Funcionários do HRA se reúnem com sindicato para decidir greve

Reportagem do Portal W3 alertou sobre situação em julho deste ano. Saiba como está negociação entre Sindisaúde e Imas. Confira:

Por Dyessica Abadi

Uma assembleia foi convocada nesta quinta-feira, 27, para decidir se os trabalhadores do Hospital Regional de Araranguá (HRA) aceitam proposta da gestão ou se a categoria vota pela greve. A crise acontece devido a várias tentativas de negociação entre Sindisaúde, entidade que representa os trabalhadores da área da saúde de Santa Catarina, e a administração do hospital, que é gerido pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), em relação ao abono salarial e reajuste dos salários de 2020 que não foram repassados aos funcionários.

[caption id="attachment_65368" align="aligncenter" width="650"] Carta encaminhada aos funcionários do Hospital Regional de Araranguá pelo Sindisaúde. Foto: Redação/Portal W3[/caption]

No dia 24 de julho, o Portal W3 publicou a matéria intitulada: Mais de 30 funcionários do HRA afastados por suspeita de Covid-19 e estado de greve. Na época, o diretor do Sindisaúde, Cléber Cândido, já havia relatado as dificuldades pelas quais a entidade passava, como a falta de funcionários e superlotação de infectados por Covid-19. No dia 28 de julho, o Governo do Estado fez a entrega de equipamentos que foram utilizados para ampliação de mais dez leitos de UTI no HRA. Essa medida sanou os problemas relativos a superlotação e novos funcionários foram contratados pela instituição — entretanto, as questões salariais ainda permanecem sem solução.

A redação do Portal W3 voltou a conversar com o diretor do Sindisaúde nesta quinta-feira, 27. Os trabalhadores terão até às 19:30 de hoje para decidir se concordam com a greve. "Se os funcionários votarem pela greve, nós vamos estar encaminhando e vamos avaliar se ela se mantem da maneira normal, ou, se com essa pandemia, nós teremos que mudar a situação", esclarece Cléber Cândido.

Entenda as negociações em relação ao pagamento dos salários


Caso seja aprovada, o Sindisaúde irá avaliar junto com o jurídico os prazos da greve, tendo em vista o cenário de pandemia de Covid-19. Caso os funcionários votem em não entrar em greve, encerram-se as negociações com o HRA e a situação permanece inalterada. "Estávamos e estamos em negociação com a administração. A proposta deles era de fazer um reajuste de 4,74% a partir do mês passado e sem retroativo. Eles fizeram uma proposta de abono no valor de R$ 450 reais. A reivindicação do sindicato era de R$ 600 reais e eles ofereceram R$ 450. A categoria rejeitou a proposta, porque queria o pagamento retroativo dos salários a partir de março, que é a data base", explica o diretor do Sindisaúde.

Após a rejeição, a administração do HRA propôs o pagamento desse retroativo à março, mas retiraram a proposta de abono de R$ 450 reais. "Estamos levando a situação para apreciação da categoria, que irá concordar com a proposta ou aprovar a greve. Os trabalhadores entendem que o abono seria uma gratificação pela atual situação e a categoria queria o reajuste do retroativo referente a março. Ao final do dia nós teremos o resultado", revela Cléber Cândido.

IMAS alega que Estado não repassou valor de verbas


De acordo com o diretor do Sindisaúde, Cléber Cândido, vieram algumas verbas parlamentares, entre outras, para o Hospital Regional de Araranguá. "A administração diz que o Estado não quis repassar esse valor para o IMAS, alegando que o Estado já faz o financiamento para o hospital e que esse valor constado não seria repassado ao hospital", informa.

[EDITADO]

A redação do Portal W3 procurou a assessoria de imprensa do HRA para se posicionar sobre o assunto. A resposta foi a seguinte: "ainda estão em negociação. Não foi cogitado greve até o momento não".

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Por Dyessica Abadi

Uma assembleia foi convocada nesta quinta-feira, 27, para decidir se os trabalhadores do Hospital Regional de Araranguá (HRA) aceitam proposta da gestão ou se a categoria vota pela greve. A crise acontece devido a várias tentativas de negociação entre Sindisaúde, entidade que representa os trabalhadores da área da saúde de Santa Catarina, e a administração do hospital, que é gerido pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), em relação ao abono salarial e reajuste dos salários de 2020 que não foram repassados aos funcionários.

Carta encaminhada aos funcionários do Hospital Regional de Araranguá pelo Sindisaúde. Foto: Redação/Portal W3

No dia 24 de julho, o Portal W3 publicou a matéria intitulada: Mais de 30 funcionários do HRA afastados por suspeita de Covid-19 e estado de greve. Na época, o diretor do Sindisaúde, Cléber Cândido, já havia relatado as dificuldades pelas quais a entidade passava, como a falta de funcionários e superlotação de infectados por Covid-19. No dia 28 de julho, o Governo do Estado fez a entrega de equipamentos que foram utilizados para ampliação de mais dez leitos de UTI no HRA. Essa medida sanou os problemas relativos a superlotação e novos funcionários foram contratados pela instituição — entretanto, as questões salariais ainda permanecem sem solução.

A redação do Portal W3 voltou a conversar com o diretor do Sindisaúde nesta quinta-feira, 27. Os trabalhadores terão até às 19:30 de hoje para decidir se concordam com a greve. “Se os funcionários votarem pela greve, nós vamos estar encaminhando e vamos avaliar se ela se mantem da maneira normal, ou, se com essa pandemia, nós teremos que mudar a situação”, esclarece Cléber Cândido.

Entenda as negociações em relação ao pagamento dos salários

Caso seja aprovada, o Sindisaúde irá avaliar junto com o jurídico os prazos da greve, tendo em vista o cenário de pandemia de Covid-19. Caso os funcionários votem em não entrar em greve, encerram-se as negociações com o HRA e a situação permanece inalterada. “Estávamos e estamos em negociação com a administração. A proposta deles era de fazer um reajuste de 4,74% a partir do mês passado e sem retroativo. Eles fizeram uma proposta de abono no valor de R$ 450 reais. A reivindicação do sindicato era de R$ 600 reais e eles ofereceram R$ 450. A categoria rejeitou a proposta, porque queria o pagamento retroativo dos salários a partir de março, que é a data base”, explica o diretor do Sindisaúde.

Após a rejeição, a administração do HRA propôs o pagamento desse retroativo à março, mas retiraram a proposta de abono de R$ 450 reais. “Estamos levando a situação para apreciação da categoria, que irá concordar com a proposta ou aprovar a greve. Os trabalhadores entendem que o abono seria uma gratificação pela atual situação e a categoria queria o reajuste do retroativo referente a março. Ao final do dia nós teremos o resultado”, revela Cléber Cândido.

IMAS alega que Estado não repassou valor de verbas

De acordo com o diretor do Sindisaúde, Cléber Cândido, vieram algumas verbas parlamentares, entre outras, para o Hospital Regional de Araranguá. “A administração diz que o Estado não quis repassar esse valor para o IMAS, alegando que o Estado já faz o financiamento para o hospital e que esse valor constado não seria repassado ao hospital”, informa.

[EDITADO]

A redação do Portal W3 procurou a assessoria de imprensa do HRA para se posicionar sobre o assunto. A resposta foi a seguinte: “ainda estão em negociação. Não foi cogitado greve até o momento não”.

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