Na Alesc: Deputadas discutem temas dedicados às mulheres

Dando seguimento às atividades alusivas ao Mês da Mulher, a Bancada Feminina da Assembleia Legislativa promoveu, na noite de terça-feira (10), um bate-papo com sobre temas ligados à luta pelos direitos das mulheres.

O evento, realizado no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, foi mediado pela jornalista Juliana Germann e reuniu as deputadas Luciane Carminatti (PT), Ana Carolina (PSDB), Paulinha (PDT), Marlene Fengler (PSD) e Ada de Luca (MDB).

Na ocasião, as parlamentares responderam perguntas elaboradas por integrantes da Bancada Feminina e pela plateia presente, e também questões enviadas pelas redes sociais ou gravadas nas ruas. Entre assuntos abordados, tais como conciliar vida pessoal e profissional, projetos de lei voltados ao público feminino e a preocupação com o feminicídio, ganhou destaque a importância da participação da mulher no meio político.

Ada de Luca, que coordena a Bancada Feminina, declarou que muitas mulheres ainda se mostram refratárias ao tema por não compreenderem adequadamente que o que fazem em suas rotinas diárias é permeado por política, em uma acepção de saber se relacionar com as demais pessoas e administrar a própria vida. Neste sentido, ela reivindicou um maior número de candidaturas femininas. “Existem várias políticas e a vida de todos nós é regida pela política. Mas o que nós estamos precisando é de mulheres com inscrição partidária, que atuem no interesse coletivo, mas de forma partidária, para que possamos aumentar o número de prefeitas, vereadoras, deputadas estaduais, senadoras.”

Luciane Carminatti destacou que, ainda que a representação feminina na política tenha avançado ao longo dos anos, a estrutura política e social do país oferece entraves para a conquista da igualdade com os homens. “Acho que as mulheres podem muito mais, que os partidos são muito conservadores. De início falam que querem as mulheres, mas não é bem assim na prática. A legislação eleitoral também não é estimuladora. As mulheres ainda não conseguem lidar com os afazeres da casa, dos filhos e compartilhar isso com o companheiro. E muitos homens não têm essa compreensão. Então eu acho que há muito que avançar.”

A cultura que aponta um papel social específico para as mulheres também foi citada pela deputada Paulinha como fator negativo no meio político e até mesmo como fomentador de violência. “Mesmo para nós, que temos mandato, a vida é mais dura do que pode parecer. De fato, a gente vive situações de preconceito diárias, seja onde estivermos, e muitas delas patrocinadas pelas próprias mulheres. É difícil falar muito sobre isso, discutir questões efetivas de eliminação desses preconceitos que estão postos aí e que levam às condições mais dramáticas de violência contra as mulheres”, disse.

Marlene Fengler observou que uma mudança neste cenário só será obtida com uma posição mais assertiva por parte das mulheres. “Não tem como as mulheres ocuparem espaços de poder se elas não tiverem a coragem de participar. Então, quando a gente reúne deputadas e outras representantes que ocupam espaços importantes e conversamos sobre o assunto e servimos de inspiração para outras mulheres, eu acho que essa é uma forma concreta de mostrar que a gente pode e deve participar e estar presente em todos os espaços de poder.”

Já Ana Carolina (PSDB), que ocupa de forma interina o mandato do correligionário Dr. Vicente Caropreso, licenciado por 60 dias, destacou a importância da realização do bate-papo entre as parlamentares. “Dar voz pros direitos das mulheres é sempre importante, então quando esse mês de março chega, é uma oportunidade para um grande aprendizado. É a primeira vez que estou aqui na Assembleia, sou deputada há pouco tempo e ainda não havia participado desse evento, que oferece uma grande repercussão às coisas que são importantes para as mulheres.”



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Fonte: Assessoria de Imprensa

Dando seguimento às atividades alusivas ao Mês da Mulher, a Bancada Feminina da Assembleia Legislativa promoveu, na noite de terça-feira (10), um bate-papo com sobre temas ligados à luta pelos direitos das mulheres.

O evento, realizado no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, foi mediado pela jornalista Juliana Germann e reuniu as deputadas Luciane Carminatti (PT), Ana Carolina (PSDB), Paulinha (PDT), Marlene Fengler (PSD) e Ada de Luca (MDB).

Na ocasião, as parlamentares responderam perguntas elaboradas por integrantes da Bancada Feminina e pela plateia presente, e também questões enviadas pelas redes sociais ou gravadas nas ruas. Entre assuntos abordados, tais como conciliar vida pessoal e profissional, projetos de lei voltados ao público feminino e a preocupação com o feminicídio, ganhou destaque a importância da participação da mulher no meio político.

Ada de Luca, que coordena a Bancada Feminina, declarou que muitas mulheres ainda se mostram refratárias ao tema por não compreenderem adequadamente que o que fazem em suas rotinas diárias é permeado por política, em uma acepção de saber se relacionar com as demais pessoas e administrar a própria vida. Neste sentido, ela reivindicou um maior número de candidaturas femininas. “Existem várias políticas e a vida de todos nós é regida pela política. Mas o que nós estamos precisando é de mulheres com inscrição partidária, que atuem no interesse coletivo, mas de forma partidária, para que possamos aumentar o número de prefeitas, vereadoras, deputadas estaduais, senadoras.”

Luciane Carminatti destacou que, ainda que a representação feminina na política tenha avançado ao longo dos anos, a estrutura política e social do país oferece entraves para a conquista da igualdade com os homens. “Acho que as mulheres podem muito mais, que os partidos são muito conservadores. De início falam que querem as mulheres, mas não é bem assim na prática. A legislação eleitoral também não é estimuladora. As mulheres ainda não conseguem lidar com os afazeres da casa, dos filhos e compartilhar isso com o companheiro. E muitos homens não têm essa compreensão. Então eu acho que há muito que avançar.”

A cultura que aponta um papel social específico para as mulheres também foi citada pela deputada Paulinha como fator negativo no meio político e até mesmo como fomentador de violência. “Mesmo para nós, que temos mandato, a vida é mais dura do que pode parecer. De fato, a gente vive situações de preconceito diárias, seja onde estivermos, e muitas delas patrocinadas pelas próprias mulheres. É difícil falar muito sobre isso, discutir questões efetivas de eliminação desses preconceitos que estão postos aí e que levam às condições mais dramáticas de violência contra as mulheres”, disse.

Marlene Fengler observou que uma mudança neste cenário só será obtida com uma posição mais assertiva por parte das mulheres. “Não tem como as mulheres ocuparem espaços de poder se elas não tiverem a coragem de participar. Então, quando a gente reúne deputadas e outras representantes que ocupam espaços importantes e conversamos sobre o assunto e servimos de inspiração para outras mulheres, eu acho que essa é uma forma concreta de mostrar que a gente pode e deve participar e estar presente em todos os espaços de poder.”

Já Ana Carolina (PSDB), que ocupa de forma interina o mandato do correligionário Dr. Vicente Caropreso, licenciado por 60 dias, destacou a importância da realização do bate-papo entre as parlamentares. “Dar voz pros direitos das mulheres é sempre importante, então quando esse mês de março chega, é uma oportunidade para um grande aprendizado. É a primeira vez que estou aqui na Assembleia, sou deputada há pouco tempo e ainda não havia participado desse evento, que oferece uma grande repercussão às coisas que são importantes para as mulheres.”

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Fonte: Assessoria de Imprensa

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