Em menos de um mês, AMESC tem aumento de 310% em casos de COVID-19

Chegada do inverno pode aumentar ainda mais a transmissão do vírus na região do extremo Sul Catarinense nos próximos meses

Por Dyessica Abadi

Estamos chegando ao final do mês de Maio e as temperaturas começaram a cair. Em apenas 22 dias, o número de casos positivos para o Covid-19 no Extremo Sul Catarinense passou de 56 (1º de maio) para 174 (22 de maio) — um aumento de 118 pessoas, 310% a mais do que a quantidade registrada no início do mês. Isso demonstra apenas uma coisa: a rápida e alta taxa de transmissão do vírus, que poderá aumentar com a chegada do inverno.

Em apenas 24h, o Boletim Epidemiológico da Associação dos Municípios da região (AMESC) passou de 160 (21/05) para 166 casos (22/05), com aumento de número de casos nos municípios de Sombrio, Araranguá e Balneário Arroio do Silva. 

O gráfico abaixo é interativo e registra o crescimentos de casos no mês de Maio de 2020. A linha verde demonstra os casos confirmados com Covid-19 na AMESC; a amarela registra a quantidade de suspeitos; já a azul revela o total de recuperados pelo vírus; e a linha em preto apresenta o número de mortos.

Clique ou passe o cursor sobre os pontos das linhas — assim, você terá acesso aos números registrados pelos Boletins Epidemiológicos.




População deve se preocupar com alta taxa de transmissão


O gráfico de casos registrados na AMESC demonstra um rápido crescimento de casos confirmados do vírus na região. A enfermeira de vigilância epidemiológica da Gerência Macro Sul de Saúde, Angela Rosso, salienta que as população deve tomar os devidos cuidados, pois apenas uma pessoa contaminada pode transmitir o Covid-19 para muitas outras. "O poder de transmissão desse vírus é demasiado alto. Os casos estão subindo a cada dia, tanto na nossa região quanto no Estado", ressalta.

A profissional de saúde também destaca que, apesar da situação razoável em questão de leitos para internação na região, os cuidados devem ser mantidos pois não há espaço suficiente nos hospitais "Se muitas pessoas se contaminarem ao mesmo tempo, uma porcentagem dessas pessoas irá necessitar de internação em leitos clínicos e em leitos intensivos, podendo chegar à uma situação em que o sistema de saúde não consiga atender à todos", explica.
A única forma de evitarmos isso é diminuir a taxa de transmissão e para isso devemos intensificar cada vez mais os cuidados necessários. Não temos vacinas e nenhuma medicação efetiva contra o vírus. Nossa maior arma contra ele, nesse momento, são as medidas de prevenção, que, infelizmente, muitas pessoas não estão respeitando". Angela Rosso, enfermeira de vigilância epidemiológica da Gerência Macro Sul de Saúde.

De acordo com o Boletim Epidemiológico da AMESC desta sexta-feira, 22, a ocupação dos leitos do Hospital Regional de Araranguá, às 17h, de 21 de maio de 2020, estava em 41%. Dos 10 leitos da UTI Covid-19, oito estavam ocupados. O setor de infectologia, que possui 6 leitos para tratamento da Covid-19, não possuía leitos ocupados.

Chegada do inverno pode aumentar ainda mais a transmissão do Covid-19


Quando surgiu inicialmente, o Coronavírus se espalhou pelo hemisfério norte justamente na época das baixas temperaturas. Começou pela Ásia, depois tomou conta de diversas regiões da Europa e agora ganha força nos países da América do Norte. Tomando esse cenário como exemplo, profissionais da saúde avaliam que as baixas temperaturas poderão ser um inimigo a mais na luta contra o Covid-19.

Para a médica infectologista da atenção especializada em Araranguá e de Criciúma, Silvia Taddeo, a disseminação pode aumentar nos próximos meses na região. "Todas as viroses de transmissão respiratória aumentam no inverno. No clima frio, as pessoas tendem a ficar mais confinadas e por baixas temperaturas, deixam os ambientes fechados, com pouca renovação de ar", conclui a especialista.

 

Por Dyessica Abadi

Estamos chegando ao final do mês de Maio e as temperaturas começaram a cair. Em apenas 22 dias, o número de casos positivos para o Covid-19 no Extremo Sul Catarinense passou de 56 (1º de maio) para 174 (22 de maio) — um aumento de 118 pessoas, 310% a mais do que a quantidade registrada no início do mês. Isso demonstra apenas uma coisa: a rápida e alta taxa de transmissão do vírus, que poderá aumentar com a chegada do inverno.

Em apenas 24h, o Boletim Epidemiológico da Associação dos Municípios da região (AMESC) passou de 160 (21/05) para 166 casos (22/05), com aumento de número de casos nos municípios de Sombrio, Araranguá e Balneário Arroio do Silva. 

O gráfico abaixo é interativo e registra o crescimentos de casos no mês de Maio de 2020. A linha verde demonstra os casos confirmados com Covid-19 na AMESC; a amarela registra a quantidade de suspeitos; já a azul revela o total de recuperados pelo vírus; e a linha em preto apresenta o número de mortos.

Clique ou passe o cursor sobre os pontos das linhas — assim, você terá acesso aos números registrados pelos Boletins Epidemiológicos.

População deve se preocupar com alta taxa de transmissão

O gráfico de casos registrados na AMESC demonstra um rápido crescimento de casos confirmados do vírus na região. A enfermeira de vigilância epidemiológica da Gerência Macro Sul de Saúde, Angela Rosso, salienta que as população deve tomar os devidos cuidados, pois apenas uma pessoa contaminada pode transmitir o Covid-19 para muitas outras. “O poder de transmissão desse vírus é demasiado alto. Os casos estão subindo a cada dia, tanto na nossa região quanto no Estado”, ressalta.

A profissional de saúde também destaca que, apesar da situação razoável em questão de leitos para internação na região, os cuidados devem ser mantidos pois não há espaço suficiente nos hospitais “Se muitas pessoas se contaminarem ao mesmo tempo, uma porcentagem dessas pessoas irá necessitar de internação em leitos clínicos e em leitos intensivos, podendo chegar à uma situação em que o sistema de saúde não consiga atender à todos”, explica.

A única forma de evitarmos isso é diminuir a taxa de transmissão e para isso devemos intensificar cada vez mais os cuidados necessários. Não temos vacinas e nenhuma medicação efetiva contra o vírus. Nossa maior arma contra ele, nesse momento, são as medidas de prevenção, que, infelizmente, muitas pessoas não estão respeitando”. Angela Rosso, enfermeira de vigilância epidemiológica da Gerência Macro Sul de Saúde.

De acordo com o Boletim Epidemiológico da AMESC desta sexta-feira, 22, a ocupação dos leitos do Hospital Regional de Araranguá, às 17h, de 21 de maio de 2020, estava em 41%. Dos 10 leitos da UTI Covid-19, oito estavam ocupados. O setor de infectologia, que possui 6 leitos para tratamento da Covid-19, não possuía leitos ocupados.

Chegada do inverno pode aumentar ainda mais a transmissão do Covid-19

Quando surgiu inicialmente, o Coronavírus se espalhou pelo hemisfério norte justamente na época das baixas temperaturas. Começou pela Ásia, depois tomou conta de diversas regiões da Europa e agora ganha força nos países da América do Norte. Tomando esse cenário como exemplo, profissionais da saúde avaliam que as baixas temperaturas poderão ser um inimigo a mais na luta contra o Covid-19.

Para a médica infectologista da atenção especializada em Araranguá e de Criciúma, Silvia Taddeo, a disseminação pode aumentar nos próximos meses na região. “Todas as viroses de transmissão respiratória aumentam no inverno. No clima frio, as pessoas tendem a ficar mais confinadas e por baixas temperaturas, deixam os ambientes fechados, com pouca renovação de ar”, conclui a especialista.

 

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