Falha operacional teria ocasionado rebelião na Penitenciária Sul de Criciúma

Envolvidos podem responder por quatro crimes após rebelião

Por Dyessica Abadi

A rebelião de presos na Penitenciária Sul, em Criciúma, nesta sexta-feira, 14, teria sido ocasionado por uma falha operacional na abertura e fechamento de uma porta. O motim teve duração de, aproximadamente, quatro horas onde quatro agentes penitenciários foram feitos de refém, mas, felizmente, saíram vivos. Os detalhes da operação foram divulgados durante entrevista coletiva com autoridades de segurança pública no final da tarde de ontem.

De acordo com o secretário de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Lima, os detentos da Galeria H, onde aconteceu a rebelião, perceberam a oportunidade e agiram imediatamente. "Não foi uma ação previamente agendada. Visualizando um erro de procedimento e a possibilidade de uma fuga, os apenados fizeram isso”, ponderou.

Além disso, ele afirma que o mesmo grupo de dez presos já tinha histórico de tentativa de fuga em ocorrência de outra cidade. "Poderia ter consequências mais graves não fosse a ação profissional e integrada das forças policiais que procederam com a intervenção necessária", defendeu.

O comandante da 6ª Região da Polícia Militar, Coronel Fraga, comemorou o sucesso das negociações. "Não permitiríamos nenhum disparo de arma de fogo, como assim aconteceu. A postura de todos os envolvidos, inclusive os agentes penais, que tem que ser enaltecida a postura, se eles não tivessem a reação como primeiro momento, estaríamos até agora possivelmente ainda me uma crise”, destacou.

Envolvidos podem responder por quatro crimes após rebelião


Durante a coletiva de imprensa, o Delegado Regional de Araranguá, Diego de Haro, representando o Delegado Regional de Criciúma, Vitor Bianco, afirmou que os dez detentos envolvidos na rebelião cometeram quatro crimes previstos no Código Penal: extorsão mediante sequestro, motim, roubo e dano ao patrimônio público.

“Apesar de a situação ter sido resolvida e dos apenados se encontrarem presos, praticaram crimes", afirma o delegado Diego de Haro. Além disso, ele aponta que três são considerados bastante graves. "Além do êxito desta operação, há a questão da punição e apuração dos fatos na esfera penal”, revela.

Familiares defendem que ação foi pedido de ajuda


Familiares defendem que a rebelião foi um pedido de ajuda dos detentos, pois estariam sofrendo maus-tratos dentro do presídio. Entre as alegação, estão situações em que os presos estariam recebendo banho de mangueira, ficando sem comer por longos períodos de tempo e recebendo agressões sem motivos dos agentes penitenciários.

As visitas de familiares aos presídios em Santa Catarina também segue regras específicas devido à pandemia de Covid-19. As visitas presenciais são liberadas apenas em regiões com risco moderado (azul) ou alto (amarelo), conforme o mapa divulgado semanalmente pela secretaria de Estado de Saúde (SES).

A suspensão dos encontros presenciais foi determinada em março de 2020, quando a pandemia chegou a Santa Catarina. Desde então, os encontros ocorrem virtualmente, por ligação telefônica ou transmissões ao vivo, formato encontrado pela Secretaria de Administração Prisional (SAP) para reduzir o isolamento dos encarcerados.

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Por Dyessica Abadi

A rebelião de presos na Penitenciária Sul, em Criciúma, nesta sexta-feira, 14, teria sido ocasionado por uma falha operacional na abertura e fechamento de uma porta. O motim teve duração de, aproximadamente, quatro horas onde quatro agentes penitenciários foram feitos de refém, mas, felizmente, saíram vivos. Os detalhes da operação foram divulgados durante entrevista coletiva com autoridades de segurança pública no final da tarde de ontem.

De acordo com o secretário de Estado de Administração Prisional e Socioeducativa, Leandro Lima, os detentos da Galeria H, onde aconteceu a rebelião, perceberam a oportunidade e agiram imediatamente. “Não foi uma ação previamente agendada. Visualizando um erro de procedimento e a possibilidade de uma fuga, os apenados fizeram isso”, ponderou.

Além disso, ele afirma que o mesmo grupo de dez presos já tinha histórico de tentativa de fuga em ocorrência de outra cidade. “Poderia ter consequências mais graves não fosse a ação profissional e integrada das forças policiais que procederam com a intervenção necessária”, defendeu.

O comandante da 6ª Região da Polícia Militar, Coronel Fraga, comemorou o sucesso das negociações. “Não permitiríamos nenhum disparo de arma de fogo, como assim aconteceu. A postura de todos os envolvidos, inclusive os agentes penais, que tem que ser enaltecida a postura, se eles não tivessem a reação como primeiro momento, estaríamos até agora possivelmente ainda me uma crise”, destacou.

Envolvidos podem responder por quatro crimes após rebelião

Durante a coletiva de imprensa, o Delegado Regional de Araranguá, Diego de Haro, representando o Delegado Regional de Criciúma, Vitor Bianco, afirmou que os dez detentos envolvidos na rebelião cometeram quatro crimes previstos no Código Penal: extorsão mediante sequestro, motim, roubo e dano ao patrimônio público.

“Apesar de a situação ter sido resolvida e dos apenados se encontrarem presos, praticaram crimes”, afirma o delegado Diego de Haro. Além disso, ele aponta que três são considerados bastante graves. “Além do êxito desta operação, há a questão da punição e apuração dos fatos na esfera penal”, revela.

Familiares defendem que ação foi pedido de ajuda

Familiares defendem que a rebelião foi um pedido de ajuda dos detentos, pois estariam sofrendo maus-tratos dentro do presídio. Entre as alegação, estão situações em que os presos estariam recebendo banho de mangueira, ficando sem comer por longos períodos de tempo e recebendo agressões sem motivos dos agentes penitenciários.

As visitas de familiares aos presídios em Santa Catarina também segue regras específicas devido à pandemia de Covid-19. As visitas presenciais são liberadas apenas em regiões com risco moderado (azul) ou alto (amarelo), conforme o mapa divulgado semanalmente pela secretaria de Estado de Saúde (SES).

A suspensão dos encontros presenciais foi determinada em março de 2020, quando a pandemia chegou a Santa Catarina. Desde então, os encontros ocorrem virtualmente, por ligação telefônica ou transmissões ao vivo, formato encontrado pela Secretaria de Administração Prisional (SAP) para reduzir o isolamento dos encarcerados.

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