Covid e o Impacto 1: comércio agoniza

Região de Araranguá é representada por 69,63% por esta atividade. Comerciantes tentarão reerguer-se depois da crise

A primeira matéria da série que debaterá os 19 impactos que a crise provocada pelo Coronavírus na região do Extremo Sul Catarinense não poderia ser diferente: analisar o que o  Comércio está vivendo. Afinal, esta é a principal atividade no Vale, superando a Agricultura e Serviços.

O Comércio é responsável junto da Indústria, segundo o último levantamento do Movimento Econômico pela circulação de aproximadamente R$2 bilhões na Amesc. Representa 69,63% da atividade e o município de Araranguá concentra em torno de 83% da sua arrecadação com o Comércio. O que estes dados afirmam é a necessidade de buscar alternativas para que as consequências da crise e a suspensão das vendas presenciais no período de isolamento, não ultrapassem as questões envolvendo apenas a Saúde.

A comerciante, Gislaine Farias, tem uma boutique no Centro de Araranguá há dois anos. Ela calcula um prejuízo de R$20 mil no faturamento só neste mês de março. “Além dos encargos, aluguel da sala e os compromissos que teria neste mês, tem a questão da coleção nova de Inverno e as viagens para comprar novas peças. Meu prejuízo vai além da questão financeira”, disse.

Embora não tenha ainda o levantamento dos impactos causados, um shopping varejista de Sombrio que conta com 35 lojas, além de quiosques e praça de alimentação, se prepara para uma temporada difícil. Segundo o coordenador de marketing, Valdinei Nichele, não há dados ainda das perdas com a suspensão das atividades. “No momento, teremos que minimizar os prejuízos com redução de custos fixos e apostando em investimento em novos atrativos aos cliente”, antecipou algumas estratégias que serão adotadas pelo grupo.

Comerciários também preocupados

A crise vem sendo discutida também por quem depende diretamente do Comércio, os comerciários.  O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio no Vale do Araranguá, o Sitracom, que responde por aproximadamente 700 tralhadores, acredita que as demissões serão inevitáveis. “Suponho que o Comércio já está atendendo no limite máximo de trabalhadores. Sempre haverá um impacto principalmente em período de crise”, concordou o presidente, Joelson dos Santos. A sugestão da classe é criar mecanismos para que os postos de trabalho sejam mantidos. “Além da grande dificuldade neste cenário não tão confortável com a Covid - 19, as entidades tem que ter um boa relação para negociarmos algo que seja bom para ambas categorias. Tem que haver emprego para que haja consumo”, concluiu.

Ideia é reinventar

De acordo com o Sindilojas, que defende o interesse de 1200 lojistas no Vale, como é uma nova situação vivenciada pelo setor, não existe estimativa geral dos prejuízos no momento, mas a esperança é que alguns estabelecimentos não fechem em razão dos problemas gerados.   “Decisões precisam ser tomadas com cautela, estratégias e planos de ações são necessários, por isso, pedimos que os comerciantes conversem entre si, em cada região, indiferente do tamanho, formato ou seguimento do seu negócio. O momento é de criar novos caminhos para o comércio se reinventar.”, analisou a presidente da entidade, Giovana Oliveira.

A presidente da entidade também orienta que os comerciantes se atentem as alternativas que o governo dará para linhas de crédito, e invista em pesquisas junto aos órgãos relacionados ao setor como Fecomércio e o próprio Sindilojas que oferecem sugestões para alavancar os negócios. “Importante o lojista cuidar da saúde financeira de seu comércio, negociar com seus fornecedores e avaliar seus custos para manter seu caixa de forma sadia”.

Comércio volta na quarta, 01

O último decreto do governo do Estado libera o retorno das atividades do Comércio na próxima semana. A partir de quarta, 01, com algumas restrições e limitando o acesso dos consumidores no interior das lojas físicas, a rotina voltará aos poucos ser restabelecida. E neste aspecto é que o comerciante deve se ater, segundo o Sindilojas. “O empresário deve aproveitar esse momento para planejar, reorganizar, é um período de adaptação, e considere que ele pode se estender, pois não se trata apenas de economia, e sim de pessoas, de vidas, de quem amamos e queremos ter por perto”, ponderou a presidente do sindicato, Giovana.

 

A primeira matéria da série que debaterá os 19 impactos que a crise provocada pelo Coronavírus na região do Extremo Sul Catarinense não poderia ser diferente: analisar o que o  Comércio está vivendo. Afinal, esta é a principal atividade no Vale, superando a Agricultura e Serviços.

O Comércio é responsável junto da Indústria, segundo o último levantamento do Movimento Econômico pela circulação de aproximadamente R$2 bilhões na Amesc. Representa 69,63% da atividade e o município de Araranguá concentra em torno de 83% da sua arrecadação com o Comércio. O que estes dados afirmam é a necessidade de buscar alternativas para que as consequências da crise e a suspensão das vendas presenciais no período de isolamento, não ultrapassem as questões envolvendo apenas a Saúde.

A comerciante, Gislaine Farias, tem uma boutique no Centro de Araranguá há dois anos. Ela calcula um prejuízo de R$20 mil no faturamento só neste mês de março. “Além dos encargos, aluguel da sala e os compromissos que teria neste mês, tem a questão da coleção nova de Inverno e as viagens para comprar novas peças. Meu prejuízo vai além da questão financeira”, disse.

Embora não tenha ainda o levantamento dos impactos causados, um shopping varejista de Sombrio que conta com 35 lojas, além de quiosques e praça de alimentação, se prepara para uma temporada difícil. Segundo o coordenador de marketing, Valdinei Nichele, não há dados ainda das perdas com a suspensão das atividades. “No momento, teremos que minimizar os prejuízos com redução de custos fixos e apostando em investimento em novos atrativos aos cliente”, antecipou algumas estratégias que serão adotadas pelo grupo.

Comerciários também preocupados

A crise vem sendo discutida também por quem depende diretamente do Comércio, os comerciários.  O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio no Vale do Araranguá, o Sitracom, que responde por aproximadamente 700 tralhadores, acredita que as demissões serão inevitáveis. “Suponho que o Comércio já está atendendo no limite máximo de trabalhadores. Sempre haverá um impacto principalmente em período de crise”, concordou o presidente, Joelson dos Santos. A sugestão da classe é criar mecanismos para que os postos de trabalho sejam mantidos. “Além da grande dificuldade neste cenário não tão confortável com a Covid – 19, as entidades tem que ter um boa relação para negociarmos algo que seja bom para ambas categorias. Tem que haver emprego para que haja consumo”, concluiu.

Ideia é reinventar

De acordo com o Sindilojas, que defende o interesse de 1200 lojistas no Vale, como é uma nova situação vivenciada pelo setor, não existe estimativa geral dos prejuízos no momento, mas a esperança é que alguns estabelecimentos não fechem em razão dos problemas gerados.   “Decisões precisam ser tomadas com cautela, estratégias e planos de ações são necessários, por isso, pedimos que os comerciantes conversem entre si, em cada região, indiferente do tamanho, formato ou seguimento do seu negócio. O momento é de criar novos caminhos para o comércio se reinventar.”, analisou a presidente da entidade, Giovana Oliveira.

A presidente da entidade também orienta que os comerciantes se atentem as alternativas que o governo dará para linhas de crédito, e invista em pesquisas junto aos órgãos relacionados ao setor como Fecomércio e o próprio Sindilojas que oferecem sugestões para alavancar os negócios. “Importante o lojista cuidar da saúde financeira de seu comércio, negociar com seus fornecedores e avaliar seus custos para manter seu caixa de forma sadia”.

Comércio volta na quarta, 01

O último decreto do governo do Estado libera o retorno das atividades do Comércio na próxima semana. A partir de quarta, 01, com algumas restrições e limitando o acesso dos consumidores no interior das lojas físicas, a rotina voltará aos poucos ser restabelecida. E neste aspecto é que o comerciante deve se ater, segundo o Sindilojas. “O empresário deve aproveitar esse momento para planejar, reorganizar, é um período de adaptação, e considere que ele pode se estender, pois não se trata apenas de economia, e sim de pessoas, de vidas, de quem amamos e queremos ter por perto”, ponderou a presidente do sindicato, Giovana.

 

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