Especial de Páscoa: Preocupações e união das famílias em meio à pandemia do coronavírus

Em meio ao isolamento social, familiares buscam manter as tradições da data mesmo estando a quilômetros de distância

Por Dyessica Abadi


A Páscoa é uma celebração marcada pelo calendário cristão que se refere à morte e ressurreição do seu maior símbolo espiritual: Jesus Cristo. Hoje, a data tem seu significado potencializado através da compreensão dos conceitos de transformação e ressurgimento — em meio à pandemia do Coronavírus, as famílias praticam a resiliência para seguir unidos, mesmo estando há quilômetros de distância.

Com filho morando na Itália, família Ostetto permanece unida via online


A família do advogado araranguaense, José Roberto Ostetto, celebra a data à distância desde 2017, quando seu filho mais velho, Giancarlo, foi morar em Milão, na Itália. “Nós sempre fomos muito família, mesmo estando distantes, nós estamos sempre no WhatsApp fazendo videochamada, trocando mensagens, então vamos matando a saudade do jeito que é possível”, comenta José Roberto. Contudo, neste ano, a situação ficou mais delicada, porque Giancarlo está morando em um dos principais epicentros da epidemia no mundo.

“Estamos vivendo no ‘centro’ do outbreak, em Milão, e nunca imaginei que a cidade pudesse parar da maneira que parou. É realmente impressionante e um pouco assustador imaginar que a situação possa prosseguir ainda por mais um mês assim”, avalia o também advogado, Giancarlo Reiter Ostetto. Filho de José Roberto, ele comenta que a última vez que esteve no Brasil foi no verão de 2019, quando venho conhecer a família da namorada, Letícia, e visitar os pais em Araranguá. Quanto em relação à distância que mantém atualmente com a família, Giancarlo comenta: “por incrível que pareça, acredito que essa quarentena acabou aproximando a gente, no sentido de que acabamos encontrando tempo para nos falar melhor, colocar o assunto em dia”.

Trabalhando em Milão com reconhecimento de cidadania italiana para clientes brasileiros através de serviços da Ostetto Consulting, Giancarlo Reiter Ostetto, afirma que os negócios saíram totalmente da rotina. “Trabalho com processos que requerem a vinda do cliente à Itália, e sou eu quem presto a assessoria in loco. Acabei tendo vários clientes postergando a vinda, sendo impossibilitados de vir por conta dos cancelamentos dos voos, e tenho clientes aqui que tinham planos de viajar e também estão de quarentena”, comenta Giancarlo.

Atualmente, José Roberto está em quarentena em casa, junto com a esposa e o filho mais novo, Giácomo.  Eles tentam ao máximo ficar resguardados, saindo apenas para fazer compras no mercado, ou buscar trabalho para fazer home office. “Nós temos receio dessa pandemia, nós não achamos que seja uma brincadeira. O isolamento horizontal foi de extrema importância para Santa Catarina”, avalia José Roberto. Já Giancarlo comenta sobre a preocupação com o risco à saúde das suas avós. Ele entende que as medidas preventivas de isolamento do Governo de Santa Catarina são as mesmas adotadas pelo governo italiano atualmente e, portanto, são mais efetivas. “Fico bem apreensivo por conta das minhas duas avós, que já se encontram em idade avançada e já tiverem problemas de saúde nesses últimos anos, então uma ameaça à saúde delas desse nível me (deixa bem preocupado, mas sei que todos aí no Brasil estão cuidando muito bem delas”, ressalta Giancarlo.

Além disso, Giancarlo comenta sobre uma preocupação: sua mãe é profissional da área da saúde e poderá trabalhar no “front” contra a doença. Contudo, no geral, Giancarlo acredita que somente as ações ríspidas e antecipadas dos governos e da população podem atenuar o cenário do problema da saúde pública. “Acredito que o alerta é sempre válido, nós bem sabemos como é a situação da saúde pública no Brasil, e sinceramente não gostaria de me imaginar precisando de um hospital (quem dirá UTI e respirador) aí no Brasil nesse momento”, pondera Giancarlo.
Então o recado é realmente bater na tecla de permanecer o máximo possível em casa, ficar em quarentena, modernizar o trabalho/empresa para trabalho remoto, investir no e-comerce e tentar atenuar o máximo possível o surto que provavelmente vai acontecer aí com a chegada do frio”. Giancarlo Ostetto, advogado atualmente morando na Itália.

Já o pai, José Roberto, acredita que as medidas adotadas pelo governador, Carlos Moisés, são corretas, apesar das consequências econômicas graves. “Eu atribuo essa medida de isolamento horizontal ao baixo índice de hospitalizados e confirmados com a Covid-19 em Santa Catarina. Espero que nós cheguemos a um pico de pandemia com pouca gente infectada e para realmente não colapsar o sistema de saúde no município”, avalia José Roberto. Ele ainda comenta sobre o caso específico do filho em Milão e que, desde o início, Giancarlo informava em primeira mão a família sobre a gravidade do vírus.
Nós tivemos em primeira mão as informações privilegiadas e nós adotamos todas as medidas propostas pela OMS. Isso não é uma insensibilidade da nossa parte. Realmente é receio, mas não foi um receio passado, como dizem por aí, por uma “imprensa sensacionalista”. Nada disso. Foi passado por quem já estava vivendo isso na Itália, em isolamento horizontal também, que foi o caso do Giancarlo e da Letícia, esposa dele. Os dois estão lá dentro do apartamento quietos também e não saem para nada”, José Roberto, advogado na Prefeitura de Araranguá.

A Páscoa será tranquila, apesar da distância. A família Ostetto tem consciência dos riscos deste período e irá procurar alternativas para abraçar e presentear os entes queridos em momentos mais seguros e oportunos. José Roberto, inclusive, se diverte com o fato da família estar exercitando os dotes culinários neste período de isolamento. “Também essa é uma oportunidade para ficarmos mais juntos e repensarmos um pouco o nosso ritmo. Dar uma parada para pensar, porque não foi por vontade de ninguém esse freio tanto econômico como social. Não acredito que a gente volte a mesma vida de antes, acredito que nós vamos viver uma nova etapa. Se conseguirmos achar uma proteção eficiente que possa prevenir, ou no mínimo, curar isso, a gente vai longe, como sempre fomos”, conclui, esperançoso, José Roberto.

Jornalista gaúcha morando na Alemanha preocupa-se com familiares no Brasil


Morando com o namorado na Alemanha, a jornalista gaúcha, Ana Carolina Lisboa, confessa que, apesar do fato de já viver longe da maioria dos familiares no Brasil e estar, de certa forma, acostumada a ficar longe de muitos deles, ela ainda se sente solitária às vezes. “Eu estou com meu namorado aqui e a gente se apoia muito, mantenho minha cabeça ocupada com o trabalho e falo diariamente com meus pais e irmã”, comenta Ana Carolina. Atualmente, a jornalista trabalha para uma agência brasileira de comunicação em sistema de home office — mas, apesar de tudo, sua viagem de intercâmbio mudou frente à situação de pandemia mundial.
E é impossível não pensar na situação do Brasil, sabe?! Por mais que esteja morando aqui, minha vida toda é no Brasil, praticamente toda minha família está aí, então sempre é minha maior preocupação. É estranho, mas penso pouco sobre a situação aqui na Alemanha e muita gente vem me procurar perguntando sobre, mas eu quase não acompanho, sabe?! Mas eu não posso reclamar da minha situação, eu estou em casa, ainda posso trabalhar e as coisas estão relativamente tranquilas por aqui e acredito que em poucos dias já comece a normalizar. Mas em cada chamada de vídeo com meus pais ou com a Maria dá um aperto, bem maior do que antes” Ana Carolina Lisboa, jornalista morando na Alemanha.

Assim como Giancarlo Ostetto, Ana Carolina também se preocupa com a saúde de familiares que fazem parte do grupo de risco da doença, como a avó, por exemplo. “Sempre bate aquele medo tipo: ‘se acontece algo, como eu volto?’", questiona. Ela comenta que esse é um sentimento comum a todos que estão vivendo longe de suas famílias: “e fica ainda maior quando tu está a mais de 10mil km de distância”.

Padre araranguaense relembra valores da data comemorativa cristã


Com o objetivo de relembrar às famílias os valores da celebração cristã, o Padre Maxssuél Mendonça, Reitor do Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, pontua os preceitos referentes à Pascoa. “É a celebração mais importante da nossa vida de fé. De quinta-feira à domingo, nós entramos naquele momento que chamamos do ‘mistério central da nossa fé cristã’ — que é a celebração da vida, da morte, da dor e da ressurreição de nosso senhor, Jesus Cristo”, destaca. O Padre Maxssuél Mendonça comenta que, atualmente, estamos vivendo um tempo de muita instabilidade devido à crise sanitária do Covid-19. Ele acredita que, apesar de serem importantes à prevenção, as medidas de isolamento social mechem muito com as emoções da população.
Então, como celebrar essa maior festa, a festa cristã, nesse momento? Então a primeira coisa importante é estarmos nas nossas casas e acompanharmos todas essas celebrações que serão transmitidas pelas mídias sociais que dispomos: TV, rádio, Facebook, YouTube e Instagram. Acompanhar, estar unidos. Nós, aqui do santuário, temos feito essas transmissões e temos pedido que as pessoas nos enviem fotografias das suas famílias e aqui o santuário está praticamente cheio, com todos os bancos cheios com as fotos das famílias — que é uma maneira muito simples, mas que vela uma profundidade grande de comunhão, de intenção, de vontade, de desejo e de união em Cristo Jesus”, Padre Maxssuél Mendonça, Reitor do Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Apesar do momento de instabilidade, o Padre salienta a necessidade da população permanecer em fé. “Então, mais do que nunca, nesse mistério central da nossa fé, precisamos rever a nossa vida, rever a nossa condição, se por ventura nós temos trilhado caminhos longe de Deus, vivido situações de pecado, e deixar tudo isso para trás fazer tudo isso morrer em nós durante a quaresma, pelo exercício do jejum, da caridade, da oração mais intensa”, conclui.

Por Dyessica Abadi

A Páscoa é uma celebração marcada pelo calendário cristão que se refere à morte e ressurreição do seu maior símbolo espiritual: Jesus Cristo. Hoje, a data tem seu significado potencializado através da compreensão dos conceitos de transformação e ressurgimento — em meio à pandemia do Coronavírus, as famílias praticam a resiliência para seguir unidos, mesmo estando há quilômetros de distância.

Com filho morando na Itália, família Ostetto permanece unida via online

A família do advogado araranguaense, José Roberto Ostetto, celebra a data à distância desde 2017, quando seu filho mais velho, Giancarlo, foi morar em Milão, na Itália. “Nós sempre fomos muito família, mesmo estando distantes, nós estamos sempre no WhatsApp fazendo videochamada, trocando mensagens, então vamos matando a saudade do jeito que é possível”, comenta José Roberto. Contudo, neste ano, a situação ficou mais delicada, porque Giancarlo está morando em um dos principais epicentros da epidemia no mundo.

“Estamos vivendo no ‘centro’ do outbreak, em Milão, e nunca imaginei que a cidade pudesse parar da maneira que parou. É realmente impressionante e um pouco assustador imaginar que a situação possa prosseguir ainda por mais um mês assim”, avalia o também advogado, Giancarlo Reiter Ostetto. Filho de José Roberto, ele comenta que a última vez que esteve no Brasil foi no verão de 2019, quando venho conhecer a família da namorada, Letícia, e visitar os pais em Araranguá. Quanto em relação à distância que mantém atualmente com a família, Giancarlo comenta: “por incrível que pareça, acredito que essa quarentena acabou aproximando a gente, no sentido de que acabamos encontrando tempo para nos falar melhor, colocar o assunto em dia”.

Trabalhando em Milão com reconhecimento de cidadania italiana para clientes brasileiros através de serviços da Ostetto Consulting, Giancarlo Reiter Ostetto, afirma que os negócios saíram totalmente da rotina. “Trabalho com processos que requerem a vinda do cliente à Itália, e sou eu quem presto a assessoria in loco. Acabei tendo vários clientes postergando a vinda, sendo impossibilitados de vir por conta dos cancelamentos dos voos, e tenho clientes aqui que tinham planos de viajar e também estão de quarentena”, comenta Giancarlo.

Atualmente, José Roberto está em quarentena em casa, junto com a esposa e o filho mais novo, Giácomo.  Eles tentam ao máximo ficar resguardados, saindo apenas para fazer compras no mercado, ou buscar trabalho para fazer home office. “Nós temos receio dessa pandemia, nós não achamos que seja uma brincadeira. O isolamento horizontal foi de extrema importância para Santa Catarina”, avalia José Roberto. Já Giancarlo comenta sobre a preocupação com o risco à saúde das suas avós. Ele entende que as medidas preventivas de isolamento do Governo de Santa Catarina são as mesmas adotadas pelo governo italiano atualmente e, portanto, são mais efetivas. “Fico bem apreensivo por conta das minhas duas avós, que já se encontram em idade avançada e já tiverem problemas de saúde nesses últimos anos, então uma ameaça à saúde delas desse nível me (deixa bem preocupado, mas sei que todos aí no Brasil estão cuidando muito bem delas”, ressalta Giancarlo.

Além disso, Giancarlo comenta sobre uma preocupação: sua mãe é profissional da área da saúde e poderá trabalhar no “front” contra a doença. Contudo, no geral, Giancarlo acredita que somente as ações ríspidas e antecipadas dos governos e da população podem atenuar o cenário do problema da saúde pública. “Acredito que o alerta é sempre válido, nós bem sabemos como é a situação da saúde pública no Brasil, e sinceramente não gostaria de me imaginar precisando de um hospital (quem dirá UTI e respirador) aí no Brasil nesse momento”, pondera Giancarlo.

Então o recado é realmente bater na tecla de permanecer o máximo possível em casa, ficar em quarentena, modernizar o trabalho/empresa para trabalho remoto, investir no e-comerce e tentar atenuar o máximo possível o surto que provavelmente vai acontecer aí com a chegada do frio”. Giancarlo Ostetto, advogado atualmente morando na Itália.

Já o pai, José Roberto, acredita que as medidas adotadas pelo governador, Carlos Moisés, são corretas, apesar das consequências econômicas graves. “Eu atribuo essa medida de isolamento horizontal ao baixo índice de hospitalizados e confirmados com a Covid-19 em Santa Catarina. Espero que nós cheguemos a um pico de pandemia com pouca gente infectada e para realmente não colapsar o sistema de saúde no município”, avalia José Roberto. Ele ainda comenta sobre o caso específico do filho em Milão e que, desde o início, Giancarlo informava em primeira mão a família sobre a gravidade do vírus.

Nós tivemos em primeira mão as informações privilegiadas e nós adotamos todas as medidas propostas pela OMS. Isso não é uma insensibilidade da nossa parte. Realmente é receio, mas não foi um receio passado, como dizem por aí, por uma “imprensa sensacionalista”. Nada disso. Foi passado por quem já estava vivendo isso na Itália, em isolamento horizontal também, que foi o caso do Giancarlo e da Letícia, esposa dele. Os dois estão lá dentro do apartamento quietos também e não saem para nada”, José Roberto, advogado na Prefeitura de Araranguá.

A Páscoa será tranquila, apesar da distância. A família Ostetto tem consciência dos riscos deste período e irá procurar alternativas para abraçar e presentear os entes queridos em momentos mais seguros e oportunos. José Roberto, inclusive, se diverte com o fato da família estar exercitando os dotes culinários neste período de isolamento. “Também essa é uma oportunidade para ficarmos mais juntos e repensarmos um pouco o nosso ritmo. Dar uma parada para pensar, porque não foi por vontade de ninguém esse freio tanto econômico como social. Não acredito que a gente volte a mesma vida de antes, acredito que nós vamos viver uma nova etapa. Se conseguirmos achar uma proteção eficiente que possa prevenir, ou no mínimo, curar isso, a gente vai longe, como sempre fomos”, conclui, esperançoso, José Roberto.

Jornalista gaúcha morando na Alemanha preocupa-se com familiares no Brasil

Morando com o namorado na Alemanha, a jornalista gaúcha, Ana Carolina Lisboa, confessa que, apesar do fato de já viver longe da maioria dos familiares no Brasil e estar, de certa forma, acostumada a ficar longe de muitos deles, ela ainda se sente solitária às vezes. “Eu estou com meu namorado aqui e a gente se apoia muito, mantenho minha cabeça ocupada com o trabalho e falo diariamente com meus pais e irmã”, comenta Ana Carolina. Atualmente, a jornalista trabalha para uma agência brasileira de comunicação em sistema de home office — mas, apesar de tudo, sua viagem de intercâmbio mudou frente à situação de pandemia mundial.

E é impossível não pensar na situação do Brasil, sabe?! Por mais que esteja morando aqui, minha vida toda é no Brasil, praticamente toda minha família está aí, então sempre é minha maior preocupação. É estranho, mas penso pouco sobre a situação aqui na Alemanha e muita gente vem me procurar perguntando sobre, mas eu quase não acompanho, sabe?! Mas eu não posso reclamar da minha situação, eu estou em casa, ainda posso trabalhar e as coisas estão relativamente tranquilas por aqui e acredito que em poucos dias já comece a normalizar. Mas em cada chamada de vídeo com meus pais ou com a Maria dá um aperto, bem maior do que antes” Ana Carolina Lisboa, jornalista morando na Alemanha.

Assim como Giancarlo Ostetto, Ana Carolina também se preocupa com a saúde de familiares que fazem parte do grupo de risco da doença, como a avó, por exemplo. “Sempre bate aquele medo tipo: ‘se acontece algo, como eu volto?’”, questiona. Ela comenta que esse é um sentimento comum a todos que estão vivendo longe de suas famílias: “e fica ainda maior quando tu está a mais de 10mil km de distância”.

Padre araranguaense relembra valores da data comemorativa cristã

Com o objetivo de relembrar às famílias os valores da celebração cristã, o Padre Maxssuél Mendonça, Reitor do Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, pontua os preceitos referentes à Pascoa. “É a celebração mais importante da nossa vida de fé. De quinta-feira à domingo, nós entramos naquele momento que chamamos do ‘mistério central da nossa fé cristã’ — que é a celebração da vida, da morte, da dor e da ressurreição de nosso senhor, Jesus Cristo”, destaca. O Padre Maxssuél Mendonça comenta que, atualmente, estamos vivendo um tempo de muita instabilidade devido à crise sanitária do Covid-19. Ele acredita que, apesar de serem importantes à prevenção, as medidas de isolamento social mechem muito com as emoções da população.

Então, como celebrar essa maior festa, a festa cristã, nesse momento? Então a primeira coisa importante é estarmos nas nossas casas e acompanharmos todas essas celebrações que serão transmitidas pelas mídias sociais que dispomos: TV, rádio, Facebook, YouTube e Instagram. Acompanhar, estar unidos. Nós, aqui do santuário, temos feito essas transmissões e temos pedido que as pessoas nos enviem fotografias das suas famílias e aqui o santuário está praticamente cheio, com todos os bancos cheios com as fotos das famílias — que é uma maneira muito simples, mas que vela uma profundidade grande de comunhão, de intenção, de vontade, de desejo e de união em Cristo Jesus”, Padre Maxssuél Mendonça, Reitor do Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Apesar do momento de instabilidade, o Padre salienta a necessidade da população permanecer em fé. “Então, mais do que nunca, nesse mistério central da nossa fé, precisamos rever a nossa vida, rever a nossa condição, se por ventura nós temos trilhado caminhos longe de Deus, vivido situações de pecado, e deixar tudo isso para trás fazer tudo isso morrer em nós durante a quaresma, pelo exercício do jejum, da caridade, da oração mais intensa”, conclui.

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