Em uma semana, AMESC tem mais 84 casos confirmados de Covid-19 e cogita restrições

Associação dos 15 municípios do Extremo Sul afirma que medidas mais severas poderão ser implantadas caso elevação prossiga

Por Dyessica Abadi

O Boletim Epidemiológico da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense revela que novos 84 casos de Covid-19 foram confirmados na região em apenas uma semana. No dia primeiro de julho, haviam 441 pessoas positivadas para o vírus. Nesta terça-feira, 07, esse número chegou a 525 — apenas de ontem para hoje, houveram mais 21 confirmações.

O mês de julho vem apresentando um aumento superior ao registrado nos outros meses. Se antes houve um crescimento de 53 casos em maio e 56 em junho, entre o primeiro e o 14º dia do mês — hoje, esse aumento foi de 84 em apenas sete dias.

A região registra 118 casos suspeitos de Covid-19, 432 curados (83,9%) e 10 mortes (1,9%). A ocupação dos leitos do Hospital Regional de Araranguá estava em 50% até segunda-feira, 6 de julho, às 17h. Todos os 10 leitos da UTI Covid-19 estavam ocupados e os 6 leitos do setor de infectologia estão disponíveis.

Em 21 de junho, cinco cidades da região do Extremo Sul registravam 100% dos casos confirmados de Covid-19 recuperados. Na data, já não havia mais positivados para o vírus em Passo de Torres, Timbé do Sul, Jacinto Machado, Turvo e Ermo. Agora, esse dado mudou. Conforme o Boletim Epidemiológico desta terça-feira, 07, apenas os municípios de Ermo e Balneário Gaivota estão sem casos ativos.

O gráfico abaixo é interativo e registra o crescimentos de casos no mês de Julho de 2020. A linha verde demonstra os casos confirmados com Covid-19 na AMESC; a amarela registra a quantidade de suspeitos; já a azul revela o total de recuperados pelo vírus; e a linha em preto apresenta o número de mortos.

Clique ou passe o cursor sobre os pontos das linhas — assim, você terá acesso aos números registrados pelos Boletins Epidemiológicos.

 



 

AMESC afirma que medidas mais severas poderão ser implantadas caso elevação prossiga


Em comunicado emitido na tarde desta terça-feira, 07, a AMESC afirma que a sociedade catarinense deverá se preparar para novas medidas de restrição social e que podem resultar em redução de atividades econômicas e públicas. Atualmente, o Estado de Santa Catarina decidiu regionalizar as decisões referentes ao enfrentamento da Covid-19, oficializando as novas regras através da Portaria 464/2020, publicada no dia 03 de julho, última sexta-feira.

 

[caption id="attachment_63328" align="aligncenter" width="700"] Segundo Boletim da AMESC, alguns municípios não têm disponibilizado a situação de tratamento, domiciliar ou hospitalar, das pessoas em recuperação. Imagem: Divulgação/AMESC[/caption]

 

A AMESC pontua que suas ações são feitas em consonância com a FECAM (Federação Catarinense dos Municípios) e a CCIR (Comissão Intergestores Regional Saúde). Segundo o gerente executivo da AMESC, Moacir Mario Rovaris, há no cenário catarinense um panorama de diversidade regional no perfil comportamental da pandemia. “A FECAM reconhece que os dados indicam agravamento da situação. Fomos informados que este quadro, corroborado por números, se validam diante de diversos sinais reais: há crescimento da ocupação de leitos de UTI, há aumento de casos em todas as regiões, há resistência de parte da população ao isolamento social, há eventos clandestinos", revela.
De modo geral, devemos admitir que a reabertura de atividades econômicas e a redução da adesão social a atitudes de isolamento podem se configurar em elementos que colaboram na ampliação da contaminação. É uma equação difícil que depende de cumprimento de regras de isolamento, esforço para manutenção segura de atividades essenciais e a inexorável existência e difusão do vírus”. Moacir Mario Rovaris, gerente executivo da AMESC.

Atualmente, a situação sugere um aumento de restrições e exigências para os próximos dias, conforme a pandemia se alastra, e podem avançar para medidas mais drásticas — como aplicação de multas, por exemplo. De acordo com o informe da AMESC, "há sinais inequívocos de alastramento da pandemia e ampliação da contaminação".

"Este cenário sugere preocupações permanentes com a capacidade da infraestrutura em saúde disponível, podendo levar em direção a novo ciclo de restrições de atividades. Em plano vital, os administradores municipais se defrontam com a difícil tarefa de colaborar na administração da pandemia e limitação da atividade de circulação humana enquanto tentam salvar empregos e as cadeias econômicas. As próximas semanas exigirão muito apoio social e disciplina. Na mesma esteira, o Sistema se prepara para um longo período onde a limitação de circulação social precisará conviver com a lenta, gradativa e responsável retomada de atividades sociais e econômicas. Uma tarefa social gigante que o mundo precisará construir com determinação", conclui a nota.

Por Dyessica Abadi

O Boletim Epidemiológico da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense revela que novos 84 casos de Covid-19 foram confirmados na região em apenas uma semana. No dia primeiro de julho, haviam 441 pessoas positivadas para o vírus. Nesta terça-feira, 07, esse número chegou a 525 — apenas de ontem para hoje, houveram mais 21 confirmações.

O mês de julho vem apresentando um aumento superior ao registrado nos outros meses. Se antes houve um crescimento de 53 casos em maio e 56 em junho, entre o primeiro e o 14º dia do mês — hoje, esse aumento foi de 84 em apenas sete dias.

A região registra 118 casos suspeitos de Covid-19, 432 curados (83,9%) e 10 mortes (1,9%). A ocupação dos leitos do Hospital Regional de Araranguá estava em 50% até segunda-feira, 6 de julho, às 17h. Todos os 10 leitos da UTI Covid-19 estavam ocupados e os 6 leitos do setor de infectologia estão disponíveis.

Em 21 de junho, cinco cidades da região do Extremo Sul registravam 100% dos casos confirmados de Covid-19 recuperados. Na data, já não havia mais positivados para o vírus em Passo de Torres, Timbé do Sul, Jacinto Machado, Turvo e Ermo. Agora, esse dado mudou. Conforme o Boletim Epidemiológico desta terça-feira, 07, apenas os municípios de Ermo e Balneário Gaivota estão sem casos ativos.

O gráfico abaixo é interativo e registra o crescimentos de casos no mês de Julho de 2020. A linha verde demonstra os casos confirmados com Covid-19 na AMESC; a amarela registra a quantidade de suspeitos; já a azul revela o total de recuperados pelo vírus; e a linha em preto apresenta o número de mortos.

Clique ou passe o cursor sobre os pontos das linhas — assim, você terá acesso aos números registrados pelos Boletins Epidemiológicos.

 

 

AMESC afirma que medidas mais severas poderão ser implantadas caso elevação prossiga

Em comunicado emitido na tarde desta terça-feira, 07, a AMESC afirma que a sociedade catarinense deverá se preparar para novas medidas de restrição social e que podem resultar em redução de atividades econômicas e públicas. Atualmente, o Estado de Santa Catarina decidiu regionalizar as decisões referentes ao enfrentamento da Covid-19, oficializando as novas regras através da Portaria 464/2020, publicada no dia 03 de julho, última sexta-feira.

 

Segundo Boletim da AMESC, alguns municípios não têm disponibilizado a situação de tratamento, domiciliar ou hospitalar, das pessoas em recuperação. Imagem: Divulgação/AMESC

 

A AMESC pontua que suas ações são feitas em consonância com a FECAM (Federação Catarinense dos Municípios) e a CCIR (Comissão Intergestores Regional Saúde). Segundo o gerente executivo da AMESC, Moacir Mario Rovaris, há no cenário catarinense um panorama de diversidade regional no perfil comportamental da pandemia. “A FECAM reconhece que os dados indicam agravamento da situação. Fomos informados que este quadro, corroborado por números, se validam diante de diversos sinais reais: há crescimento da ocupação de leitos de UTI, há aumento de casos em todas as regiões, há resistência de parte da população ao isolamento social, há eventos clandestinos”, revela.

De modo geral, devemos admitir que a reabertura de atividades econômicas e a redução da adesão social a atitudes de isolamento podem se configurar em elementos que colaboram na ampliação da contaminação. É uma equação difícil que depende de cumprimento de regras de isolamento, esforço para manutenção segura de atividades essenciais e a inexorável existência e difusão do vírus”. Moacir Mario Rovaris, gerente executivo da AMESC.

Atualmente, a situação sugere um aumento de restrições e exigências para os próximos dias, conforme a pandemia se alastra, e podem avançar para medidas mais drásticas — como aplicação de multas, por exemplo. De acordo com o informe da AMESC, “há sinais inequívocos de alastramento da pandemia e ampliação da contaminação”.

“Este cenário sugere preocupações permanentes com a capacidade da infraestrutura em saúde disponível, podendo levar em direção a novo ciclo de restrições de atividades. Em plano vital, os administradores municipais se defrontam com a difícil tarefa de colaborar na administração da pandemia e limitação da atividade de circulação humana enquanto tentam salvar empregos e as cadeias econômicas. As próximas semanas exigirão muito apoio social e disciplina. Na mesma esteira, o Sistema se prepara para um longo período onde a limitação de circulação social precisará conviver com a lenta, gradativa e responsável retomada de atividades sociais e econômicas. Uma tarefa social gigante que o mundo precisará construir com determinação”, conclui a nota.

Compartilhe

Voltar às notícias