O relato de quem pegou Covid-19 duas vezes

Nossos entrevistados contam o que viveram nos dois momentos

Foto: Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

Apesar da ciência se contradizer sobre a reinfecção do novo Covid-19, e no Brasil o Ministério da Saúde reconhecer apenas 59 casos de pacientes que estão sendo investigados por contraírem o novo vírus duas vezes desde que iniciou a pandemia, existem pessoas que testaram positivo mais de uma vez em Araranguá.

Este é o caso da atual secretária de Finanças do município, Rosana Rafael, que testou positivo pela primeira vez em maio depois de se submeter ao teste PCR (cotonete), e ter acusado a doença. Na ocasião, ela foi fazer o exame depois de sentir febre, dor de cabeça e mal estar. No quarto dia dos sintomas, recebeu o diagnóstico. “Eu sentia muita dor no corpo e febre. Graças a deus não tive falta de ar e a taxa viral foi baixa. Os médicos acham que provavelmente o vírus não teve força para atingir o pulmão. Na época, tomei remédios mais leves e vitaminas”, conta.

[caption id="attachment_69111" align="alignnone" width="400"] Rosana e o esposo, Marcelo[/caption]

A segunda vez que testou positivo foi no final de novembro, seis meses depois. “Desta vez meu marido positivou pela primeira vez e dias depois eu me senti indisposta, com muita dor de cabeça e febre alta a noite. Nesta vez senti náusea, enjoo e vômito. Fiz o teste e novamente deu positivo. Fiz três tipos de exames e todos deram positivo além de acusar que eu não tinha anticorpos”. O material de Rosana foi encaminhado ao MS para avaliar as duas testagens. Ela conta que conseguiu ser tratada em casa e não precisou ser hospitalizada. “Meus filhos testaram negativo, somente eu e meu marido positivamos”, completou.

[caption id="attachment_69112" align="alignnone" width="300"] Tainha foi hospitalizado com 50% do pulmão comprometido pelo vírus[/caption]

A mesma sorte na segunda reinfecção de Rosana não teve o conhecido professor Nilson Costa, o Tainha, assim como sua esposa Cátia. Eles positivaram para Covid-19 duas vezes também. A reinfecção foi no dia 17 de novembro, quatro meses após o primeiro exame positivo.

O segundo contato com o vírus foi mais grave para o casal, conforme relataram ao Portal W3. “Ficamos quatro dias hospitalizados. Já nos recuperamos e passamos bem, mas minha esposa teve o pulmão mais comprometido que o meu e está ainda fazendo fisioterapia. Eu tive 50% de comprometimento quando fomos internados, mas graças a Deus estamos bem. É uma sensação que não desejo a ninguém”, detalhou, Tainha.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e necessário alguns requisitos para a confirmação de reinfecção, quais sejam, ter mínimo de 90 dias entre um episódio e outro, além de sintomatologia relacionada e exames de mais de um laboratório confirmando a presença do vírus no organismo.

Apesar da ciência se contradizer sobre a reinfecção do novo Covid-19, e no Brasil o Ministério da Saúde reconhecer apenas 59 casos de pacientes que estão sendo investigados por contraírem o novo vírus duas vezes desde que iniciou a pandemia, existem pessoas que testaram positivo mais de uma vez em Araranguá.

Este é o caso da atual secretária de Finanças do município, Rosana Rafael, que testou positivo pela primeira vez em maio depois de se submeter ao teste PCR (cotonete), e ter acusado a doença. Na ocasião, ela foi fazer o exame depois de sentir febre, dor de cabeça e mal estar. No quarto dia dos sintomas, recebeu o diagnóstico. “Eu sentia muita dor no corpo e febre. Graças a deus não tive falta de ar e a taxa viral foi baixa. Os médicos acham que provavelmente o vírus não teve força para atingir o pulmão. Na época, tomei remédios mais leves e vitaminas”, conta.

Rosana e o esposo, Marcelo

A segunda vez que testou positivo foi no final de novembro, seis meses depois. “Desta vez meu marido positivou pela primeira vez e dias depois eu me senti indisposta, com muita dor de cabeça e febre alta a noite. Nesta vez senti náusea, enjoo e vômito. Fiz o teste e novamente deu positivo. Fiz três tipos de exames e todos deram positivo além de acusar que eu não tinha anticorpos”. O material de Rosana foi encaminhado ao MS para avaliar as duas testagens. Ela conta que conseguiu ser tratada em casa e não precisou ser hospitalizada. “Meus filhos testaram negativo, somente eu e meu marido positivamos”, completou.

Tainha foi hospitalizado com 50% do pulmão comprometido pelo vírus

A mesma sorte na segunda reinfecção de Rosana não teve o conhecido professor Nilson Costa, o Tainha, assim como sua esposa Cátia. Eles positivaram para Covid-19 duas vezes também. A reinfecção foi no dia 17 de novembro, quatro meses após o primeiro exame positivo.

O segundo contato com o vírus foi mais grave para o casal, conforme relataram ao Portal W3. “Ficamos quatro dias hospitalizados. Já nos recuperamos e passamos bem, mas minha esposa teve o pulmão mais comprometido que o meu e está ainda fazendo fisioterapia. Eu tive 50% de comprometimento quando fomos internados, mas graças a Deus estamos bem. É uma sensação que não desejo a ninguém”, detalhou, Tainha.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) e necessário alguns requisitos para a confirmação de reinfecção, quais sejam, ter mínimo de 90 dias entre um episódio e outro, além de sintomatologia relacionada e exames de mais de um laboratório confirmando a presença do vírus no organismo.

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