Blog Rolando Christian Coelho: Estamos na Era dos filósofos de plantão

Rolando Christian Coelho, 16/04/2020

A democratização dos veículos de comunicação, notadamente através internet, se constituiu num significativo avanço para a humanidade. Finalmente, aqueles que não tinham voz, passaram a tê-la, principalmente através das redes sociais. Hoje, mesmo um cidadão com baixíssima instrução pode manifestar seu pensamento e ganhar, com isto, ampla adesão da opinião pública. Muitas mudanças sociais positivas, aliás, já se deram por conta desta facilidade de se expressar do cidadão comum.

O ônus desta liberdade de expressão, no entanto, não tem sido leve. Não são poucos aqueles que confundem liberdade com libertinagem, e acabam provocando uma verdadeira algazarra através de opiniões baseadas em achismos. No Brasil, há anos as redes sociais estão apinhadas de filósofos de bar, que, como diria o saudoso Raul Seixas, têm opinião formada sobre tudo. Não são raros os casos de gente que escreve longe com jota, se passando por médico, economista, engenheiro e, notadamente, intelectual, seja de esquerda ou de direita. Gente que nunca leu um parágrafo de Karl Marx ou Adam Smitd querendo tecer tese sobre macro-economia e política.

Se tais opiniões morressem na casca, o mal não seria tão grande. O grande problema é que o festival de idiotice só faz aumentar, com a discussão de temas infundados sendo elevados à quinta potência. Fico imaginando o quanto a humanidade ganharia se esta pulsão para a resolutividade dos problemas deixasse o plano da imbecilidade teórica, e fosse colocada à luz do dia em ações práticas, desde que racionais. Só para começar, já imagino ruas sem papéis de bala no chão.

A realidade, no entanto, é bem mais cruel. Nas redes sociais, o indivíduo sabe como resolver todas as demandas de seu bairro, município, Estado e país. Alguns sabem até como resolver os problemas do mundo, e isto tudo, de uma só vez. Todavia, não é capaz ajuda a esposa a varrer a casa.

Por mais contraditório que possa parecer, isto só me leva a crer que o mundo de fato tem jeito, já que, o que não falta é mão de obra ociosa. Se o cidadão tem tempo para ficar horas a fio defendendo teses esdrúxulas, é porque tempo não lhe falta. No entanto, este tempo não está sendo despendido de forma correta, saudável, propositiva, muito pelo contrário. No dia em que esta tendência de ataques frenéticos cessarem, e a energia posta nela convergir para algo de fato promissor, o planeta começará a mudar para melhor. Em pouco tempo a fome do mundo acabará, não teremos mais animais abandonados pelas ruas, as cidades serão limpas e os asilos receberão visitas constantes. Em pouquíssimo tempo a natureza não será mais agredida, os indivíduos se respeitarão e os necessitados serão oportunizados. Tudo isto acontecerá quase que como um passe de mágica. Basta que um significativo contingente da humanidade se livre se sua arrogante imbecilidade.

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A democratização dos veículos de comunicação, notadamente através internet, se constituiu num significativo avanço para a humanidade. Finalmente, aqueles que não tinham voz, passaram a tê-la, principalmente através das redes sociais. Hoje, mesmo um cidadão com baixíssima instrução pode manifestar seu pensamento e ganhar, com isto, ampla adesão da opinião pública. Muitas mudanças sociais positivas, aliás, já se deram por conta desta facilidade de se expressar do cidadão comum.

O ônus desta liberdade de expressão, no entanto, não tem sido leve. Não são poucos aqueles que confundem liberdade com libertinagem, e acabam provocando uma verdadeira algazarra através de opiniões baseadas em achismos. No Brasil, há anos as redes sociais estão apinhadas de filósofos de bar, que, como diria o saudoso Raul Seixas, têm opinião formada sobre tudo. Não são raros os casos de gente que escreve longe com jota, se passando por médico, economista, engenheiro e, notadamente, intelectual, seja de esquerda ou de direita. Gente que nunca leu um parágrafo de Karl Marx ou Adam Smitd querendo tecer tese sobre macro-economia e política.

Se tais opiniões morressem na casca, o mal não seria tão grande. O grande problema é que o festival de idiotice só faz aumentar, com a discussão de temas infundados sendo elevados à quinta potência. Fico imaginando o quanto a humanidade ganharia se esta pulsão para a resolutividade dos problemas deixasse o plano da imbecilidade teórica, e fosse colocada à luz do dia em ações práticas, desde que racionais. Só para começar, já imagino ruas sem papéis de bala no chão.

A realidade, no entanto, é bem mais cruel. Nas redes sociais, o indivíduo sabe como resolver todas as demandas de seu bairro, município, Estado e país. Alguns sabem até como resolver os problemas do mundo, e isto tudo, de uma só vez. Todavia, não é capaz ajuda a esposa a varrer a casa.

Por mais contraditório que possa parecer, isto só me leva a crer que o mundo de fato tem jeito, já que, o que não falta é mão de obra ociosa. Se o cidadão tem tempo para ficar horas a fio defendendo teses esdrúxulas, é porque tempo não lhe falta. No entanto, este tempo não está sendo despendido de forma correta, saudável, propositiva, muito pelo contrário. No dia em que esta tendência de ataques frenéticos cessarem, e a energia posta nela convergir para algo de fato promissor, o planeta começará a mudar para melhor. Em pouco tempo a fome do mundo acabará, não teremos mais animais abandonados pelas ruas, as cidades serão limpas e os asilos receberão visitas constantes. Em pouquíssimo tempo a natureza não será mais agredida, os indivíduos se respeitarão e os necessitados serão oportunizados. Tudo isto acontecerá quase que como um passe de mágica. Basta que um significativo contingente da humanidade se livre se sua arrogante imbecilidade.

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