Especial Dia da Mulher: na Amesc mulher não vota em mulher

O eleitorado no Extremo Sul Catarinense é considerado conservador e prestigia mais candidatos homens que mulheres. Fato que indica o perfil cultural da região que demonstra que mulher não elege mulher.

Na Comarca de Araranguá, por exemplo, a Justiça Eleitoral registra em torno 70 mil eleitores e contempla também os municípios de Maracajá e Balneário Arroio do Silva. Araranguá tem sozinho 50.200 (cinquenta mil e duzentos) eleitores. Destes, 26.300 (vinte e seis mil e trezentos) são mulheres e quase 24 mil homens. Mas o Legislativo local, não tem nenhuma mulher ocupando uma cadeira. A última vereadora eleita foi Cida Costa para o mandato de 2001 a 2004.

No paço municipal, a maioria dos secretários são homens, e apenas uma vez na história do município uma mulher assumiu a prefeitura, a senhora Alzira Rabelo, na década de 40 quando substituiu o prefeito que estava em viagem. A última prefeita eleita na Amesc foi Geci Casagrande, em Santa Rosa do Sul. Ela comandou o município entre os anos de 2005 a 2012. Aliás, foi a única eleita diretamente na região.

Outros nomes também chamam a atenção, e quase chegaram lá: Janaína Scheffer em Passo de Torres que era presidente da Câmara e assumiu em 2012 a prefeitura quando o então prefeito foi cassado pelo TRE; Terrimar Ramos que era vice de Balneário Gaivota no último mandato e substituiu o prefeito em algumas ocasiões; Tati Alexandre, atual vice-prefeita de Timbé do Sul que assumiu a administração municipal em 2018 e, Gislaine Cunha, vice de Sombrio, que também assumiu o comando do município em algumas situações na ausência do prefeito.

Por quê?

Para o colunista político da W3, Rolando Christian Coelho, o eleitorado local não é conservador. Na opinião do jornalista que tem muita experiência na área, as mulheres se mostram desinteressadas em participar dos pleitos. “Acho que as nossas mulheres não querem participar. É um trabalho imenso para conseguir candidatas. Em Sombrio, por exemplo, tem seis vereadores afastados por que a Justiça comprovou que tiveram que criar candidaturas fake de mulheres porque ninguém queria ser candidata”, comentou.

No caso dos Poderes Legislativos, Rolando afirma que nas cidades menores a participação delas é mais efetiva. “Quanto mais interior, mais mulheres participam. Temos um número considerável de mulheres nas câmaras de Praia Grande, Timbé do Sul, Morro Grande e Meleiro, por exemplo,”.

A estudante de licenciatura em história, Cibele Nazário, também se interessou pelo assunto. A sua pesquisa sobre a participação da mulher na política se restringiu ao município de Araranguá e se encontra na terceira etapa. Esta será a sua tese de conclusão do curso e a falta de representantes nos poderes Legislativo e Executivo despertou muitas curiosidades. O levantamento feito pela estudante mostra que com o passar dos anos, menos mulheres ganham destaque na política. “Devemos ficar um pouco frustrados com a falta de mulheres eleitas em nosso município. Mas acredito que isso se deva a cultura local. Não preparamos nossas crianças desde cedo a se interessar pela política, entender a história política local e valorizar a participação da mulher”, concluiu.

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O eleitorado no Extremo Sul Catarinense é considerado conservador e prestigia mais candidatos homens que mulheres. Fato que indica o perfil cultural da região que demonstra que mulher não elege mulher.

Na Comarca de Araranguá, por exemplo, a Justiça Eleitoral registra em torno 70 mil eleitores e contempla também os municípios de Maracajá e Balneário Arroio do Silva. Araranguá tem sozinho 50.200 (cinquenta mil e duzentos) eleitores. Destes, 26.300 (vinte e seis mil e trezentos) são mulheres e quase 24 mil homens. Mas o Legislativo local, não tem nenhuma mulher ocupando uma cadeira. A última vereadora eleita foi Cida Costa para o mandato de 2001 a 2004.

No paço municipal, a maioria dos secretários são homens, e apenas uma vez na história do município uma mulher assumiu a prefeitura, a senhora Alzira Rabelo, na década de 40 quando substituiu o prefeito que estava em viagem. A última prefeita eleita na Amesc foi Geci Casagrande, em Santa Rosa do Sul. Ela comandou o município entre os anos de 2005 a 2012. Aliás, foi a única eleita diretamente na região.

Outros nomes também chamam a atenção, e quase chegaram lá: Janaína Scheffer em Passo de Torres que era presidente da Câmara e assumiu em 2012 a prefeitura quando o então prefeito foi cassado pelo TRE; Terrimar Ramos que era vice de Balneário Gaivota no último mandato e substituiu o prefeito em algumas ocasiões; Tati Alexandre, atual vice-prefeita de Timbé do Sul que assumiu a administração municipal em 2018 e, Gislaine Cunha, vice de Sombrio, que também assumiu o comando do município em algumas situações na ausência do prefeito.

Por quê?

Para o colunista político da W3, Rolando Christian Coelho, o eleitorado local não é conservador. Na opinião do jornalista que tem muita experiência na área, as mulheres se mostram desinteressadas em participar dos pleitos. “Acho que as nossas mulheres não querem participar. É um trabalho imenso para conseguir candidatas. Em Sombrio, por exemplo, tem seis vereadores afastados por que a Justiça comprovou que tiveram que criar candidaturas fake de mulheres porque ninguém queria ser candidata”, comentou.

No caso dos Poderes Legislativos, Rolando afirma que nas cidades menores a participação delas é mais efetiva. “Quanto mais interior, mais mulheres participam. Temos um número considerável de mulheres nas câmaras de Praia Grande, Timbé do Sul, Morro Grande e Meleiro, por exemplo,”.

A estudante de licenciatura em história, Cibele Nazário, também se interessou pelo assunto. A sua pesquisa sobre a participação da mulher na política se restringiu ao município de Araranguá e se encontra na terceira etapa. Esta será a sua tese de conclusão do curso e a falta de representantes nos poderes Legislativo e Executivo despertou muitas curiosidades. O levantamento feito pela estudante mostra que com o passar dos anos, menos mulheres ganham destaque na política. “Devemos ficar um pouco frustrados com a falta de mulheres eleitas em nosso município. Mas acredito que isso se deva a cultura local. Não preparamos nossas crianças desde cedo a se interessar pela política, entender a história política local e valorizar a participação da mulher”, concluiu.

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