Médicos confirmam segundo caso mundial de cura do HIV

Novos resultados para o "paciente de Londres" não apresentam sinais do vírus há 30 meses

Anunciado ano passado como “possível caso de cura”, paciente soropositivo não apresenta mais sinais do vírus HIV nas amostras de sangue. É o que sugere os resultados do estudo publicado nesta terça-feira, 10, na revista The Lancet HIV, pelos médicos da Universidade de Cambridge. Depois de ser submetido a uma cirurgia de transplante de células-tronco devido a incidência de um câncer, o denominado “paciente de Londres” não apresentou mais sinais de infecção pelo vírus HIV, mesmo tendo interrompido o tratamento antirretroviral por um período de 30 meses.

Em março de 2019, os pesquisadores anunciaram o caso deste homem soropositivo como “em remissão”, não mostrando sinais do vírus há 18 meses. O “paciente de Londres” revelou sua identidade esta semana em uma entrevista ao jornal The New York Times: o venezuelano Adam Castillejo, de 40 anos, disse que “quer ser um embaixador da esperança". Diagnosticado com HIV em 2003, Adam desenvolveu câncer e concordou com um transplante de células-tronco para tratar essa doença em 2016. Na época, os médicos detectaram um doador com uma mutação genética que confere resistência natural ao HIV. Logo, o transplante mudou o sistema imunológico do “paciente de Londres”, dando a ele a resistência do doador ao HIV, segundo informações da Associated Press.

TRATAMENTO

Esse é a segunda vez que tal notícia é reportada em todo o mundo. Em 2011, a primeira divulgação de cura da infecção por HIV ficou conhecida como caso do "paciente de Berlim". Em ambas situações, os pacientes foram submetidos ao mesmo procedimento: sessões de transplante de células-tronco de doadores específicos – pessoas que possuem um gene resistente ao vírus. Dessa forma, quando substituídas as células do paciente soropositivo pelas do doador, o vírus tornava-se incapaz de se replicar no corpo. Se comparados os tratamentos utilizados em ambos pacientes, tanto no de “Berlim”, quanto no de “Londres”, o último representa um passo em direção a uma abordagem menos intensiva, pois houve redução na intensidade das drogas, bem como a inutilização de tratamento com radiação total no corpo.

Para chegar aos dados do estudo, os médicos realizaram testes em amostras de sangue, tecido e esperma. Com todos os resultados praticamente negativos, os pesquisadores apontaram que restos do DNA do vírus foram detectados apenas em algumas amostras de tecido – porém estes seriam resquícios “fósseis”, incapazes de se reproduzir.

É necessário compreendermos que ter o HIV não é o mesmo que ter AIDS: HIV é o vírus da imunodeficiência humana que ataca o sistema imunológico, sendo causador da AIDS. É possível viver durante anos com o vírus HIV e não apresentar sintomas ou desenvolver AIDS. Contudo, mesmo sem manifestar a doença, quem é portador do vírus HIV pode transmiti-lo para outras pessoas por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.

PERSPECTIVAS

Os pesquisadores reconhecem que o transplante não é uma opção viável para o tratamento do vírus em grande escala, porém acreditam que o caso do “paciente de Londres” é um grande avanço. Segundo o programa das Nações Unidas para a AIDS (UNAids), 38 milhões de pessoas viviam com o vírus HIV em todo o mundo em 2018. Atualmente, estima-se que 866 mil brasileiros sejam soropositivos. Logo, é necessário sempre proteger-se. O Ministério da Saúde reforça o uso da camisinha e de outras formas de proteção, além também da realização frequente dos testes de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

Anunciado ano passado como “possível caso de cura”, paciente soropositivo não apresenta mais sinais do vírus HIV nas amostras de sangue. É o que sugere os resultados do estudo publicado nesta terça-feira, 10, na revista The Lancet HIV, pelos médicos da Universidade de Cambridge. Depois de ser submetido a uma cirurgia de transplante de células-tronco devido a incidência de um câncer, o denominado “paciente de Londres” não apresentou mais sinais de infecção pelo vírus HIV, mesmo tendo interrompido o tratamento antirretroviral por um período de 30 meses.

Em março de 2019, os pesquisadores anunciaram o caso deste homem soropositivo como “em remissão”, não mostrando sinais do vírus há 18 meses. O “paciente de Londres” revelou sua identidade esta semana em uma entrevista ao jornal The New York Times: o venezuelano Adam Castillejo, de 40 anos, disse que “quer ser um embaixador da esperança”. Diagnosticado com HIV em 2003, Adam desenvolveu câncer e concordou com um transplante de células-tronco para tratar essa doença em 2016. Na época, os médicos detectaram um doador com uma mutação genética que confere resistência natural ao HIV. Logo, o transplante mudou o sistema imunológico do “paciente de Londres”, dando a ele a resistência do doador ao HIV, segundo informações da Associated Press.

TRATAMENTO

Esse é a segunda vez que tal notícia é reportada em todo o mundo. Em 2011, a primeira divulgação de cura da infecção por HIV ficou conhecida como caso do “paciente de Berlim”. Em ambas situações, os pacientes foram submetidos ao mesmo procedimento: sessões de transplante de células-tronco de doadores específicos – pessoas que possuem um gene resistente ao vírus. Dessa forma, quando substituídas as células do paciente soropositivo pelas do doador, o vírus tornava-se incapaz de se replicar no corpo. Se comparados os tratamentos utilizados em ambos pacientes, tanto no de “Berlim”, quanto no de “Londres”, o último representa um passo em direção a uma abordagem menos intensiva, pois houve redução na intensidade das drogas, bem como a inutilização de tratamento com radiação total no corpo.

Para chegar aos dados do estudo, os médicos realizaram testes em amostras de sangue, tecido e esperma. Com todos os resultados praticamente negativos, os pesquisadores apontaram que restos do DNA do vírus foram detectados apenas em algumas amostras de tecido – porém estes seriam resquícios “fósseis”, incapazes de se reproduzir.

É necessário compreendermos que ter o HIV não é o mesmo que ter AIDS: HIV é o vírus da imunodeficiência humana que ataca o sistema imunológico, sendo causador da AIDS. É possível viver durante anos com o vírus HIV e não apresentar sintomas ou desenvolver AIDS. Contudo, mesmo sem manifestar a doença, quem é portador do vírus HIV pode transmiti-lo para outras pessoas por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.

PERSPECTIVAS

Os pesquisadores reconhecem que o transplante não é uma opção viável para o tratamento do vírus em grande escala, porém acreditam que o caso do “paciente de Londres” é um grande avanço. Segundo o programa das Nações Unidas para a AIDS (UNAids), 38 milhões de pessoas viviam com o vírus HIV em todo o mundo em 2018. Atualmente, estima-se que 866 mil brasileiros sejam soropositivos. Logo, é necessário sempre proteger-se. O Ministério da Saúde reforça o uso da camisinha e de outras formas de proteção, além também da realização frequente dos testes de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).

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