Blog Rosane Machado: o distanciamento social dos botões da calça

Rosane Machado, 20/04/2020

Com a quarentena correndo solta, mesmo que o comércio esteja abrindo as portas e tenhamos que sair às ruas de máscara, ainda é de bom tom evitarmos nos deslocarmos muito por aí. Principalmente quando se tem pessoas idosas em casa.


Não se sabe ao certo a dimensão das coisas, mas vírus é algo sorrateiro e quando lembramos dos filmes que tinham-no por tema central... aí que o medo aumenta.


Tento parar de falar nisso, não quero falar em política, porque pra mim saúde não tem legenda, não tem partido. Saúde é saúde e deve ser um dos três pilares de uma nação junto com a educação e a segurança.


Entretanto tenho evitado duas coisas nestes dias: balança e calça jeans. Na verdade, nunca me importei realmente com meu peso. Só me dou conta que estou engordando quando visto uma calça e a sinto um pouco justa. Subir em balança nunca foi meu hobby. Não sou daquelas pessoas que têm uma no banheiro e pesam-se diuturnamente. Sempre vivi de meu cérebro, nunca de benefícios físicos. Contudo uma embalagem bacana pra um conteúdo legal sempre é bem-vinda.


E comecei a ter um péssimo hábito: aventurar-me na cozinha fazendo bolo! Um dia os de caixinha (que agora vêm em pacotinhos) e os de receita da internet (que são práticos e com poucos ingredientes). Tenho em casa um forno elétrico e uma prática forma de vidro: vejo o cozimento e consigo acompanhar rezando! Ainda não descobri a santa dos bolos, vou procurar no Google.


Dentre os solados (embatumados) e os que transbordam da forma, todos foram devidamente ingeridos e celebrados. Época de recesso forçado é tempo de se comer até as paredes: a pança aumenta e a paciência vai pro espaço.


Quem nunca teve vontade de comer algo que não tem em casa ou de comer algo que nem sabe o que é? Ou então a gente está vendo TV e aparece um petisco, salgado, docee começamos a salivar enlouquecidamente. O gosto parece vir na boca e uma dorzinha na mandíbula se faz presente.


E quando o desejo surge de madrugada junto com a insônia que dá o ar da graça? Aí nem adianta ir pra cozinha, porque o que queremos certamente não tem na geladeira. E ao raiar do dia... claro que a vontade passa. A vontade dessa coisa da madrugada, porque outra vem... ah, sempre vem!


Se as condições financeiras estivessem propícias não me importaria de mudar o guarda-roupa ou fazer uma ligeira lipo, todavia como a coisa está cruel, um tempo de puxa aqui, disfarça ali será a solução. Camisetas escuras e largas serão as mais adequadas...


Não nos desesperemos, afinal, daqui a pouco tudo passa e o inverno virá. Estação em que podemos sair entrouxados na rua sem perceberem nossas panças e abundâncias...


E quando o verão apontar na esquina... façamos dietas pra pelo menos não termos que mudar o guarda-roupas mais uma vez!

Com a quarentena correndo solta, mesmo que o comércio esteja abrindo as portas e tenhamos que sair às ruas de máscara, ainda é de bom tom evitarmos nos deslocarmos muito por aí. Principalmente quando se tem pessoas idosas em casa.

Não se sabe ao certo a dimensão das coisas, mas vírus é algo sorrateiro e quando lembramos dos filmes que tinham-no por tema central… aí que o medo aumenta.

Tento parar de falar nisso, não quero falar em política, porque pra mim saúde não tem legenda, não tem partido. Saúde é saúde e deve ser um dos três pilares de uma nação junto com a educação e a segurança.

Entretanto tenho evitado duas coisas nestes dias: balança e calça jeans. Na verdade, nunca me importei realmente com meu peso. Só me dou conta que estou engordando quando visto uma calça e a sinto um pouco justa. Subir em balança nunca foi meu hobby. Não sou daquelas pessoas que têm uma no banheiro e pesam-se diuturnamente. Sempre vivi de meu cérebro, nunca de benefícios físicos. Contudo uma embalagem bacana pra um conteúdo legal sempre é bem-vinda.

E comecei a ter um péssimo hábito: aventurar-me na cozinha fazendo bolo! Um dia os de caixinha (que agora vêm em pacotinhos) e os de receita da internet (que são práticos e com poucos ingredientes). Tenho em casa um forno elétrico e uma prática forma de vidro: vejo o cozimento e consigo acompanhar rezando! Ainda não descobri a santa dos bolos, vou procurar no Google.

Dentre os solados (embatumados) e os que transbordam da forma, todos foram devidamente ingeridos e celebrados. Época de recesso forçado é tempo de se comer até as paredes: a pança aumenta e a paciência vai pro espaço.

Quem nunca teve vontade de comer algo que não tem em casa ou de comer algo que nem sabe o que é? Ou então a gente está vendo TV e aparece um petisco, salgado, docee começamos a salivar enlouquecidamente. O gosto parece vir na boca e uma dorzinha na mandíbula se faz presente.

E quando o desejo surge de madrugada junto com a insônia que dá o ar da graça? Aí nem adianta ir pra cozinha, porque o que queremos certamente não tem na geladeira. E ao raiar do dia… claro que a vontade passa. A vontade dessa coisa da madrugada, porque outra vem… ah, sempre vem!

Se as condições financeiras estivessem propícias não me importaria de mudar o guarda-roupa ou fazer uma ligeira lipo, todavia como a coisa está cruel, um tempo de puxa aqui, disfarça ali será a solução. Camisetas escuras e largas serão as mais adequadas…

Não nos desesperemos, afinal, daqui a pouco tudo passa e o inverno virá. Estação em que podemos sair entrouxados na rua sem perceberem nossas panças e abundâncias…

E quando o verão apontar na esquina… façamos dietas pra pelo menos não termos que mudar o guarda-roupas mais uma vez!

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