Covid e o Impacto 16: como ficam as eleições municipais para 2020?

Mesmo tomando medidas de precaução, por enquanto, o TSE está mantendo a agenda intacta, cumprindo com o cronograma eleitoral

Por Dyessica Abadi


Previstas para ocorrerem entre o dia 4 (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno), os dias de votações são eventos que levam toda a população brasileira à sair de casa para realizar seu compromisso civil. Tendo em vista as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), eventos que causem aglomerações devem ser cancelados devido à alta taxa de transmissão do Covid-19. Neste cenário, o calendário eleitoral poderá sofrer grandes impactos — logo, as votações para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores ficam em xeque.

Entre outros impactos, o Presidente do Diretório Municipal do Partido Trabalhista (PT), Jair Anastácio, comenta que já houve interferência com relação ao prazo para filiações dos pré-candidatos. “Daqui pra frente iniciam os debates sobre possíveis alianças e definições dos candidatos a majoritária”, salienta. Logo, os partidos políticos deverão realizar suas articulações observando as orientações das autoridades de saúde competentes. “Fala-se em mudança na data de eleição, mas, até agora, não tem nada definido. Teremos que aguardar para ver como vai ser”, ressalta Jair Anastácio (PT).

Por outro lado, Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Ricardo Ghelere, não acredita que vá acontecer qualquer alteração nas datas eleitorais. “Estamos ainda em abril e faltam mais de cinco meses para as eleições. Creio que, em poucos dias, essa questão estará sob controle, desde que as pessoas sigam as recomendações dos órgãos de saúde”, salienta.

Países como Estados Unidos, França e Irã tiveram seus calendários eleitorais e eleições afetados. Na última quarta-feira, 15, eleitores da Coreia do Sul foram às urnas vestindo máscaras, luvas, mantendo distância um dos outros e tendo a temperatura checada ao chegar à seção eleitoral. O país ampliou o número de testes e adotou medidas mais severas de isolamento, a tempo de conter o rápido contágio da doença.

Entretanto, o Brasil ainda está muito longe da realidade sul coreana: o país segue fazendo testes apenas em casos mais graves e, em alguns lugares, o isolamento social segue sendo desrespeitado. Não suficiente, o ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), foi demitido do cargo nesta quinta-feira, 16. Em reunião online no dia 22 de março com prefeitos das capitais, ele anunciou que iria solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o adiamento das eleições, pelo menos, até dezembro.

Em Santa Catarina, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE-SC) trabalha seguindo o Calendário Eleitoral pré-estabelecido, dependem unicamente do posicionamento nacional da entidade. Aqui, a novidade é que estão sendo adotadas ações inovadoras relativas ao atendimento ao eleitor, com a implantação dos serviços remotos. Mesmo tomando medidas de precaução, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém a agenda intacta, por enquanto, cumprindo com o cronograma eleitoral.

Reuniões partidárias afetadas durante o isolamento social; Ambiente digital surge como alternativa para campanhas


Em Araranguá, o meio político já está sofrendo os impactos da crise mundial do Covid-19. Um dos efeitos foi em relação à proibição de reuniões, prejudicando as agendas partidárias.

O Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Ricardo Ghelere, comenta: “os partidos tiveram maior dificuldade para compor suas legendas, mas quem se articulou melhor dentro das limitações impostas conseguiu formar bons grupos”. Já o Presidente do Diretório Municipal do Partido Trabalhista (PT), Jair Anastácio, considera que houve limitações, mas que os recursos tecnológicos ajudaram na adequação. “De qualquer forma vivemos numa cidade que ainda nos permite conhecer a maioria das pessoas que temos relação e isso facilita o contato, mesmo que virtual”, pondera.
Os partidos terão que mudar a forma de fazer política. Usar mais as redes sociais a exemplo das últimas eleições”. Ricardo Ghelere, Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

As campanhas eleitorais têm seu início previsto para o dia 16 de agosto. Como não há, até então, previsão de retorno à normalidade, é possível que as visitas casa a casa dos candidatos sejam restringidas. “Nem todas as pessoas irão se dispor a receber candidatos em suas casas. Quem tiver mais criatividade de chegar na casa dos eleitores através das mídias, terá vantagem”, avalia Ricardo Ghelere (PRTB). A campanha eleitoral dentro do atual cenário poderá ser difícil para os políticos que prezam pelo contato. Nesse sentido, Jair Anastácio (PT) aponta: “as mídias digitais serão o grande elo entre o candidato e o eleitor e elas terão um papel mais que fundamental na campanha. É claro que o calor humano que vem do contato pessoal jamais será substituído, mas talvez esse seja o único meio”.
Honestamente, eu gostaria de ver uma população muito mais comprometida com as medidas de prevenção. Lamento que parte da população não tenha dado ainda a devida importância aos sérios riscos que essa  pandemia oferece a nossa saúde”. Jair Anastácio, Presidente do Diretório Municipal do Partido Trabalhista (PT).

Tendo em vista a questão da saúde e prevenção ao Coronavírus, Jair Anastácio (PT) salienta a necessidade de cobrança da população às autoridades políticas, mas salientando a necessidade de cada um cumprir com as suas obrigações. “Também temos que fazer a nossa parte. Neste momento, não pode existir intrigas partidárias. É momento de nos resguardarmos, juntarmos forças e, unidos, lutarmos contra esta pandemia. Somente assim, poderemos vencê-la”, finaliza.

Ricardo Ghelere, Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), entende que a administração pública está entre a cruz e a espada, com as tentativas de equilíbrio entre a proteção da saúde e a garantia do emprego e renda. “Impossível separar os dois. Qualquer decisão tomada pelos governantes irá desagradar uns a agradar outros. Acho que ninguém tem a fórmula correta para resolver essa situação”, salienta. Contudo, ele ainda acredita que o medo não pode ser maior que a esperança do brasileiro. “Devemos enfrentar essa situação e mostrar a força do nosso povo. Já passamos por vários vírus e a ciência sempre consegue achar uma solução. A vida tem que continuar, só que dessa vez com mais cuidados com higiene. Vamos vencer mais essa batalha”, conclui.

A redação do Portal W3 também entrou em contato com o Presidente do Diretório Municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Cesar Cesa, que, em poucas palavras, informou que “a situação ainda é muito nova, até mesmo para o mundo do científico, e que o trabalho dos partidos têm sido dificultado, mas que as eleições ocorrem em outubro, ou serão prorrogadas”. Também entramos em contato com o Presidente do Diretório Municipal do Partido Progressista (PP), Hilson Sasso, mas, até o final desta edição, não tivemos retorno.

Por Dyessica Abadi

Previstas para ocorrerem entre o dia 4 (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno), os dias de votações são eventos que levam toda a população brasileira à sair de casa para realizar seu compromisso civil. Tendo em vista as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), eventos que causem aglomerações devem ser cancelados devido à alta taxa de transmissão do Covid-19. Neste cenário, o calendário eleitoral poderá sofrer grandes impactos — logo, as votações para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores ficam em xeque.

Entre outros impactos, o Presidente do Diretório Municipal do Partido Trabalhista (PT), Jair Anastácio, comenta que já houve interferência com relação ao prazo para filiações dos pré-candidatos. “Daqui pra frente iniciam os debates sobre possíveis alianças e definições dos candidatos a majoritária”, salienta. Logo, os partidos políticos deverão realizar suas articulações observando as orientações das autoridades de saúde competentes. “Fala-se em mudança na data de eleição, mas, até agora, não tem nada definido. Teremos que aguardar para ver como vai ser”, ressalta Jair Anastácio (PT).

Por outro lado, Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Ricardo Ghelere, não acredita que vá acontecer qualquer alteração nas datas eleitorais. “Estamos ainda em abril e faltam mais de cinco meses para as eleições. Creio que, em poucos dias, essa questão estará sob controle, desde que as pessoas sigam as recomendações dos órgãos de saúde”, salienta.

Países como Estados Unidos, França e Irã tiveram seus calendários eleitorais e eleições afetados. Na última quarta-feira, 15, eleitores da Coreia do Sul foram às urnas vestindo máscaras, luvas, mantendo distância um dos outros e tendo a temperatura checada ao chegar à seção eleitoral. O país ampliou o número de testes e adotou medidas mais severas de isolamento, a tempo de conter o rápido contágio da doença.

Entretanto, o Brasil ainda está muito longe da realidade sul coreana: o país segue fazendo testes apenas em casos mais graves e, em alguns lugares, o isolamento social segue sendo desrespeitado. Não suficiente, o ex-Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), foi demitido do cargo nesta quinta-feira, 16. Em reunião online no dia 22 de março com prefeitos das capitais, ele anunciou que iria solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o adiamento das eleições, pelo menos, até dezembro.

Em Santa Catarina, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE-SC) trabalha seguindo o Calendário Eleitoral pré-estabelecido, dependem unicamente do posicionamento nacional da entidade. Aqui, a novidade é que estão sendo adotadas ações inovadoras relativas ao atendimento ao eleitor, com a implantação dos serviços remotos. Mesmo tomando medidas de precaução, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantém a agenda intacta, por enquanto, cumprindo com o cronograma eleitoral.

Reuniões partidárias afetadas durante o isolamento social; Ambiente digital surge como alternativa para campanhas

Em Araranguá, o meio político já está sofrendo os impactos da crise mundial do Covid-19. Um dos efeitos foi em relação à proibição de reuniões, prejudicando as agendas partidárias.

O Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Ricardo Ghelere, comenta: “os partidos tiveram maior dificuldade para compor suas legendas, mas quem se articulou melhor dentro das limitações impostas conseguiu formar bons grupos”. Já o Presidente do Diretório Municipal do Partido Trabalhista (PT), Jair Anastácio, considera que houve limitações, mas que os recursos tecnológicos ajudaram na adequação. “De qualquer forma vivemos numa cidade que ainda nos permite conhecer a maioria das pessoas que temos relação e isso facilita o contato, mesmo que virtual”, pondera.

Os partidos terão que mudar a forma de fazer política. Usar mais as redes sociais a exemplo das últimas eleições”. Ricardo Ghelere, Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

As campanhas eleitorais têm seu início previsto para o dia 16 de agosto. Como não há, até então, previsão de retorno à normalidade, é possível que as visitas casa a casa dos candidatos sejam restringidas. “Nem todas as pessoas irão se dispor a receber candidatos em suas casas. Quem tiver mais criatividade de chegar na casa dos eleitores através das mídias, terá vantagem”, avalia Ricardo Ghelere (PRTB). A campanha eleitoral dentro do atual cenário poderá ser difícil para os políticos que prezam pelo contato. Nesse sentido, Jair Anastácio (PT) aponta: “as mídias digitais serão o grande elo entre o candidato e o eleitor e elas terão um papel mais que fundamental na campanha. É claro que o calor humano que vem do contato pessoal jamais será substituído, mas talvez esse seja o único meio”.

Honestamente, eu gostaria de ver uma população muito mais comprometida com as medidas de prevenção. Lamento que parte da população não tenha dado ainda a devida importância aos sérios riscos que essa  pandemia oferece a nossa saúde”. Jair Anastácio, Presidente do Diretório Municipal do Partido Trabalhista (PT).

Tendo em vista a questão da saúde e prevenção ao Coronavírus, Jair Anastácio (PT) salienta a necessidade de cobrança da população às autoridades políticas, mas salientando a necessidade de cada um cumprir com as suas obrigações. “Também temos que fazer a nossa parte. Neste momento, não pode existir intrigas partidárias. É momento de nos resguardarmos, juntarmos forças e, unidos, lutarmos contra esta pandemia. Somente assim, poderemos vencê-la”, finaliza.

Ricardo Ghelere, Presidente do Diretório Municipal do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), entende que a administração pública está entre a cruz e a espada, com as tentativas de equilíbrio entre a proteção da saúde e a garantia do emprego e renda. “Impossível separar os dois. Qualquer decisão tomada pelos governantes irá desagradar uns a agradar outros. Acho que ninguém tem a fórmula correta para resolver essa situação”, salienta. Contudo, ele ainda acredita que o medo não pode ser maior que a esperança do brasileiro. “Devemos enfrentar essa situação e mostrar a força do nosso povo. Já passamos por vários vírus e a ciência sempre consegue achar uma solução. A vida tem que continuar, só que dessa vez com mais cuidados com higiene. Vamos vencer mais essa batalha”, conclui.

A redação do Portal W3 também entrou em contato com o Presidente do Diretório Municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Cesar Cesa, que, em poucas palavras, informou que “a situação ainda é muito nova, até mesmo para o mundo do científico, e que o trabalho dos partidos têm sido dificultado, mas que as eleições ocorrem em outubro, ou serão prorrogadas”. Também entramos em contato com o Presidente do Diretório Municipal do Partido Progressista (PP), Hilson Sasso, mas, até o final desta edição, não tivemos retorno.

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