Empresários catarinenses perdem confiança na economia

Pesquisa da Fecomércio SC demonstra pessimismo frente à crise do Coronavírus; Indicador tem maior variação negativa já registrada

Por Dyessica Abadi

Os indicadores econômicos estão oscilando em escala global desde o início da pandemia do Covid-19. Em Santa Catarina, os impactos negativos  da crise sanitária e econômica refletiram rapidamente no comportamento da população. De acordo com o índice apurado no mês de abril pela pesquisa da Fecomércio SC, a confiança do empresário caiu -13,93%. Esta é a maior variação negativa mensal desde o início da série, que começou em 2010.

A coleta de dados do Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Santa Catarina (ICEC) é realizada sempre nos últimos dez dias do mês anterior ao da divulgação da pesquisa. Em relação à confiança do empresariado, o indicador saiu dos 133,5 pontos em março para os 114,9 pontos em abril — uma queda de 18,6 em apenas um mês. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a variação foi de 11,6.

A pesquisa indica que os empresários tinham esperança que o ano de 2020 desse fim à retração econômica. Contudo, a pandemia radical e inesperada colocou a economia em outro caminho. “Em termos estruturais, existia anteriormente uma tendência ascendente, impulsionada pela aprovação da reforma da previdência, redução dos juros e início das discussões sobre a reforma tributária. Com a reversão da confiança, expectativa e investimentos, os principais elementos para conter a deterioração passam a serem as linhas de crédito com juros reduzidos e o programa emergencial de manutenção do emprego e da renda”, informa o Índice de Confiança do Empresário do Comércio.

Em aspectos gerais, os empresários do comércio catarinense observam o atual momento econômico com pessimismo, pois ainda não há como defini-lo com exatidão — logo, isso demonstra a reversão do otimismo observado anteriormente. "No âmbito das empresas, será preciso entender as alterações no comportamento do consumidor e se adaptar rapidamente às novas formas de se relacionar com ele. É um momento de mudança cultural drástica e as soluções virão do espírito empreendedor catarinense”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Para fazer a análise do ICEC, o indicador leva em consideração a situação atual da economia, do setor e das empresas do comércio, nível atual e futuro de investimentos, situação dos estoques, entre outras variáveis.

Por Dyessica Abadi

Os indicadores econômicos estão oscilando em escala global desde o início da pandemia do Covid-19. Em Santa Catarina, os impactos negativos  da crise sanitária e econômica refletiram rapidamente no comportamento da população. De acordo com o índice apurado no mês de abril pela pesquisa da Fecomércio SC, a confiança do empresário caiu -13,93%. Esta é a maior variação negativa mensal desde o início da série, que começou em 2010.

A coleta de dados do Índice de Confiança do Empresário do Comércio de Santa Catarina (ICEC) é realizada sempre nos últimos dez dias do mês anterior ao da divulgação da pesquisa. Em relação à confiança do empresariado, o indicador saiu dos 133,5 pontos em março para os 114,9 pontos em abril — uma queda de 18,6 em apenas um mês. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a variação foi de 11,6.

A pesquisa indica que os empresários tinham esperança que o ano de 2020 desse fim à retração econômica. Contudo, a pandemia radical e inesperada colocou a economia em outro caminho. “Em termos estruturais, existia anteriormente uma tendência ascendente, impulsionada pela aprovação da reforma da previdência, redução dos juros e início das discussões sobre a reforma tributária. Com a reversão da confiança, expectativa e investimentos, os principais elementos para conter a deterioração passam a serem as linhas de crédito com juros reduzidos e o programa emergencial de manutenção do emprego e da renda”, informa o Índice de Confiança do Empresário do Comércio.

Em aspectos gerais, os empresários do comércio catarinense observam o atual momento econômico com pessimismo, pois ainda não há como defini-lo com exatidão — logo, isso demonstra a reversão do otimismo observado anteriormente. “No âmbito das empresas, será preciso entender as alterações no comportamento do consumidor e se adaptar rapidamente às novas formas de se relacionar com ele. É um momento de mudança cultural drástica e as soluções virão do espírito empreendedor catarinense”, avalia o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

Para fazer a análise do ICEC, o indicador leva em consideração a situação atual da economia, do setor e das empresas do comércio, nível atual e futuro de investimentos, situação dos estoques, entre outras variáveis.

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