Douglas Borba é preso durante operação que investiga fraude na compra de respiradores

O ex-secretário da Casa Civil de Santa Catarina, foi preso preventivamente para prestar depoimento

O ex-secretário da Casa Civil de Santa Catarina, Douglas Borba, foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 6. Borba e seu advogado, Leandro Barros foram conduzidos à carceragem da sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, até prestarem depoimento. Borba e Barros poderão ser transferidos para outro local se a prisão for estendida pela Justiça após serem ouvidos.

A prisão ocorreu em Biguaçu, na Grande Florianópolis, através da Operação O2, realizada por uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Polícia Civil, que investiga uma suposta fraude na compra de 200 respiradores pelo governo de SC. Neste sábado, 6, foram realizados quatro de seis mandados de prisão preventiva expedidos e 14 mandados de busca e apreensão. Outras ordens judiciais também foram cumpridas. Nesta manhã o presidente da Câmara de Vereadores da cidade de São João de Meriti (RJ) foi preso.

Durante coletiva realizada nesta manhã, o coordenador da operação no MPSC, Maurício Medina, afirmou que as prisões preventivas foram pedidas para evitar interferência nas investigações. "A força-tarefa entendeu, e foi acolhido judicialmente, que as prisões eram absolutamente necessárias neste momento como forma de garantir o efetivo esclarecimento dos fatos, uma vez que havia indícios substanciais que os investigados vinham destruindo provas, destruindo elementos de convicção que seriam importantíssimos para que todo esse conjunto de fatos fosse esclarecido". Medina também destacou ainda, a necessidade de impedir a atuação do grupo investigado em outros estados brasileiros, o que poderia resultar em novas lesões aos cofres públicos.

"Recebemos informações de que logo que o dinheiro chegou na conta da Veigamed, ele rapidamente foi retirado e distribuído pelas outras pessoas físicas e jurídicas", disse o delegado Rodrigo Schneider, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Mas de acordo com o coordenador de operações do MPSC, até o momento não há indícios da participação de deputados catarinenses no processo.

Preço dos respiradores

A investigação apontou que desde o início os envolvidos sabiam que os respiradores não chegariam em Santa Catarina, é o que relata o coordenador estadual do Gaeco, Alexandre Graziotin. Conforme apurado pela investigação, os equipamentos que chegaram a Santa Catarina, trazidos pela empresa contratada, apresentavam um valor superior ao de outros respiradores do mercado.

De acordo com o diretor de contas de gestão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sidney Antonio Tavares Junior, um levantamento dos valores de compra de equipamentos similares em outros estados brasileiros foi feito e mostrou que os respiradores adquiridos por SC tinham um sobrepreço que chegava a 85,9%.

"De 111 amostras pesquisadas no Brasil, consideramos 90 amostras válidas. Dessas 90, chegamos a um valor médio. Nós temos um valor médio de R$ 72 mil, mas, se considerarmos o valor máximo, chegaria a R$ 88 mil reais para um respirador. O que se viu, então, foi R$ 166 mil pagos e aí mostra claramente um sobrepreço”, salienta.

A investigação vai continuar com o objetivo de esclarecer e recuperar os valores pagos, de acordo com Medina.

Com informações G1

O ex-secretário da Casa Civil de Santa Catarina, Douglas Borba, foi preso preventivamente na manhã deste sábado, 6. Borba e seu advogado, Leandro Barros foram conduzidos à carceragem da sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, até prestarem depoimento. Borba e Barros poderão ser transferidos para outro local se a prisão for estendida pela Justiça após serem ouvidos.

A prisão ocorreu em Biguaçu, na Grande Florianópolis, através da Operação O2, realizada por uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Polícia Civil, que investiga uma suposta fraude na compra de 200 respiradores pelo governo de SC. Neste sábado, 6, foram realizados quatro de seis mandados de prisão preventiva expedidos e 14 mandados de busca e apreensão. Outras ordens judiciais também foram cumpridas. Nesta manhã o presidente da Câmara de Vereadores da cidade de São João de Meriti (RJ) foi preso.

Durante coletiva realizada nesta manhã, o coordenador da operação no MPSC, Maurício Medina, afirmou que as prisões preventivas foram pedidas para evitar interferência nas investigações. “A força-tarefa entendeu, e foi acolhido judicialmente, que as prisões eram absolutamente necessárias neste momento como forma de garantir o efetivo esclarecimento dos fatos, uma vez que havia indícios substanciais que os investigados vinham destruindo provas, destruindo elementos de convicção que seriam importantíssimos para que todo esse conjunto de fatos fosse esclarecido”. Medina também destacou ainda, a necessidade de impedir a atuação do grupo investigado em outros estados brasileiros, o que poderia resultar em novas lesões aos cofres públicos.

“Recebemos informações de que logo que o dinheiro chegou na conta da Veigamed, ele rapidamente foi retirado e distribuído pelas outras pessoas físicas e jurídicas”, disse o delegado Rodrigo Schneider, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Mas de acordo com o coordenador de operações do MPSC, até o momento não há indícios da participação de deputados catarinenses no processo.

Preço dos respiradores

A investigação apontou que desde o início os envolvidos sabiam que os respiradores não chegariam em Santa Catarina, é o que relata o coordenador estadual do Gaeco, Alexandre Graziotin. Conforme apurado pela investigação, os equipamentos que chegaram a Santa Catarina, trazidos pela empresa contratada, apresentavam um valor superior ao de outros respiradores do mercado.

De acordo com o diretor de contas de gestão do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sidney Antonio Tavares Junior, um levantamento dos valores de compra de equipamentos similares em outros estados brasileiros foi feito e mostrou que os respiradores adquiridos por SC tinham um sobrepreço que chegava a 85,9%.

“De 111 amostras pesquisadas no Brasil, consideramos 90 amostras válidas. Dessas 90, chegamos a um valor médio. Nós temos um valor médio de R$ 72 mil, mas, se considerarmos o valor máximo, chegaria a R$ 88 mil reais para um respirador. O que se viu, então, foi R$ 166 mil pagos e aí mostra claramente um sobrepreço”, salienta.

A investigação vai continuar com o objetivo de esclarecer e recuperar os valores pagos, de acordo com Medina.

Com informações G1

Compartilhe

Voltar às notícias