CUIDADO: novo golpe já está em circulação no Whatsapp

Golpistas clonam número de telefone e pedem dinheiro emprestado para contatos da vítima

Por Dyessica Abadi

O esquema é antigo, mas o que muda são as formas de aplicação. Recentemente, golpistas têm clonado o número e/ou a foto de perfil de Whatsapp das pessoas para aplicar golpes na rede de contatos do aplicativo. O criminoso envia mensagens para amigos e familiares se passando pela vítima e pedindo dinheiro emprestado. Também foram registrados casos em que os criminosos se passam por autoridades públicas e pedem valores para arquivar procedimentos.

"Eu precisava fazer um pagamento, consegue fazer pra mim? Amanhã eu te transfiro de volta"


Existem vários tipos de golpes. Com relação ao Whatsapp, há a situação dos criminosos clonarem o número da pessoa e também há outra situação em que eles usam a foto da vítima para criar uma outra conta, com um novo número de telefone. "Em ambas situações os golpistas se passam pela vítima e entram em contato com pessoas conhecidas para solicitar valores. Geralmente o estelionatário usa uma situação de urgência para que consiga o intento o quanto antes", explica o delegado da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Araranguá, Thiago Reis.

[caption id="attachment_67137" align="aligncenter" width="400"] Golpistas perguntam, inclusive, qual aplicativo de banco você utiliza no celular. Foto: Divulgação/Portal W3[/caption]

[caption id="attachment_67136" align="aligncenter" width="400"] Criminosos justificam pedido e questionam se não tem limite de cheque especial. Foto: Divulgação/Portal W3[/caption]

O delegado Thiago Reis explica que, apesar de existir variações desse golpe, a regra geral é sempre se certificar com a pessoa através de ligação ou vídeo. "Às vezes a pessoa na pressa e na vontade de ajudar acaba não tomando os cuidados necessários e liberando determinados valores para os criminosos. Então, a regra geral é que se certifique primeiro se realmente está falando com aquela pessoa. Têm várias formas de fazer isso, como pela ligação, ou por vídeo chamada", aconselha.

Outro golpe usa imagem de policiais para extorquir vítimas


Outra prática também vem crescendo nos últimos meses. Golpistas criam uma conta de WhatsApp falsa, com a foto de uma mulher jovem, interessada em relacionamentos sexuais à distância. As vítimas trocam fotos íntimas com esse perfil e, mais tarde, são extorquidas por criminosos que se passam por delegado responsável pela investigação de pedofilia.

O responsável pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Araranguá explica que, depois da vítima enviar as fotos íntimas, uma outra conta falsa de Whatsapp ameaça a vítima alegando crime de pedofilia e exigindo dinheiro em troca. "Às vezes o golpista até se passa por policiais e a vítima se sente bem acuada e muitas vezes acaba dando aquilo que o estelionatário quer", conta o delegado Thiago Reis.

Cai nesse golpe. O que eu faço?


O advogado criminalista, Diego Campos Maciel, aconselha às vítima para que, assim que tomarem ciência do golpe, avisem por meio das redes sociais (Instragram, Facebook ou até mesmo status do Whatsapp) que há alguém se passando por elas e pedindo valores. Além disso, é necessário registrar um boletim de ocorrência, sendo vítima de tentativa de estelionato na Delegacia Online, relatando com detalhes quais pessoas (nome completo, CPF e telefone) receberam o contato. "É preciso narrar o que é pedido pelo farsante e apontar o numero utilizado por este", destaca.

Abaixo seguem algumas dicas:

  • Comunicar nas redes sociais que estão utilizando sua imagem/numero para aplicar golpes;

  • Registrar um boletim de ocorrência;

  • Pedir para as pessoas que tiveram contato com o golpista bloquear imediatamente o farsante;


> Para acessar a Delegacia de Polícia Virtual, clique aqui.

Pena para crime pode ser de até 10 anos


Caso a vítima deseje representar criminalmente, o autor do delito de estelionato, quando sem violência, poderá responder a uma pena de reclusão de 1 a 5 anos — se for praticado contra idosos, a pena dobra para até 10 anos. "O crime está no art. 171 do Código Penal e só será processado se houver pedido expresso da vítima, salvo se a vitima for criança, adolescente, deficiente mental ou incapaz, maior de 70 anos ou conta a administração pública", explica Diego.

"Quando se trata de alguém/farsante se passando por terceiro e constrangendo a vítima e entregar algum objeto ou valor para deixar que proceder alguma representação, o crime poderá ser o de Extorsão, previsto no art. 158, caput, do Código Penal, com pena de reclusão de 4 a 10 anos. Nesse caso, não necessita de representação da vítima, portanto recomenda-se nesta oportunidade se dirigir até a delegacia de policia física ou online e registrar a ocorrência", finaliza o advogado criminalista.

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Por Dyessica Abadi

O esquema é antigo, mas o que muda são as formas de aplicação. Recentemente, golpistas têm clonado o número e/ou a foto de perfil de Whatsapp das pessoas para aplicar golpes na rede de contatos do aplicativo. O criminoso envia mensagens para amigos e familiares se passando pela vítima e pedindo dinheiro emprestado. Também foram registrados casos em que os criminosos se passam por autoridades públicas e pedem valores para arquivar procedimentos.

“Eu precisava fazer um pagamento, consegue fazer pra mim? Amanhã eu te transfiro de volta”

Existem vários tipos de golpes. Com relação ao Whatsapp, há a situação dos criminosos clonarem o número da pessoa e também há outra situação em que eles usam a foto da vítima para criar uma outra conta, com um novo número de telefone. “Em ambas situações os golpistas se passam pela vítima e entram em contato com pessoas conhecidas para solicitar valores. Geralmente o estelionatário usa uma situação de urgência para que consiga o intento o quanto antes”, explica o delegado da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Araranguá, Thiago Reis.

Golpistas perguntam, inclusive, qual aplicativo de banco você utiliza no celular. Foto: Divulgação/Portal W3

Criminosos justificam pedido e questionam se não tem limite de cheque especial. Foto: Divulgação/Portal W3

O delegado Thiago Reis explica que, apesar de existir variações desse golpe, a regra geral é sempre se certificar com a pessoa através de ligação ou vídeo. “Às vezes a pessoa na pressa e na vontade de ajudar acaba não tomando os cuidados necessários e liberando determinados valores para os criminosos. Então, a regra geral é que se certifique primeiro se realmente está falando com aquela pessoa. Têm várias formas de fazer isso, como pela ligação, ou por vídeo chamada”, aconselha.

Outro golpe usa imagem de policiais para extorquir vítimas

Outra prática também vem crescendo nos últimos meses. Golpistas criam uma conta de WhatsApp falsa, com a foto de uma mulher jovem, interessada em relacionamentos sexuais à distância. As vítimas trocam fotos íntimas com esse perfil e, mais tarde, são extorquidas por criminosos que se passam por delegado responsável pela investigação de pedofilia.

O responsável pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Araranguá explica que, depois da vítima enviar as fotos íntimas, uma outra conta falsa de Whatsapp ameaça a vítima alegando crime de pedofilia e exigindo dinheiro em troca. “Às vezes o golpista até se passa por policiais e a vítima se sente bem acuada e muitas vezes acaba dando aquilo que o estelionatário quer”, conta o delegado Thiago Reis.

Cai nesse golpe. O que eu faço?

O advogado criminalista, Diego Campos Maciel, aconselha às vítima para que, assim que tomarem ciência do golpe, avisem por meio das redes sociais (Instragram, Facebook ou até mesmo status do Whatsapp) que há alguém se passando por elas e pedindo valores. Além disso, é necessário registrar um boletim de ocorrência, sendo vítima de tentativa de estelionato na Delegacia Online, relatando com detalhes quais pessoas (nome completo, CPF e telefone) receberam o contato. “É preciso narrar o que é pedido pelo farsante e apontar o numero utilizado por este”, destaca.

Abaixo seguem algumas dicas:

  • Comunicar nas redes sociais que estão utilizando sua imagem/numero para aplicar golpes;
  • Registrar um boletim de ocorrência;
  • Pedir para as pessoas que tiveram contato com o golpista bloquear imediatamente o farsante;

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Pena para crime pode ser de até 10 anos

Caso a vítima deseje representar criminalmente, o autor do delito de estelionato, quando sem violência, poderá responder a uma pena de reclusão de 1 a 5 anos — se for praticado contra idosos, a pena dobra para até 10 anos. “O crime está no art. 171 do Código Penal e só será processado se houver pedido expresso da vítima, salvo se a vitima for criança, adolescente, deficiente mental ou incapaz, maior de 70 anos ou conta a administração pública”, explica Diego.

“Quando se trata de alguém/farsante se passando por terceiro e constrangendo a vítima e entregar algum objeto ou valor para deixar que proceder alguma representação, o crime poderá ser o de Extorsão, previsto no art. 158, caput, do Código Penal, com pena de reclusão de 4 a 10 anos. Nesse caso, não necessita de representação da vítima, portanto recomenda-se nesta oportunidade se dirigir até a delegacia de policia física ou online e registrar a ocorrência”, finaliza o advogado criminalista.

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