Com ou sem Bolsonaro, revolta continuará

Rolando Christian Coelho, 10/01/2018



“Quando jovem, eu queria ser rico e famoso para alcançar a felicidade plena. Este era meu sonho. Consegui as duas coisa, e também consegui descobrir que a felicidade plena não pode ser encontrada nem no dinheiro, nem na fama”.


Jim Carrey (1962) – Ator e comediante canadense



Com ou sem Bolsonaro, revolta continuará



A escancarada campanha para acabar com a imagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) me tem feito pensar sobre reais chances dele vencer a disputa eleitoral, com vistas à Presidência da República, neste ano. Para falar bem a verdade, nunca pensei que Bolsonaro fosse muito longe. Do meu ponto de vista, o candidato natural da direita, para derrubar Lula (PT), é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Não há como negar que uma dobradinha entre Alckmin e um político do PMDB do Nordeste seria praticamente imbatível, até porque Lula, sem o PMDB nordestino não passa de seus históricos 30%.


A voracidade com que a imprensa nacional tem se dedicado a desmantelar a pré-candidatura de Bolsonaro, no entanto, tem chamado a atenção. Lá em cima, no centro do poder, os caras não vivem de achismo. Eles possuem mecanismos muitos avançados de análise de pesquisas e de tendências eleitorais. São capazes de saber até mesmo em quem o eleitor vai votar, sem que este eleitor tenha sequer se decidido conscientemente ainda sobre seu voto. Os caras, de fato, são ninjas.


Tudo leva a crer que a investida contra Bolsonaro esteja acontecendo justamente porque se tenha percebido nele um candidato em potencial, com reais chances de vitória no pleito presidencial deste ano. Trata-se do mesmo modus operandi utilizado contra Lula e Brizola em 1989, e especificamente no petista em 1994, quando aconteceram massacres morais da mesma monta.


Não obstante a candidatura de Bolsonaro, o que precisa ser analisado é o que está por trás dela, ou melhor dizendo, o que ela representa. A grande verdade é que Bolsonaro nada mais é do que o melhor representante da indignação do povo brasileiro contra seus políticos tradicionais. Gostem ou não, o fato é que ele fala, e diz que fará, tudo aquilo que boa parte dos brasileiros já falam e gostariam de fazer, especialmente a chamada classe média branca. Mesma ‘elite’ que é avessa a desmandos e denúncias de corrupção. Não à toa Bolsonaro tem sido acusado de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e coisas do gênero. Na prática, querem jogá-lo contra seus principais apoiadores.


Acabar com um político não é nenhum pouco difícil e, por isto, Jair Bolsonaro de fato corre o risco de ser fulminado nos próximos meses. O grande abacaxi dos donos do poder, no entanto, não é nem acabar com Bolsonaro, mas sim com o sentimento de mudança real que ele representa, e, neste sentido, não há aqui qualquer juízo de valor.


O que os que querem acabar com Jair Bolsonaro precisam entender é que ele é apenas um instrumento, uma espécie de símbolo daqueles que são contra o que está posto no país. Ele representa um sentimento, e ninguém deixa de sentir meramente porque um objeto físico evapora. Com ou sem Bolsonaro, a revolta continuará.


Inacreditável


Depois de o Japão passar por um tsunami, engenheiros do país reconstruíram uma rodovia asfaltada de dez quilômetros inteirinha em apenas sete dias, com acostamento, sinalização e tudo mais. Aqui em nossa região empreiteira que ganhou licitação para recuperar a ponte sobre o rio Caverá, entre Sombrio e Balneário Gaivota, há seis meses não consegue arrumar as cabeceiras da bendita obra. Promessa da Agência do Desenvolvimento Regional era a de que ainda ontem uma ação emergencial seria feita no local. Bobo de quem acreditou. Nem mesmo o grave acidente automobilístico de segunda-feira à noite, no local, serviu para sensibilizar as autoridades competentes. Faltou o caixão funerário para que alguém se dignasse a tomar providências.


Freio de mão


Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (PMDB), diz que está dedicando os primeiros dias do ano a colocar os ‘pingos nos is’, no que diz respeito a gestão da prefeitura. Com graves problemas para fechar as contas do executivo nos dois últimos anos, Zênio parece obstinado a puxar ainda mais o freio de mão da gestão municipal, de modo a manter o pleno equilíbrio contábil das contas públicas da municipalidade. De acordo com ele, os cortes nas despesas precisarão continuar sendo feitos por um longo período, até que as despesas não ameacem mais as receitas do executivo. Na prática, mesmo fazendo só o básico, a Prefeitura de Sombrio tem um custo maior do que sua arrecadação. O custo operacional do setor da Saúde, e o crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo são considerados os grandes vilões da história.


Complicado


Reunião realizada ontem, na Câmara de Vereadores, para tratar da complexa situação envolvendo o grande número de andarilhos em Sombrio não contou com representantes da Assistência Social da municipalidade. No fim, os que eram para ter promovido o encontro sequer participaram da discussão que visa resolver o problema. Não havia também representantes da CDL, ainda que os comerciantes não se casem de reclamar do caos que se transformou o centro da cidade por conta da presença da grande quantidade de pedintes. De fato fica difícil organizar uma sociedade e os próprios representantes da sociedade não se mobilizam em torno de suas demandas. A não ser que alguém está crendo que os problemas se esvaem por conta própria.


Balneabilidade


Pela primeira vez, em muitos anos, a quase totalidade das praias de nossa região se mostraram aptas para o banho, de acordo com a Fatma, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina. Pontos que historicamente são críticos, como a Foz do Arroio, em Balneário Arroio do Silva, e a Foz do Arroio do Gildo, em Balneário Gaivota, estão aptas a balneabilidade. Dos dez pontos auferidos pela Fatma, em Araranguá, Arroio do Silva, Gaivota e Passo de Torres, apenas o Braço do Rio Morto, em Passo, apresentou problemas de poluição. Trata-se de um ponto, de fato, bastante crítico, pois é ali que se dá o encontro das águas do rio Mampituba com o mar. Mesmo rio que, infelizmente, é vitimado por uma grande carga de agrotóxicos em função de atividades rurais em municípios como São João do Sul, Praia Grande, Torres (RS) e Mampituba (RS).


“Quando jovem, eu queria ser rico e famoso para alcançar a felicidade plena. Este era meu sonho. Consegui as duas coisa, e também consegui descobrir que a felicidade plena não pode ser encontrada nem no dinheiro, nem na fama”.

Jim Carrey (1962) – Ator e comediante canadense

Com ou sem Bolsonaro, revolta continuará

A escancarada campanha para acabar com a imagem do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) me tem feito pensar sobre reais chances dele vencer a disputa eleitoral, com vistas à Presidência da República, neste ano. Para falar bem a verdade, nunca pensei que Bolsonaro fosse muito longe. Do meu ponto de vista, o candidato natural da direita, para derrubar Lula (PT), é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Não há como negar que uma dobradinha entre Alckmin e um político do PMDB do Nordeste seria praticamente imbatível, até porque Lula, sem o PMDB nordestino não passa de seus históricos 30%.

A voracidade com que a imprensa nacional tem se dedicado a desmantelar a pré-candidatura de Bolsonaro, no entanto, tem chamado a atenção. Lá em cima, no centro do poder, os caras não vivem de achismo. Eles possuem mecanismos muitos avançados de análise de pesquisas e de tendências eleitorais. São capazes de saber até mesmo em quem o eleitor vai votar, sem que este eleitor tenha sequer se decidido conscientemente ainda sobre seu voto. Os caras, de fato, são ninjas.

Tudo leva a crer que a investida contra Bolsonaro esteja acontecendo justamente porque se tenha percebido nele um candidato em potencial, com reais chances de vitória no pleito presidencial deste ano. Trata-se do mesmo modus operandi utilizado contra Lula e Brizola em 1989, e especificamente no petista em 1994, quando aconteceram massacres morais da mesma monta.

Não obstante a candidatura de Bolsonaro, o que precisa ser analisado é o que está por trás dela, ou melhor dizendo, o que ela representa. A grande verdade é que Bolsonaro nada mais é do que o melhor representante da indignação do povo brasileiro contra seus políticos tradicionais. Gostem ou não, o fato é que ele fala, e diz que fará, tudo aquilo que boa parte dos brasileiros já falam e gostariam de fazer, especialmente a chamada classe média branca. Mesma ‘elite’ que é avessa a desmandos e denúncias de corrupção. Não à toa Bolsonaro tem sido acusado de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e coisas do gênero. Na prática, querem jogá-lo contra seus principais apoiadores.

Acabar com um político não é nenhum pouco difícil e, por isto, Jair Bolsonaro de fato corre o risco de ser fulminado nos próximos meses. O grande abacaxi dos donos do poder, no entanto, não é nem acabar com Bolsonaro, mas sim com o sentimento de mudança real que ele representa, e, neste sentido, não há aqui qualquer juízo de valor.

O que os que querem acabar com Jair Bolsonaro precisam entender é que ele é apenas um instrumento, uma espécie de símbolo daqueles que são contra o que está posto no país. Ele representa um sentimento, e ninguém deixa de sentir meramente porque um objeto físico evapora. Com ou sem Bolsonaro, a revolta continuará.

Inacreditável

Depois de o Japão passar por um tsunami, engenheiros do país reconstruíram uma rodovia asfaltada de dez quilômetros inteirinha em apenas sete dias, com acostamento, sinalização e tudo mais. Aqui em nossa região empreiteira que ganhou licitação para recuperar a ponte sobre o rio Caverá, entre Sombrio e Balneário Gaivota, há seis meses não consegue arrumar as cabeceiras da bendita obra. Promessa da Agência do Desenvolvimento Regional era a de que ainda ontem uma ação emergencial seria feita no local. Bobo de quem acreditou. Nem mesmo o grave acidente automobilístico de segunda-feira à noite, no local, serviu para sensibilizar as autoridades competentes. Faltou o caixão funerário para que alguém se dignasse a tomar providências.

Freio de mão

Prefeito de Sombrio, Zênio Cardoso (PMDB), diz que está dedicando os primeiros dias do ano a colocar os ‘pingos nos is’, no que diz respeito a gestão da prefeitura. Com graves problemas para fechar as contas do executivo nos dois últimos anos, Zênio parece obstinado a puxar ainda mais o freio de mão da gestão municipal, de modo a manter o pleno equilíbrio contábil das contas públicas da municipalidade. De acordo com ele, os cortes nas despesas precisarão continuar sendo feitos por um longo período, até que as despesas não ameacem mais as receitas do executivo. Na prática, mesmo fazendo só o básico, a Prefeitura de Sombrio tem um custo maior do que sua arrecadação. O custo operacional do setor da Saúde, e o crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo são considerados os grandes vilões da história.

Complicado

Reunião realizada ontem, na Câmara de Vereadores, para tratar da complexa situação envolvendo o grande número de andarilhos em Sombrio não contou com representantes da Assistência Social da municipalidade. No fim, os que eram para ter promovido o encontro sequer participaram da discussão que visa resolver o problema. Não havia também representantes da CDL, ainda que os comerciantes não se casem de reclamar do caos que se transformou o centro da cidade por conta da presença da grande quantidade de pedintes. De fato fica difícil organizar uma sociedade e os próprios representantes da sociedade não se mobilizam em torno de suas demandas. A não ser que alguém está crendo que os problemas se esvaem por conta própria.

Balneabilidade

Pela primeira vez, em muitos anos, a quase totalidade das praias de nossa região se mostraram aptas para o banho, de acordo com a Fatma, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina. Pontos que historicamente são críticos, como a Foz do Arroio, em Balneário Arroio do Silva, e a Foz do Arroio do Gildo, em Balneário Gaivota, estão aptas a balneabilidade. Dos dez pontos auferidos pela Fatma, em Araranguá, Arroio do Silva, Gaivota e Passo de Torres, apenas o Braço do Rio Morto, em Passo, apresentou problemas de poluição. Trata-se de um ponto, de fato, bastante crítico, pois é ali que se dá o encontro das águas do rio Mampituba com o mar. Mesmo rio que, infelizmente, é vitimado por uma grande carga de agrotóxicos em função de atividades rurais em municípios como São João do Sul, Praia Grande, Torres (RS) e Mampituba (RS).

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