Demissão de coordenadora da CEI Criança Feliz indigna comunidade

Jane Aparecida Pizzolo estava prestes a completar 4 anos na coordenação da creche no dia 31 de dezembro

Por Dyessica Abadi

A coordenadora da CEI Criança Feliz, no bairro Coloninha, em Araranguá, foi demitida do cargo na manhã desta sexta-feira, 16. Jane Aparecida Pizzolo estava prestes a completar 4 anos na coordenação da creche no dia 31 de dezembro e vinha desenvolvendo um trabalho referência no município. A comunidade escolar, pais, professores e funcionários da instituição estão mobilizados e alegam que a demissão teve motivações políticas.

A professora Jaqueline Fernandes Martins trabalha há 19 anos na CEI Criança Feliz e diz que nunca tinha visto uma demissão acontecer antes do prazo de validade do contrato das coordenadoras. "Elas sempre são demitidas no dia 31 de dezembro, nunca antes disso", explica. As professoras da instituição alegam que a secretária de Educação, Ariane Almeida, não justificou o motivo da saída de Jane do cargo: "ela elogiou o trabalho da Jane, disse que ela era uma ótima coordenadora, que deixou a creche impecável, mas que teria que demiti-la".

"Ela sempre esteve presente na nossa escola, vinha os sete dias da semana aqui para dar apoio às professoras e funcionárias: ajudava a verificar os planos de aula, conferia todas as merendas escolares que eram repassadas aos pais, ajudava a organizar as ações com alunos... é uma injustiça ela ser demitida sem nem ao menos sabermos o por que", enfatiza a professora Jaqueline.

A redação do Portal W3 tentou entrar em contato com a ex-coordenadora, Jane Pizzolo, e com a secretária de Educação, Ariane Almeida, mas não obteve retorno de nenhuma delas até a publicação da matéria. Há informações de que a coordenadora da CEI Cantinho do Amor também foi demitida do cargo, mas nossa equipe não conseguiu entrar em contato com a escola para apurar os fatos.

Secretaria de educação se posiciona sobre o assunto


Na tarde desta sexta-feira, 16, a secretaria de Educação emitiu uma nota oficial à imprensa. Segue abaixo o texto na íntegra:

"Não é correto, nem verdadeiro afirmar que as exonerações se deram por motivo político. Os cargos de confiança são de livre nomeação e exoneração, não necessitando de justificativas para admitir ou desligar quem quer que seja.

Trata-se de estreita ligação de confiança entre a autoridade nomeante e a pessoa ocupante do cargo, de acordo com as definições legais que tratam do tema. Se por qualquer motivo há fim deste limite de confiança, o vínculo pode ser rompido.

No entanto, no presente caso, vale lembrar acerca das novas condições trazidas pela pandemia da COVID-19, que afetaram a educação como um todo. A propósito, não há definição clara de quando a educação infantil retomará suas atividades presenciais, de modo que não se sabe, aliás, se retornarão neste ano. Desse modo, como medida de contingenciamento de gastos, adotou-se esta postura, visto que os alunos seguem sendo atendidos remotamente.

Além disso, o Município irá apurar as manifestações nas redes sociais através de sindicância, visto que ausentes provas das alegações, bem como realizadas em horário de expediente.

Reafirmamos que se trata de uma prática comum na Administração Pública, que não deve ser levada a efeito por outras razões."

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Por Dyessica Abadi

A coordenadora da CEI Criança Feliz, no bairro Coloninha, em Araranguá, foi demitida do cargo na manhã desta sexta-feira, 16. Jane Aparecida Pizzolo estava prestes a completar 4 anos na coordenação da creche no dia 31 de dezembro e vinha desenvolvendo um trabalho referência no município. A comunidade escolar, pais, professores e funcionários da instituição estão mobilizados e alegam que a demissão teve motivações políticas.

A professora Jaqueline Fernandes Martins trabalha há 19 anos na CEI Criança Feliz e diz que nunca tinha visto uma demissão acontecer antes do prazo de validade do contrato das coordenadoras. “Elas sempre são demitidas no dia 31 de dezembro, nunca antes disso”, explica. As professoras da instituição alegam que a secretária de Educação, Ariane Almeida, não justificou o motivo da saída de Jane do cargo: “ela elogiou o trabalho da Jane, disse que ela era uma ótima coordenadora, que deixou a creche impecável, mas que teria que demiti-la”.

“Ela sempre esteve presente na nossa escola, vinha os sete dias da semana aqui para dar apoio às professoras e funcionárias: ajudava a verificar os planos de aula, conferia todas as merendas escolares que eram repassadas aos pais, ajudava a organizar as ações com alunos… é uma injustiça ela ser demitida sem nem ao menos sabermos o por que”, enfatiza a professora Jaqueline.

A redação do Portal W3 tentou entrar em contato com a ex-coordenadora, Jane Pizzolo, e com a secretária de Educação, Ariane Almeida, mas não obteve retorno de nenhuma delas até a publicação da matéria. Há informações de que a coordenadora da CEI Cantinho do Amor também foi demitida do cargo, mas nossa equipe não conseguiu entrar em contato com a escola para apurar os fatos.

Secretaria de educação se posiciona sobre o assunto

Na tarde desta sexta-feira, 16, a secretaria de Educação emitiu uma nota oficial à imprensa. Segue abaixo o texto na íntegra:

“Não é correto, nem verdadeiro afirmar que as exonerações se deram por motivo político. Os cargos de confiança são de livre nomeação e exoneração, não necessitando de justificativas para admitir ou desligar quem quer que seja.

Trata-se de estreita ligação de confiança entre a autoridade nomeante e a pessoa ocupante do cargo, de acordo com as definições legais que tratam do tema. Se por qualquer motivo há fim deste limite de confiança, o vínculo pode ser rompido.

No entanto, no presente caso, vale lembrar acerca das novas condições trazidas pela pandemia da COVID-19, que afetaram a educação como um todo. A propósito, não há definição clara de quando a educação infantil retomará suas atividades presenciais, de modo que não se sabe, aliás, se retornarão neste ano. Desse modo, como medida de contingenciamento de gastos, adotou-se esta postura, visto que os alunos seguem sendo atendidos remotamente.

Além disso, o Município irá apurar as manifestações nas redes sociais através de sindicância, visto que ausentes provas das alegações, bem como realizadas em horário de expediente.

Reafirmamos que se trata de uma prática comum na Administração Pública, que não deve ser levada a efeito por outras razões.”

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