Entidades empresariais da AMESC emitem carta aberta ao público sobre medidas a serem tomadas antes do lockdown

Texto propõe medidas como abertura de mais leitos de UTI, maior frequência nas fiscalizações e cancelamento de feriados prolongados

Foto: Dyessica Abadi/Portal W3

Por Dyessica Abadi

Diversas entidades empresariais do Extremo Sul Catarinense uniram-se para se posicionar frente à possibilidade de um novo lockdown em Santa Catarina. Nesta semana, prefeitos das três associações de municípios que representam a região estiveram reunidos para tomarem novas decisões em conjunto frente à pandemia de Covid-19. Através de uma carta aberta à sociedade, as entidades afirmam que há outras medidas que precisam ser tomadas antes do fechamento das empresas.

O documento é destinado ao Governo do Estado de Santa Catarina, Ministério Público e Prefeituras Municipais da Região da AMESC. No texto, os empresários afirmam entender a complexidade da pandemia de Covid-19 e reconhecem a necessidade de deliberações específicas, entretanto, acreditam que não há como adotar medidas universais em todo o estado, devido às particularidades culturais de cada região.

"Na região do Extremo Sul Catarinense, diferente dos maiores centros do estado, a restrição de atividades e horários pode ir na contramão da prevenção, isso porque quando o horário de funcionamento é reduzido, a população fica restrita para frequentar os estabelecimentos durante o curto período em que estes se encontram abertos, gerando ainda mais aglomeração do que se tivessem em períodos estendidos de atendimento", destaca o trecho da carta.

Outro ponto levantado é a questão da maioria das empresas regionais serem de pequeno porte, microempreendedores individuais e autônomos, o que acarreta em complicações econômicas frente a um novo fechamento. A carta ainda reforça que os trabalhadores das empresas "estão cumprindo os protocolos de saúde e estão menos suscetíveis ao contágio do vírus, do que fora delas".

A partir das considerações levantadas, as entidades empresariais propõe uma série de medidas que podem ser adotadas à região do extremo sul catarinense, como, por exemplo, a abertura de mais leitos de UTI Covid-19, maior frequência nas fiscalizações às aglomerações, agilidade quanto a compra e distribuição de vacinas, cancelamento de feriados prolongados e pontos facultativos, entre outras propostas.

"Nosso propósito com este documento é argumentar sobre a importância de que o cenário regional seja analisado e considerado, uma vez que prezamos sempre pela saúde, pelo desenvolvimento, bem-estar e impulsionamento da região do Extremo Sul Catarinense como um todo, considerando não apenas os empresários, mas a população em geral", finaliza a carta.

Assinam o documento a Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense (ACIVA), a Associação Empresarial de Jacinto Machado (ACIJAM), o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista do Vale do Araranguá (Sindilojas); a Associação dos Lojistas do Calçadão; o Lions Clube Araranguá Sul; a Associação dos Arquitetos e Engenheiros do Extremo Sul Catarinense (AESC); a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) das seguintes cidades: Araranguá, Sombrio, Balneário Arroio do Silva, Maracajá, Turvo, Jacinto Machado, Timbé do Sul, Ermo, Meleiro, Morro Grande, São João do Sul, Praia Grande, Balneário Gaivota.

Leia o texto na íntegra:

CARTA ABERTA À SOCIEDADE - ENTIDADES

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Por Dyessica Abadi

Diversas entidades empresariais do Extremo Sul Catarinense uniram-se para se posicionar frente à possibilidade de um novo lockdown em Santa Catarina. Nesta semana, prefeitos das três associações de municípios que representam a região estiveram reunidos para tomarem novas decisões em conjunto frente à pandemia de Covid-19. Através de uma carta aberta à sociedade, as entidades afirmam que há outras medidas que precisam ser tomadas antes do fechamento das empresas.

O documento é destinado ao Governo do Estado de Santa Catarina, Ministério Público e Prefeituras Municipais da Região da AMESC. No texto, os empresários afirmam entender a complexidade da pandemia de Covid-19 e reconhecem a necessidade de deliberações específicas, entretanto, acreditam que não há como adotar medidas universais em todo o estado, devido às particularidades culturais de cada região.

“Na região do Extremo Sul Catarinense, diferente dos maiores centros do estado, a restrição de atividades e horários pode ir na contramão da prevenção, isso porque quando o horário de funcionamento é reduzido, a população fica restrita para frequentar os estabelecimentos durante o curto período em que estes se encontram abertos, gerando ainda mais aglomeração do que se tivessem em períodos estendidos de atendimento”, destaca o trecho da carta.

Outro ponto levantado é a questão da maioria das empresas regionais serem de pequeno porte, microempreendedores individuais e autônomos, o que acarreta em complicações econômicas frente a um novo fechamento. A carta ainda reforça que os trabalhadores das empresas “estão cumprindo os protocolos de saúde e estão menos suscetíveis ao contágio do vírus, do que fora delas”.

A partir das considerações levantadas, as entidades empresariais propõe uma série de medidas que podem ser adotadas à região do extremo sul catarinense, como, por exemplo, a abertura de mais leitos de UTI Covid-19, maior frequência nas fiscalizações às aglomerações, agilidade quanto a compra e distribuição de vacinas, cancelamento de feriados prolongados e pontos facultativos, entre outras propostas.

“Nosso propósito com este documento é argumentar sobre a importância de que o cenário regional seja analisado e considerado, uma vez que prezamos sempre pela saúde, pelo desenvolvimento, bem-estar e impulsionamento da região do Extremo Sul Catarinense como um todo, considerando não apenas os empresários, mas a população em geral”, finaliza a carta.

Assinam o documento a Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense (ACIVA), a Associação Empresarial de Jacinto Machado (ACIJAM), o Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista do Vale do Araranguá (Sindilojas); a Associação dos Lojistas do Calçadão; o Lions Clube Araranguá Sul; a Associação dos Arquitetos e Engenheiros do Extremo Sul Catarinense (AESC); a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) das seguintes cidades: Araranguá, Sombrio, Balneário Arroio do Silva, Maracajá, Turvo, Jacinto Machado, Timbé do Sul, Ermo, Meleiro, Morro Grande, São João do Sul, Praia Grande, Balneário Gaivota.

Leia o texto na íntegra:

CARTA ABERTA À SOCIEDADE – ENTIDADES

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