 430, dos 513 deputados federais, e 62, dos 81 senadores. Apenas o Podemos, Cidadania, Psol e Novo foram contra o aumento dos recursos do Fundo Eleitoral para 2020.


O Ministério da Saúde será o mais atingido pelo aumento do Fundo. Nada menos do que R$ 500 milhões deixarão de ser investidos no setor ano que vem, por conta de remanejamentos orçamentários, visando aumentar os recursos para os partidos políticos fazerem campanha.


Em 2018 os recursos do Fundo foram da ordem de R$ 1,7 bilhão. O governo sugeriu um reajuste, propondo R$ 2 bilhões. Na prática, deputados e senadores se uniram para elevar o valor para R$ 3,8 bilhões. Como não há dinheiro sobrando, negócio foi tirar dos Ministérios.


Candidaturas a prefeito podem dobrar na região


Se todos os partidos que estão prometendo lançar candidaturas majoritárias, em nossa região, levarem seus projetos adiante, deveremos ter pelo menos uns 60 candidatos a prefeito, nos 15 municípios do Extremo Sul, ano que vem. Nos últimos anos a média tem sido de 35 candidatos. Na grande maioria dos municípios há apenas dois postulantes ao executivo. Só ai já são 30. Geralmente em Araranguá e Sombrio há mais de dois candidatos, o que acaba elevando a média. Para 2020, no entanto, se vislumbram muitas candidaturas majoritárias. É que não poderá haver mais coligações entre chapas proporcionais. Com isto, muitos partidos deverão lançar candidatos a prefeito meramente para puxar votos para seus candidatos a vereador. Mais ou menos como aquelas candidaturas a governador, ou a presidente, que visam apenas eleger deputados.


Democratas quer lançar seis ao executivo na região


Democratas de nossa região projeta a possibilidade de lançar candidatos majoritários em Araranguá, Sombrio, Jacinto Machado, Passo de Torres, Santa Rosa do Sul e Balneário Gaivota. Estes municípios foram elencados em recente reunião realizada pela coordenação regional da sigla, em Sombrio, que contou com a participação da suplente de deputada estadual Lize Tuon. Em nível estadual, o Democratas está empolgado com algumas filiações de expressão, como a do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que havia deixado o MDB. Tais filiações têm referenciado o partido para o pleito de 2020. “Não há mais espaço para a política tradicional. Propostas inovadoras, como a do Democratas, focadas no enxugamento da máquina estatal e na eficácia do poder público, tem cada vez mais a adesão da população”, comenta o vice-presidente do partido em Sombrio, Marcelo Silvério.


Samae de Araranguá da exemplo em preservação


Muito interessante iniciativa do Samae de Araranguá, que leiloou o corte e retirada de dezenas de Pinus Elliotti dos arredores do Açude Belinzone, uma das reservas de água potável mais pura de Santa Catarina. Com os cerca de R$ 35 mil arrecadados pelo leilão, serão adquiridas centenas de mudas e realizado o plantio de árvores nativas nas cercanias do Açude. O presidente do Samae, José Hilson Sasso, também tem desenvolvido um trabalho bem salutar, ligado a identificação e a proteção das nascentes que existem em Araranguá, tanto na sede, quanto no interior do município. Nada que irá fazer muita diferença neste momento, mas que será de extrema relevância para as gerações futuras. Observa-se, com iniciativas como esta, que é possível fazer diferente no exercício do poder público. Basta querer.


Jonas Souza é único a garantir unidade em Passo de Torres


Especulações dando conta de que prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (MDB) não disputaria à reeleição, por motivos pessoais, acabou evidenciando, novamente, o racha que existe no partido em nível local. Há anos, o MDB passotorrense convive com duas alas: uma liderada pelo atual vice-prefeito Áureo André Henrique, que já foi prefeito do município, e outra liderada pelo ex-prefeito Newton Bittencourt da Silva, o Alemão. Jonas acaba sendo o ponto de equilíbrio entre os dois grupos. Caso, de fato, ele decida não concorrer novamente ao executivo, crise interna no MDB será inevitável. Interessante é que nenhum dos dois grupos deseja que Jonas decline da possibilidade de concorrer. É que numa possível queda de braços entre os dois seguimentos do partido, ninguém sabe quem sairia vencedor. Pelo pelos com o atual prefeito as duas alas do partido são contempladas na gestão municipal.


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Governo Federal estava negociando com o Congresso Nacional aprovação de R$ 2 bilhões para o Fundo Eleitoral, com vistas ao pleito municipal do ano que vem. Treze, dos 17 partidos com deputados e senadores no Congresso, no entanto, não aceitaram a proposta. Num primeiro momento solicitaram um Fundo de R$ 4 bilhões, mas no fim acabaram aceitando R$ 3,8 bilhões.

O fato é o que governo não dispõe deste dinheiro. Para viabilizar os recursos o negócio será tirar de outras áreas como Saúde, Educação, Bem Estar Social e Infraestrutura. O programa Farmácia Popular, e o Minha Casa Minha Vida, por exemplo, perderão R$ 70 milhões cada um, recursos que irão para os partidos fazerem campanha eleitoral ano que vem. Uniram-se, para exigir mais dinheiro do governo, Progressistas, Democratas, Republicanos, Solidariedade, MDB, PSDB, PT, PSL, PSB, PTB, PSD, PL e PDT. No seu conjunto, estas siglas detêm 430, dos 513 deputados federais, e 62, dos 81 senadores. Apenas o Podemos, Cidadania, Psol e Novo foram contra o aumento dos recursos do Fundo Eleitoral para 2020.

O Ministério da Saúde será o mais atingido pelo aumento do Fundo. Nada menos do que R$ 500 milhões deixarão de ser investidos no setor ano que vem, por conta de remanejamentos orçamentários, visando aumentar os recursos para os partidos políticos fazerem campanha.

Em 2018 os recursos do Fundo foram da ordem de R$ 1,7 bilhão. O governo sugeriu um reajuste, propondo R$ 2 bilhões. Na prática, deputados e senadores se uniram para elevar o valor para R$ 3,8 bilhões. Como não há dinheiro sobrando, negócio foi tirar dos Ministérios.

Candidaturas a prefeito podem dobrar na região

Se todos os partidos que estão prometendo lançar candidaturas majoritárias, em nossa região, levarem seus projetos adiante, deveremos ter pelo menos uns 60 candidatos a prefeito, nos 15 municípios do Extremo Sul, ano que vem. Nos últimos anos a média tem sido de 35 candidatos. Na grande maioria dos municípios há apenas dois postulantes ao executivo. Só ai já são 30. Geralmente em Araranguá e Sombrio há mais de dois candidatos, o que acaba elevando a média. Para 2020, no entanto, se vislumbram muitas candidaturas majoritárias. É que não poderá haver mais coligações entre chapas proporcionais. Com isto, muitos partidos deverão lançar candidatos a prefeito meramente para puxar votos para seus candidatos a vereador. Mais ou menos como aquelas candidaturas a governador, ou a presidente, que visam apenas eleger deputados.

Democratas quer lançar seis ao executivo na região

Democratas de nossa região projeta a possibilidade de lançar candidatos majoritários em Araranguá, Sombrio, Jacinto Machado, Passo de Torres, Santa Rosa do Sul e Balneário Gaivota. Estes municípios foram elencados em recente reunião realizada pela coordenação regional da sigla, em Sombrio, que contou com a participação da suplente de deputada estadual Lize Tuon. Em nível estadual, o Democratas está empolgado com algumas filiações de expressão, como a do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que havia deixado o MDB. Tais filiações têm referenciado o partido para o pleito de 2020. “Não há mais espaço para a política tradicional. Propostas inovadoras, como a do Democratas, focadas no enxugamento da máquina estatal e na eficácia do poder público, tem cada vez mais a adesão da população”, comenta o vice-presidente do partido em Sombrio, Marcelo Silvério.

Samae de Araranguá da exemplo em preservação

Muito interessante iniciativa do Samae de Araranguá, que leiloou o corte e retirada de dezenas de Pinus Elliotti dos arredores do Açude Belinzone, uma das reservas de água potável mais pura de Santa Catarina. Com os cerca de R$ 35 mil arrecadados pelo leilão, serão adquiridas centenas de mudas e realizado o plantio de árvores nativas nas cercanias do Açude. O presidente do Samae, José Hilson Sasso, também tem desenvolvido um trabalho bem salutar, ligado a identificação e a proteção das nascentes que existem em Araranguá, tanto na sede, quanto no interior do município. Nada que irá fazer muita diferença neste momento, mas que será de extrema relevância para as gerações futuras. Observa-se, com iniciativas como esta, que é possível fazer diferente no exercício do poder público. Basta querer.

Jonas Souza é único a garantir unidade em Passo de Torres

Especulações dando conta de que prefeito de Passo de Torres, Jonas Souza (MDB) não disputaria à reeleição, por motivos pessoais, acabou evidenciando, novamente, o racha que existe no partido em nível local. Há anos, o MDB passotorrense convive com duas alas: uma liderada pelo atual vice-prefeito Áureo André Henrique, que já foi prefeito do município, e outra liderada pelo ex-prefeito Newton Bittencourt da Silva, o Alemão. Jonas acaba sendo o ponto de equilíbrio entre os dois grupos. Caso, de fato, ele decida não concorrer novamente ao executivo, crise interna no MDB será inevitável. Interessante é que nenhum dos dois grupos deseja que Jonas decline da possibilidade de concorrer. É que numa possível queda de braços entre os dois seguimentos do partido, ninguém sabe quem sairia vencedor. Pelo pelos com o atual prefeito as duas alas do partido são contempladas na gestão municipal.

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