Covid e o Impacto 19: Economia doméstica e novos nichos de mercado

A última matéria da série revela o comportamento da população da região da Amesc com a pandemia e algumas profissões que estarão em alta

A série que promoveu a discussão dos impactos causados pela pandemia na região da Amesc chega ao fim. Foram dezenove situações apontadas que afetaram, principalmente, o bolso do cidadão.

A escolha da quantidade de situações abordadas foi para associar ao nome da doença Covid-19, mas é claro, que muitas consequências devem ser sentidas em 2020 por conta do novo vírus, que mudou rotinas, desestabilizou a economia, e afetou as condições de saúde de centenas de pessoas em toda a região Sul Catarinense assim como no Mundo todo, sem falar nas mortes causadas que somam-se 3 no Vale do Araranguá.

Em recente enquete promovida pelo Portal W3, questionando como estão sendo os cuidados contra o Coronavírus, 54,09% das pessoas que participaram admitiram que tem tomado as devidas precauções. 38,99% votou na opção dos cuidados parciais, e 6,92% dos participantes assumiu que nenhum cuidado está sendo tomado.



Mas não é apenas a mudança de alguns hábitos como o uso de máscaras, o isolamento social e a necessidade de cuidados para não disseminar a doença que conseguimos identificar no momento, existem também mudanças de comportamentos relacionados à economia doméstica. A crise provocada pelo Coronavírus, mexeu na economia familiar e nossa reportagem pode confirmar a situação conversando com perfis diferentes de pessoas.

A nutricionista, Gislaine Cândido, mora em Criciúma e trabalha em Araranguá. Ela está isolada da família e amigos desde 15 de março, e por trabalhar em uma escola, as atividades seguem virtualmente. Foi no bolso a principal diferença sentida por ela neste período. “Estamos gastando menos, indo menos ao supermercado. Só para me deslocar ao trabalho gastava em torno de R$600,00 por mês com combustível. Também senti diferença no orçamento porque não estou frequentando salão de beleza e serviços de estética. A economia foi considerável”, disse.

O representante comercial, Fernando Correa, morador Balneário Gaivota, contabilizou neste mês uma economia de R$2 mil, e parte destes gastos eram direcionados com atividades para o lazer. “Tenho me dedicado menos a TV, mais leitura, mais internet e muito treinamento online. Só estou gastando com alimentação e gasolina para locomoção quando necessário”, contou.

 

Mudança de hábitos influencia nichos de mercado

 

Não se pode negar que com a mudança de alguns hábitos neste período de crise, principalmente do público consumidor, nichos de mercado passam a ganhar destaque. De acordo com o economista e especialista em finanças pessoais, Gean Duarte, a pandemia acelerou processos que estavam em desenvolvimento, mas que não eram colocados em prática na região -  considerada ainda conservadora em alguns aspectos.

Para ele, a forma de atuação de muitos profissionais estava ultrapassada e profissões como marketing digital e programação tendem ser valorizadas mesmo após a crise. Além disso, o economista acredita que algumas atividades em home office (escritório em casa) devem permanecer já que geram economia para empresas e empresários. “A pandemia tirou todos da zona de conforto e foi necessário colocar em prática aquilo que planejava. Eu mesmo sou exemplo disso: trabalhava mais presencialmente e tive que adaptar meus atendimentos com os clientes pela internet”, disse.

Duarte, que atende principalmente no município de Sombrio, também avalia com a sua experiência que os setores mais afetados com os novos hábitos serão transportes e a venda de combustíveis, justamente por que as pessoas devem priorizar os atendimentos delivery e posturas mais sustentáveis. “Não acredito que o mercado terá mudanças radicais depois da crise, mas existirão algumas mudanças porque a pandemia quebrou paradigmas e mostrou mais necessidade de refletir sobre o que realmente é necessário”.

Para finalizar, Duarte que tem um perfil no Instagram bem popular e que dá dicas de finanças pessoais, o @economistagean, aprofundou uma reflexão importante em tempos tão delicados. “As pessoas estavam vivendo para pagar um padrão de vida elevado que causa ansiedade. Neste período foi possível pensar no planejamento, na necessidade de viver mais com o essencial”.

 

A série que promoveu a discussão dos impactos causados pela pandemia na região da Amesc chega ao fim. Foram dezenove situações apontadas que afetaram, principalmente, o bolso do cidadão.

A escolha da quantidade de situações abordadas foi para associar ao nome da doença Covid-19, mas é claro, que muitas consequências devem ser sentidas em 2020 por conta do novo vírus, que mudou rotinas, desestabilizou a economia, e afetou as condições de saúde de centenas de pessoas em toda a região Sul Catarinense assim como no Mundo todo, sem falar nas mortes causadas que somam-se 3 no Vale do Araranguá.

Em recente enquete promovida pelo Portal W3, questionando como estão sendo os cuidados contra o Coronavírus, 54,09% das pessoas que participaram admitiram que tem tomado as devidas precauções. 38,99% votou na opção dos cuidados parciais, e 6,92% dos participantes assumiu que nenhum cuidado está sendo tomado.

Mas não é apenas a mudança de alguns hábitos como o uso de máscaras, o isolamento social e a necessidade de cuidados para não disseminar a doença que conseguimos identificar no momento, existem também mudanças de comportamentos relacionados à economia doméstica. A crise provocada pelo Coronavírus, mexeu na economia familiar e nossa reportagem pode confirmar a situação conversando com perfis diferentes de pessoas.

A nutricionista, Gislaine Cândido, mora em Criciúma e trabalha em Araranguá. Ela está isolada da família e amigos desde 15 de março, e por trabalhar em uma escola, as atividades seguem virtualmente. Foi no bolso a principal diferença sentida por ela neste período. “Estamos gastando menos, indo menos ao supermercado. Só para me deslocar ao trabalho gastava em torno de R$600,00 por mês com combustível. Também senti diferença no orçamento porque não estou frequentando salão de beleza e serviços de estética. A economia foi considerável”, disse.

O representante comercial, Fernando Correa, morador Balneário Gaivota, contabilizou neste mês uma economia de R$2 mil, e parte destes gastos eram direcionados com atividades para o lazer. “Tenho me dedicado menos a TV, mais leitura, mais internet e muito treinamento online. Só estou gastando com alimentação e gasolina para locomoção quando necessário”, contou.

 

Mudança de hábitos influencia nichos de mercado

 

Não se pode negar que com a mudança de alguns hábitos neste período de crise, principalmente do público consumidor, nichos de mercado passam a ganhar destaque. De acordo com o economista e especialista em finanças pessoais, Gean Duarte, a pandemia acelerou processos que estavam em desenvolvimento, mas que não eram colocados em prática na região –  considerada ainda conservadora em alguns aspectos.

Para ele, a forma de atuação de muitos profissionais estava ultrapassada e profissões como marketing digital e programação tendem ser valorizadas mesmo após a crise. Além disso, o economista acredita que algumas atividades em home office (escritório em casa) devem permanecer já que geram economia para empresas e empresários. “A pandemia tirou todos da zona de conforto e foi necessário colocar em prática aquilo que planejava. Eu mesmo sou exemplo disso: trabalhava mais presencialmente e tive que adaptar meus atendimentos com os clientes pela internet”, disse.

Duarte, que atende principalmente no município de Sombrio, também avalia com a sua experiência que os setores mais afetados com os novos hábitos serão transportes e a venda de combustíveis, justamente por que as pessoas devem priorizar os atendimentos delivery e posturas mais sustentáveis. “Não acredito que o mercado terá mudanças radicais depois da crise, mas existirão algumas mudanças porque a pandemia quebrou paradigmas e mostrou mais necessidade de refletir sobre o que realmente é necessário”.

Para finalizar, Duarte que tem um perfil no Instagram bem popular e que dá dicas de finanças pessoais, o @economistagean, aprofundou uma reflexão importante em tempos tão delicados. “As pessoas estavam vivendo para pagar um padrão de vida elevado que causa ansiedade. Neste período foi possível pensar no planejamento, na necessidade de viver mais com o essencial”.

 

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