Empresas que apostam em saúde mental melhoram índice de bem-estar do trabalhador

Pesquisas mostram que empresas com políticas voltadas para a saúde mental dos funcionários podem ter taxas de bem-estar mais altas que demais corporações


 

Segundo um levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2021, aproximadamente 720 milhões de pessoas sofrem com transtornos mentais em todo o globo, o que representa cerca de 10% da população mundial. As doenças que atingem a saúde mental afetam diferentes aspectos da vida, inclusive o lado profissional.


 

A depressão e a ansiedade são alguns exemplos das maiores causas de afastamento no trabalho, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Dados como estes influenciam a forma como as empresas lidam com a saúde mental dos funcionários, gerando iniciativas para garantir o bem-estar dentro e fora do ambiente profissional.


 

Para auxiliar nesse objetivo, as companhias têm apostado em softwares de gestão de pessoas para simplificar processos e oferecer mais suporte aos colaboradores. As medidas implementadas estão rendendo frutos em alguns ambientes corporativos, mas ainda falta alcançar um índice ideal.



Medidas implementadas


 

A saúde mental possui forte impacto no rendimento profissional de uma pessoa. Funcionários mentalmente saudáveis podem desenvolver boas relações com a equipe, apresentar desempenhos mais eficazes e, consequentemente, se manter mais satisfeitos com o trabalho na empresa.


 

Quando o contrário ocorre, a companhia pode acabar colhendo resultados não satisfatórios para seu crescimento. Para evitar o problema, o zelo pelos funcionários pode ser introduzido na cultura organizacional da empresa por meio de ações que possam ser acessadas pelos colaboradores de forma natural.


 

Assim como ocorre no dia a dia de trabalho, em que a empresa tem o controle de ponto para mensurar o ritmo e a jornada de seus funcionários, políticas que previnam o desgaste mental também estão sendo cada vez mais incorporadas.


 

Prevenção de situações que possam gerar gatilhos, disponibilização de apoio profissional, identificação precoce de transtornos e reuniões que quebrem os paradigmas sobre o assunto são alguns exemplos de ações que vêm sendo implementadas no ambiente corporativo.



Empresas enxergam resultados


 

A segunda edição do Índice de Bem-Estar Corporativo (IBC) da startup de cuidado emocional Zenklub, publicada em março de 2022, mostrou que empresas que investem em políticas de saúde mental já estão percebendo os resultados das ações no dia a dia. Em uma escala de 0 a 100, as organizações que adotaram essas ações ganharam nota 74.


 

Nove quesitos serviram de base para medir como é o cuidado com a saúde mental em uma empresa. As organizações foram avaliadas com base em relacionamento com líderes e colegas, presença de conflitos, exaustão durante o expediente, preocupação constante, volume de demanda, desconexão do trabalho, autonomia e clareza das responsabilidades.


 

A pesquisa, feita com 500 trabalhadores maiores de 18 anos em todas as regiões do país, também conseguiu identificar que as mulheres sofrem mais com a saúde emocional no ambiente corporativo.


 

Pessoas do sexo feminino foram as que tiveram os resultados menos satisfatórios nos quesitos de exaustão (53,3), preocupação constante (47,3) e volume de demanda (37,3). Os números, quando comparados com os obtidos pelas pessoas de sexo masculino, indicaram uma diferença média de nove pontos. Em relação à faixa etária, as pessoas com idade entre 45 e 70 anos alcançaram os melhores resultados na pesquisa.


 

Embora alguns dados sejam positivos, ainda há um caminho a ser percorrido. A Zenklub propõe um índice ideal de 78 pontos, quatro a mais do que o observado no levantamento. Para a startup, quanto maior for o número mais saudável é trabalhar em uma empresa.


 

A primeira edição do índice ocorreu em 2021 e as empresas analisadas no IBC conquistaram nota média de 49,2. Se as pontuações permanecerem subindo ao longo dos próximos anos, as empresas no Brasil estarão cada vez mais próximas de um ambiente seguro para a saúde mental e bem-estar de seus funcionários.

Pesquisas mostram que empresas com políticas voltadas para a saúde mental dos funcionários podem ter taxas de bem-estar mais altas que demais corporações

 

Segundo um levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2021, aproximadamente 720 milhões de pessoas sofrem com transtornos mentais em todo o globo, o que representa cerca de 10% da população mundial. As doenças que atingem a saúde mental afetam diferentes aspectos da vida, inclusive o lado profissional.

 

A depressão e a ansiedade são alguns exemplos das maiores causas de afastamento no trabalho, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Dados como estes influenciam a forma como as empresas lidam com a saúde mental dos funcionários, gerando iniciativas para garantir o bem-estar dentro e fora do ambiente profissional.

 

Para auxiliar nesse objetivo, as companhias têm apostado em softwares de gestão de pessoas para simplificar processos e oferecer mais suporte aos colaboradores. As medidas implementadas estão rendendo frutos em alguns ambientes corporativos, mas ainda falta alcançar um índice ideal.

Medidas implementadas

 

A saúde mental possui forte impacto no rendimento profissional de uma pessoa. Funcionários mentalmente saudáveis podem desenvolver boas relações com a equipe, apresentar desempenhos mais eficazes e, consequentemente, se manter mais satisfeitos com o trabalho na empresa.

 

Quando o contrário ocorre, a companhia pode acabar colhendo resultados não satisfatórios para seu crescimento. Para evitar o problema, o zelo pelos funcionários pode ser introduzido na cultura organizacional da empresa por meio de ações que possam ser acessadas pelos colaboradores de forma natural.

 

Assim como ocorre no dia a dia de trabalho, em que a empresa tem o controle de ponto para mensurar o ritmo e a jornada de seus funcionários, políticas que previnam o desgaste mental também estão sendo cada vez mais incorporadas.

 

Prevenção de situações que possam gerar gatilhos, disponibilização de apoio profissional, identificação precoce de transtornos e reuniões que quebrem os paradigmas sobre o assunto são alguns exemplos de ações que vêm sendo implementadas no ambiente corporativo.

Empresas enxergam resultados

 

A segunda edição do Índice de Bem-Estar Corporativo (IBC) da startup de cuidado emocional Zenklub, publicada em março de 2022, mostrou que empresas que investem em políticas de saúde mental já estão percebendo os resultados das ações no dia a dia. Em uma escala de 0 a 100, as organizações que adotaram essas ações ganharam nota 74.

 

Nove quesitos serviram de base para medir como é o cuidado com a saúde mental em uma empresa. As organizações foram avaliadas com base em relacionamento com líderes e colegas, presença de conflitos, exaustão durante o expediente, preocupação constante, volume de demanda, desconexão do trabalho, autonomia e clareza das responsabilidades.

 

A pesquisa, feita com 500 trabalhadores maiores de 18 anos em todas as regiões do país, também conseguiu identificar que as mulheres sofrem mais com a saúde emocional no ambiente corporativo.

 

Pessoas do sexo feminino foram as que tiveram os resultados menos satisfatórios nos quesitos de exaustão (53,3), preocupação constante (47,3) e volume de demanda (37,3). Os números, quando comparados com os obtidos pelas pessoas de sexo masculino, indicaram uma diferença média de nove pontos. Em relação à faixa etária, as pessoas com idade entre 45 e 70 anos alcançaram os melhores resultados na pesquisa.

 

Embora alguns dados sejam positivos, ainda há um caminho a ser percorrido. A Zenklub propõe um índice ideal de 78 pontos, quatro a mais do que o observado no levantamento. Para a startup, quanto maior for o número mais saudável é trabalhar em uma empresa.

 

A primeira edição do índice ocorreu em 2021 e as empresas analisadas no IBC conquistaram nota média de 49,2. Se as pontuações permanecerem subindo ao longo dos próximos anos, as empresas no Brasil estarão cada vez mais próximas de um ambiente seguro para a saúde mental e bem-estar de seus funcionários.

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