FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM

Coluna Rosane, 09/12/2019

Já é sabido de todos que eu amo animais. Cachorros são meu fraco, porém também gosto de gatos, apesar de não ter jeito pra pegar algum quando necessário. Contudo eles também me encantam, principalmente os pretinhos. Até pensei em ter um, mas aqui em casa já não dá mais.


E aí que vejo pessoas questionarem a mim e a tantos protetores pelo simples fato que ajudamos os animais publicamente e não pessoas (crianças, idosos, pessoas carentes...). Que eu saiba devemos fazer o bem sem olhar a quem e este 'quem' inclui os animais.


Preferir abertamente a causa animal não significa que estejamos ignorando que pessoas também precisam de ajuda (e não apenas no Natal). Eu e muitos que conheço alardeamos a causa e os animais, porque eles não sabem pedir, apenas sofrem abandono e maus tratos.


Identificar-se com um ser humano que sofre é mais fácil porque todos somos seres humanos e não queremos passar por privações, necessidades e abandonos também. Contudo identificar-se com os animais, creio que somente quem tem algum consigo (ou já teve) e conhece a avalanche de abandonos que ocorrem nos finais de ano e começo de verão.


Às vezes digo que prefiro bicho a gente porque já me decepcionei, e muito, com os seres ditos humanos e um cachorro NUNCA me decepcionou. Pelo contrário, os que ajudei de alguma forma até hoje lembram de mim, celebram minha presença e demonstram uma gratidão de comover.


Privo-me de muitas coisas por conta de meus filhos peludos. Sei que muitas pessoas que os têm, principalmente as que abrigam bem mais que quatro, privam-se às vezes de estarem com suas famílias em datas festivas, viajarem para dar uma arejada, porque a luta é cruel. Entretanto sei que não se arrependem um segundo por terem escolhido essa missão.


Tenho de suportar intolerância de muita gente, incompreensão e NUNCA estas pessoas sequer me perguntaram se preciso de ajuda financeira pra algo. Essas pessoas jamais se importaram realmente comigo, pois caso se importassem saberiam o bem que os peludos me fazem. Como eles já fizeram com que eu saísse do fundo do poço e enfrentasse os meus não tão fáceis dias.


Quando cachorros (ou gatos) entram em nossas vidas, começamos a nos preocupar com outra sorte de coisas. Assuntos que antes tinham uma importância absurda tornam-se ínfimos diante de um rabinho abanando, de um cocozinho duro e um focinho gelado.


Ser responsável por tanta coisa e ainda por vidinhas que infelizmente duram menos do que desejamos ou mereceriam, faz com que todo o resto tenha outra cor, outro valor.


Agradeço imensamente por eles terem cruzado o meu caminho e por manterem minha sanidade e comprometimento pela vida. E que venha 2020 e mais peludos, mais luta e força pra todos aqueles que optaram por ajudar os animais!


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Já é sabido de todos que eu amo animais. Cachorros são meu fraco, porém também gosto de gatos, apesar de não ter jeito pra pegar algum quando necessário. Contudo eles também me encantam, principalmente os pretinhos. Até pensei em ter um, mas aqui em casa já não dá mais.

E aí que vejo pessoas questionarem a mim e a tantos protetores pelo simples fato que ajudamos os animais publicamente e não pessoas (crianças, idosos, pessoas carentes…). Que eu saiba devemos fazer o bem sem olhar a quem e este ‘quem’ inclui os animais.

Preferir abertamente a causa animal não significa que estejamos ignorando que pessoas também precisam de ajuda (e não apenas no Natal). Eu e muitos que conheço alardeamos a causa e os animais, porque eles não sabem pedir, apenas sofrem abandono e maus tratos.

Identificar-se com um ser humano que sofre é mais fácil porque todos somos seres humanos e não queremos passar por privações, necessidades e abandonos também. Contudo identificar-se com os animais, creio que somente quem tem algum consigo (ou já teve) e conhece a avalanche de abandonos que ocorrem nos finais de ano e começo de verão.

Às vezes digo que prefiro bicho a gente porque já me decepcionei, e muito, com os seres ditos humanos e um cachorro NUNCA me decepcionou. Pelo contrário, os que ajudei de alguma forma até hoje lembram de mim, celebram minha presença e demonstram uma gratidão de comover.

Privo-me de muitas coisas por conta de meus filhos peludos. Sei que muitas pessoas que os têm, principalmente as que abrigam bem mais que quatro, privam-se às vezes de estarem com suas famílias em datas festivas, viajarem para dar uma arejada, porque a luta é cruel. Entretanto sei que não se arrependem um segundo por terem escolhido essa missão.

Tenho de suportar intolerância de muita gente, incompreensão e NUNCA estas pessoas sequer me perguntaram se preciso de ajuda financeira pra algo. Essas pessoas jamais se importaram realmente comigo, pois caso se importassem saberiam o bem que os peludos me fazem. Como eles já fizeram com que eu saísse do fundo do poço e enfrentasse os meus não tão fáceis dias.

Quando cachorros (ou gatos) entram em nossas vidas, começamos a nos preocupar com outra sorte de coisas. Assuntos que antes tinham uma importância absurda tornam-se ínfimos diante de um rabinho abanando, de um cocozinho duro e um focinho gelado.

Ser responsável por tanta coisa e ainda por vidinhas que infelizmente duram menos do que desejamos ou mereceriam, faz com que todo o resto tenha outra cor, outro valor.

Agradeço imensamente por eles terem cruzado o meu caminho e por manterem minha sanidade e comprometimento pela vida. E que venha 2020 e mais peludos, mais luta e força pra todos aqueles que optaram por ajudar os animais!

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