Covid e o impacto 14: cancelamentos e remarcações na rede hoteleira catarinense

O cenário de pandemia mundial causado pelo Coronavírus colocou a população em isolamento social e em recessão o turismo no Extremo Sul catarinense

Por Dyessica Abadi


[caption id="attachment_60134" align="aligncenter" width="780"]Foto: Dyessica Abadi/Portal W3 Foto: Dyessica Abadi/Portal W3[/caption]

A região do Extremo Sul de Santa Catarina une belezas naturais que atraem turistas em qualquer época do ano: seja  verão, ou inverno, as praias e o cânions catarinenses são referências turísticas. Contudo, o cenário atual de pandemia mundial causado pelo Coronavírus colocou a população em isolamento social e, inevitavelmente, a economia entrou em retração. Dependendo do turismo como principal fonte de renda, hotéis e pousadas catarinenses passam por dificuldades.

Em Praia Grande, a Pousada Caminho dos Canyons oferece opções de hospedagem, atrações naturais e aventuras em um só lugar. A alta temporada do local se dá em dezembro até o Carnaval, mas, em junho e julho, também há uma grande procura devido ao inverno e as férias escolares. “Nosso maior impacto foi com os cancelamentos das reservas onde tivemos um número considerável de reservas com reembolso. Alguns casos conseguimos remarcar para outras datas”, comenta a proprietária, Cláudia Nunes.

 

[caption id="attachment_60136" align="aligncenter" width="1080"] Pousada Caminho dos Canyons, em Praia Grande/SC[/caption]

Localizado em Timbé do Sul, o hostel e pousada Vivenda da Mora também oferece atrativos para o ano inteiro, com opções de piscina e cachoeiras no verão e lareira e fogão a lenha no inverno. Moramei de Moraes Rocha, proprietária do negócio, afirma que, antes da pandemia, estavam lotados de sextas a domingo, com algumas reservas no meio da semana. “Agora, em tempos de Coronavírus, estamos há 30 dias sem reservas”, salienta. “Os impactos para o turismo na região dos cânions foram nos aspectos de demanda de hóspedes, mas, principalmente, a parada nos serviços públicos de projetos em turismo. O resultado: déficit econômico”, destaca Moramei de Moraes Rocha.

[caption id="attachment_60138" align="aligncenter" width="658"] Hostel e Pousada Vivenda da Mora, em Timbé do Sul/SC[/caption]

O Diretor de Turismo de Araranguá, Giovani Pereira da Rosa, o Gica, afirma que todos os setores do país foram afetados, mas que o turismo e os eventos foram automaticamente impactados e sofreram maiores prejuízos: “com baixas na prestação de serviços, houve a paralisação dos atrativos turísticos que envolvem pessoas e uma cadeia de ações produtivas do setor”, afirma. “Acreditamos que, após passar toda esta situação que estamos enfrentando, o setor tenderá a crescer no mercado interno econômico. Cidade e regiões turística serão contempladas com incentivos para o seu desenvolvimento”, conclui Giovani Pereira da Rosa.

Mesmo com liberação de retorno às atividades do Governo Estadual, proprietários prezam pela precaução


Na tarde de ontem, 14, o Ministério Público de Santa Catarina divulgou nota que dava continuidade ao impedimento de reservas na rede hoteleira por plataformas de hospedagem na Capital. Apesar de o setor hoteleiro ter sido liberado para voltar às atividades pelo Estado, o Município de Florianópolis manteve restrições que impediam o recebimento de novos hóspedes. Mesmo que a medida do Estado tenha liberado a hospedagem para outros municípios, a preferência dos proprietários tem sido a de resguardo. Estamos no Booking.com e no Airbnb, mas não temos reservas para o momento. Inclusive, as reservas de julho foram canceladas”, salienta Moramei de Moraes Rocha. Ela ainda completa: “a alternativa está sendo ofertar apenas para um casal por vez, além de reduzir os preços”.
Nós trabalhamos com o Booking e redes sociais. Atualmente, alguns empresários da rede hoteleira da cidade de Praia Grande decidiram que seria mais prudente mantermos as portas das pousadas fechadas até nos sentirmos mais seguros em receber nossos hóspedes. A princípio, estamos até o final de abril sem atender ao público, mas nos encontramos disponíveis nas redes sociais como Instagram, Facebook e Whatsapp. A procura está sendo esporádica, mas nossa região é muito requisitada — nossa cidade possui muitos lugares lindos o que atrai o público que gosta de trilhas e estar em meio a natureza”. Cláudia Nunes, proprietária da Pousada Caminho dos Canyons.

Proprietários buscam alternativas para seguimento dos negócios neste momento 


Seja oferecendo pacotes especiais para quando as vida retornar ao “normal”, seja reinventando pacotes turísticos. As empresas estão buscando formas de se manter neste momento, superando a falta de clientes e buscando alternativas efetivas — essa situação também se aplica ao setor hoteleiro. “Como a situação pegou todos de surpresa, acredito que teremos que nos reinventar, criar alternativas para atrair turistas. Nosso público são casais, então temos muitas ideias para colocarmos em prática. Temos muito a oferecer, nosso público gosta de romantismo e temos um atendimento totalmente personalizado o que nos diferencia”, afirma a dona da Pousada Caminho dos Canyons, Cláudia Nunes.

Atualmente, as urgências sociais impossibilitam o governo de buscar alternativas para o setor turístico do Extremo Sul catarinense. Contudo,  medidas deverão ser adotadas para proteger e incentivar o setor, que é uma das principais fontes econômicas da região. A proprietária do hostel e pousada Vivenda da Mora, Moramei de Moraes Rocha, acredita que o Governo possa auxiliar os empresários com ações simples, como divulgação e sinalizações. Por outro lado, Cláudia Nunes pontua a necessidade de apoio financeiro da administração pública. “Acredito que a melhor ajuda seria na parte de financiamentos para que possamos ter um capital de giro bom para mantermos a atividade e também para que possamos realizar as mudanças necessárias para passar por esta etapa tão difícil que estamos enfrentando”, salienta.

Atuando como profissional da área da saúde mental, a psicóloga Moramei de Moraes Rocha, aconselha às pessoas a busca pela reconexão com a natureza: “é importante tomar consciência da importância que é para saúde da humanidade, parar para refletir sobre como temos vivido nos últimos tempos”. Atualmente, uma das principais tags disseminadas nas redes sociais é a #FiqueEmCasa. “No momento atual, o melhor conselho seria que as pessoas ficassem em casa. Depois, temos que dar prioridade para o turismo local, para as empresas, comércio da nossa região para que assim consigamos passar por toda essa crise”, conclui Cláudia Nunes.

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Por Dyessica Abadi

Foto: Dyessica Abadi/Portal W3

Foto: Dyessica Abadi/Portal W3

A região do Extremo Sul de Santa Catarina une belezas naturais que atraem turistas em qualquer época do ano: seja  verão, ou inverno, as praias e o cânions catarinenses são referências turísticas. Contudo, o cenário atual de pandemia mundial causado pelo Coronavírus colocou a população em isolamento social e, inevitavelmente, a economia entrou em retração. Dependendo do turismo como principal fonte de renda, hotéis e pousadas catarinenses passam por dificuldades.

Em Praia Grande, a Pousada Caminho dos Canyons oferece opções de hospedagem, atrações naturais e aventuras em um só lugar. A alta temporada do local se dá em dezembro até o Carnaval, mas, em junho e julho, também há uma grande procura devido ao inverno e as férias escolares. “Nosso maior impacto foi com os cancelamentos das reservas onde tivemos um número considerável de reservas com reembolso. Alguns casos conseguimos remarcar para outras datas”, comenta a proprietária, Cláudia Nunes.

 

Pousada Caminho dos Canyons, em Praia Grande/SC

Localizado em Timbé do Sul, o hostel e pousada Vivenda da Mora também oferece atrativos para o ano inteiro, com opções de piscina e cachoeiras no verão e lareira e fogão a lenha no inverno. Moramei de Moraes Rocha, proprietária do negócio, afirma que, antes da pandemia, estavam lotados de sextas a domingo, com algumas reservas no meio da semana. “Agora, em tempos de Coronavírus, estamos há 30 dias sem reservas”, salienta. “Os impactos para o turismo na região dos cânions foram nos aspectos de demanda de hóspedes, mas, principalmente, a parada nos serviços públicos de projetos em turismo. O resultado: déficit econômico”, destaca Moramei de Moraes Rocha.

Hostel e Pousada Vivenda da Mora, em Timbé do Sul/SC

O Diretor de Turismo de Araranguá, Giovani Pereira da Rosa, o Gica, afirma que todos os setores do país foram afetados, mas que o turismo e os eventos foram automaticamente impactados e sofreram maiores prejuízos: “com baixas na prestação de serviços, houve a paralisação dos atrativos turísticos que envolvem pessoas e uma cadeia de ações produtivas do setor”, afirma. “Acreditamos que, após passar toda esta situação que estamos enfrentando, o setor tenderá a crescer no mercado interno econômico. Cidade e regiões turística serão contempladas com incentivos para o seu desenvolvimento”, conclui Giovani Pereira da Rosa.

Mesmo com liberação de retorno às atividades do Governo Estadual, proprietários prezam pela precaução

Na tarde de ontem, 14, o Ministério Público de Santa Catarina divulgou nota que dava continuidade ao impedimento de reservas na rede hoteleira por plataformas de hospedagem na Capital. Apesar de o setor hoteleiro ter sido liberado para voltar às atividades pelo Estado, o Município de Florianópolis manteve restrições que impediam o recebimento de novos hóspedes. Mesmo que a medida do Estado tenha liberado a hospedagem para outros municípios, a preferência dos proprietários tem sido a de resguardo. Estamos no Booking.com e no Airbnb, mas não temos reservas para o momento. Inclusive, as reservas de julho foram canceladas”, salienta Moramei de Moraes Rocha. Ela ainda completa: “a alternativa está sendo ofertar apenas para um casal por vez, além de reduzir os preços”.

Nós trabalhamos com o Booking e redes sociais. Atualmente, alguns empresários da rede hoteleira da cidade de Praia Grande decidiram que seria mais prudente mantermos as portas das pousadas fechadas até nos sentirmos mais seguros em receber nossos hóspedes. A princípio, estamos até o final de abril sem atender ao público, mas nos encontramos disponíveis nas redes sociais como Instagram, Facebook e Whatsapp. A procura está sendo esporádica, mas nossa região é muito requisitada — nossa cidade possui muitos lugares lindos o que atrai o público que gosta de trilhas e estar em meio a natureza”. Cláudia Nunes, proprietária da Pousada Caminho dos Canyons.

Proprietários buscam alternativas para seguimento dos negócios neste momento 

Seja oferecendo pacotes especiais para quando as vida retornar ao “normal”, seja reinventando pacotes turísticos. As empresas estão buscando formas de se manter neste momento, superando a falta de clientes e buscando alternativas efetivas — essa situação também se aplica ao setor hoteleiro. “Como a situação pegou todos de surpresa, acredito que teremos que nos reinventar, criar alternativas para atrair turistas. Nosso público são casais, então temos muitas ideias para colocarmos em prática. Temos muito a oferecer, nosso público gosta de romantismo e temos um atendimento totalmente personalizado o que nos diferencia”, afirma a dona da Pousada Caminho dos Canyons, Cláudia Nunes.

Atualmente, as urgências sociais impossibilitam o governo de buscar alternativas para o setor turístico do Extremo Sul catarinense. Contudo,  medidas deverão ser adotadas para proteger e incentivar o setor, que é uma das principais fontes econômicas da região. A proprietária do hostel e pousada Vivenda da Mora, Moramei de Moraes Rocha, acredita que o Governo possa auxiliar os empresários com ações simples, como divulgação e sinalizações. Por outro lado, Cláudia Nunes pontua a necessidade de apoio financeiro da administração pública. “Acredito que a melhor ajuda seria na parte de financiamentos para que possamos ter um capital de giro bom para mantermos a atividade e também para que possamos realizar as mudanças necessárias para passar por esta etapa tão difícil que estamos enfrentando”, salienta.

Atuando como profissional da área da saúde mental, a psicóloga Moramei de Moraes Rocha, aconselha às pessoas a busca pela reconexão com a natureza: “é importante tomar consciência da importância que é para saúde da humanidade, parar para refletir sobre como temos vivido nos últimos tempos”. Atualmente, uma das principais tags disseminadas nas redes sociais é a #FiqueEmCasa. “No momento atual, o melhor conselho seria que as pessoas ficassem em casa. Depois, temos que dar prioridade para o turismo local, para as empresas, comércio da nossa região para que assim consigamos passar por toda essa crise”, conclui Cláudia Nunes.

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