Greve dos ceramistas continua e pode ter paralisações a partir de amanhã

Até o momento, foram firmados dois acordos entre funcionários e a direção das empresas Angelgres e Elizabeth

Por Dyessica Abadi

A greve dos trabalhadores das indústrias de cerâmica de Criciúma e região deve continuar. Isso porque parte deles ainda seguem em tratativas com as gerências — o que pode ocasionar paralisações a partir de amanhã, terça-feira, 20. Até o momento, foram firmados dois acordos entre funcionários e a direção das empresas Angelgres e Elizabeth.

“A reivindicação dos trabalhadores é tão somente renovar a convenção coletiva de trabalho que expirou em 31 de dezembro e aumento real de salários, em um momento em que as empresas atravessam seu melhor momento e têm expectativa muito boa para o futuro, diante da retomada da economia e estas foram as deliberações de nossas assembleias gerais, nossa instância maior”, defende o presidente do Sindicato dos Ceramistas, Itaci de Sá.

No último sábado, 20, o movimento paralisou a produção na Angelgres Cerâmica quando os trabalhadores do turno das 18 horas não tomaram seus postos. A partir disso, a direção da empresa abriu negociação com diretoria do Sindicato e apresentou proposta de reajuste salarial e abono de férias com aumento de 6,5%, além de renovação das cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho de 2020 e manutenção da jornada de trabalho. Na manhã desta segunda-feira, 22, os trabalhadores aprovaram a proposta da diretoria e retomaram a produção.

Já na empresa Cerâmica Elizabeth, o movimento grevista montou um piquete na entrada da fábrica e, antes da troca de turno das 21 horas, a direção chamou a diretoria do Sindicato para negociar. A proposta apresentada foi nos mesmos parâmetros da Angelgres. Segundo o Sindicato, a proposta da direção foi apresentada aos trabalhadores e a maioria aprovou, suspendendo até terça-feira, 23, a greve na Elizabeth, quando a proposta deverá ser votada pelos sindicalistas. Nesta negociação, ficou pendente apenas o índice de aumento real a ser concedido.

Também amanhã, terça feira, 23, a Diretoria do Sindicato irá se reunir para definir os novos encaminhamentos ao movimento de greve. A expectativa é que o sindicato patronal reveja sua proposta, rejeitada por quase 70% dos trabalhadores que participaram das seis assembleias da semana passada, quando a greve foi deliberada.

“Sem aumento real, reduzindo o intervalo de almoço/jantar para 30 minutos e implantando a “Escala Marshall” (jornada com dois ou três dias seguidos de 12 horas de trabalho), entre outras medidas, a categoria não concorda e o movimento continua e o sindicato continuará seguindo todas as deliberações das assembleias”, finaliza o presidente do Sindicato dos Ceramistas.









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A greve dos trabalhadores das indústrias de cerâmica de Criciúma e região deve continuar. Isso porque parte deles ainda seguem em tratativas com as gerências — o que pode ocasionar paralisações a partir de amanhã, terça-feira, 20. Até o momento, foram firmados dois acordos entre funcionários e a direção das empresas Angelgres e Elizabeth.

“A reivindicação dos trabalhadores é tão somente renovar a convenção coletiva de trabalho que expirou em 31 de dezembro e aumento real de salários, em um momento em que as empresas atravessam seu melhor momento e têm expectativa muito boa para o futuro, diante da retomada da economia e estas foram as deliberações de nossas assembleias gerais, nossa instância maior”, defende o presidente do Sindicato dos Ceramistas, Itaci de Sá.

No último sábado, 20, o movimento paralisou a produção na Angelgres Cerâmica quando os trabalhadores do turno das 18 horas não tomaram seus postos. A partir disso, a direção da empresa abriu negociação com diretoria do Sindicato e apresentou proposta de reajuste salarial e abono de férias com aumento de 6,5%, além de renovação das cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho de 2020 e manutenção da jornada de trabalho. Na manhã desta segunda-feira, 22, os trabalhadores aprovaram a proposta da diretoria e retomaram a produção.

Já na empresa Cerâmica Elizabeth, o movimento grevista montou um piquete na entrada da fábrica e, antes da troca de turno das 21 horas, a direção chamou a diretoria do Sindicato para negociar. A proposta apresentada foi nos mesmos parâmetros da Angelgres. Segundo o Sindicato, a proposta da direção foi apresentada aos trabalhadores e a maioria aprovou, suspendendo até terça-feira, 23, a greve na Elizabeth, quando a proposta deverá ser votada pelos sindicalistas. Nesta negociação, ficou pendente apenas o índice de aumento real a ser concedido.

Também amanhã, terça feira, 23, a Diretoria do Sindicato irá se reunir para definir os novos encaminhamentos ao movimento de greve. A expectativa é que o sindicato patronal reveja sua proposta, rejeitada por quase 70% dos trabalhadores que participaram das seis assembleias da semana passada, quando a greve foi deliberada.

“Sem aumento real, reduzindo o intervalo de almoço/jantar para 30 minutos e implantando a “Escala Marshall” (jornada com dois ou três dias seguidos de 12 horas de trabalho), entre outras medidas, a categoria não concorda e o movimento continua e o sindicato continuará seguindo todas as deliberações das assembleias”, finaliza o presidente do Sindicato dos Ceramistas.

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