Blog Rosane Machado: os desocupados são infelizes?

Coluna Rosane, 28/10/2019


A pergunta do título é retórica, afinal quem é desocupado não olha para si, porque nem tem como olhar... o vazio não atrai. Sabe o que atrai? A vida do outro!


O outro que se ocupa e possui dias produtivos pisca e já é sexta. Pisca e já é dezembro. Pisca e já deu cabo de todas as suas tarefas e só quer tomar um banho, descansar e dormir.


Já, o desocupado, procura pelo em ovo, chifre em cavalo (sem falar do unicórnio) e inveja a grama do vizinho diuturnamente. Homeopaticamente mede a vida alheia e deixa a sua esvair e se tornar cada vez mais infeliz. Sim, a infelicidade está presente na vida dessa pobre e ignorante criatura. A ignorância não pode ser associada apenas à burrice mas à falta de conhecimento sobre alguma coisa... sobre a vida.


Morar em um condomínio de apartamentos é um ótimo exemplo disso. Pessoas de vida vazia procuram infernizar a vida de vizinhos por um cem número de coisas que, caso fossem tolerantes, passariam sem perceber.


Deixemos de lado o capítulo fingir que não vê você e não cumprimentar ao adentrar o elevador. Ou deixar o carrinho de compras perdido em algum andar ou socado no elevador por preguiça de levá-lo ao seu local de origem. Às vezes penso em outro local que a pessoa poderia introduzi-lo, contudo tenho alguns vizinhos que ainda valem a pena.


Não podemos nos olvidar dos carros mal estacionados que fazem com que você descubra que tem talentos para contorcionismo e que poderia ter sido a sua primeira opção. Mais exercícios e menos livros poderiam ter feito você se tornar uma pessoa menos complicada... serotonina explodindo por todos os poros, felicidade ocupando o espaço do saco cheio de tanta gente desnecessária.


As câmeras que se tornam inconvenientes mesmo servindo pra segurança, entretanto a do elevador impede a retirada da meleca esquecida na narina, a calcinha que entrou onde não devia e você não pode puxá-la... A selfie diante do espelho que tem a iluminação melhor que qualquer filtro e acompanhada da legenda "hashtag partiu qualquer coisa"... descarte, pois alguém verá você.


Desconfio que as paredes sejam feitas do tal gesso cartonado, porque dá pra ouvir o vizinho desobstruindo os pulmões em suas 'catarradas' diárias, suas idas ao banheiro frequentes (inclusive de madrugada). Puxar a descarga no meio da noite deveria ser proibido quando se tem paredes tão finas... Você NUNCA reclama, mas os outros...


Contudo vislumbro profissões incríveis pra vizinhos que ainda não descobriram seu lugar no mundo. Apesar do nariz humano conseguir sentir um trilhão de cheiros diferentes, a nareba da vizinhança só percebe o 'fedor de meus cachorros'. Como se o ser humano não cheirasse pior, pois aposta nos perfumes franceses do Paraguai e acha que ninguém se dá conta que sua calça é utilizada a semana toda... e dá pra se saber de olhos fechados, apostando no restante do trilhão que não foi exercitado. Não cito o cheiro de corpo quando o banho matinal é descartado e o odor característico de alguns seres que nem o tal perfume 'importado' poderia disfarçar.


Pois é, viver em condomínio é exercício de paciência e estágio pra santidade.

A pergunta do título é retórica, afinal quem é desocupado não olha para si, porque nem tem como olhar… o vazio não atrai. Sabe o que atrai? A vida do outro!

O outro que se ocupa e possui dias produtivos pisca e já é sexta. Pisca e já é dezembro. Pisca e já deu cabo de todas as suas tarefas e só quer tomar um banho, descansar e dormir.

Já, o desocupado, procura pelo em ovo, chifre em cavalo (sem falar do unicórnio) e inveja a grama do vizinho diuturnamente. Homeopaticamente mede a vida alheia e deixa a sua esvair e se tornar cada vez mais infeliz. Sim, a infelicidade está presente na vida dessa pobre e ignorante criatura. A ignorância não pode ser associada apenas à burrice mas à falta de conhecimento sobre alguma coisa… sobre a vida.

Morar em um condomínio de apartamentos é um ótimo exemplo disso. Pessoas de vida vazia procuram infernizar a vida de vizinhos por um cem número de coisas que, caso fossem tolerantes, passariam sem perceber.

Deixemos de lado o capítulo fingir que não vê você e não cumprimentar ao adentrar o elevador. Ou deixar o carrinho de compras perdido em algum andar ou socado no elevador por preguiça de levá-lo ao seu local de origem. Às vezes penso em outro local que a pessoa poderia introduzi-lo, contudo tenho alguns vizinhos que ainda valem a pena.

Não podemos nos olvidar dos carros mal estacionados que fazem com que você descubra que tem talentos para contorcionismo e que poderia ter sido a sua primeira opção. Mais exercícios e menos livros poderiam ter feito você se tornar uma pessoa menos complicada… serotonina explodindo por todos os poros, felicidade ocupando o espaço do saco cheio de tanta gente desnecessária.

As câmeras que se tornam inconvenientes mesmo servindo pra segurança, entretanto a do elevador impede a retirada da meleca esquecida na narina, a calcinha que entrou onde não devia e você não pode puxá-la… A selfie diante do espelho que tem a iluminação melhor que qualquer filtro e acompanhada da legenda “hashtag partiu qualquer coisa”… descarte, pois alguém verá você.

Desconfio que as paredes sejam feitas do tal gesso cartonado, porque dá pra ouvir o vizinho desobstruindo os pulmões em suas ‘catarradas’ diárias, suas idas ao banheiro frequentes (inclusive de madrugada). Puxar a descarga no meio da noite deveria ser proibido quando se tem paredes tão finas… Você NUNCA reclama, mas os outros…

Contudo vislumbro profissões incríveis pra vizinhos que ainda não descobriram seu lugar no mundo. Apesar do nariz humano conseguir sentir um trilhão de cheiros diferentes, a nareba da vizinhança só percebe o ‘fedor de meus cachorros’. Como se o ser humano não cheirasse pior, pois aposta nos perfumes franceses do Paraguai e acha que ninguém se dá conta que sua calça é utilizada a semana toda… e dá pra se saber de olhos fechados, apostando no restante do trilhão que não foi exercitado. Não cito o cheiro de corpo quando o banho matinal é descartado e o odor característico de alguns seres que nem o tal perfume ‘importado’ poderia disfarçar.

Pois é, viver em condomínio é exercício de paciência e estágio pra santidade.

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