Blog Helena Colodel: 23/04/2020

Oi, meus amigos queridos! Tenho tantas dicas e informações para dividir com todos os meus leitores, mas como é o meu primeiro post, resolvi falar sobre o porquê me tornei uma atleta de fisiculturismo — razão pela qual muitas pessoas me perguntam isso.

Nos próximos posts, também estarei trazendo dicas importantes sobre vida fitness e esporte.

Acredito que a minha história pode incentivar e ajudar muitas mulheres que passam pelo mesmo problema que passei: a maldita depressão. Sofri por muito tempo de depressão e síndrome de pânico. Sentia dores insuportáveis, algo que sugava minhas energias, um sentimento de abafamento, desinteresse pela vida, dores de cabeça constantes, sensação de infarto, dormência na língua e inúmero outros sintomas. Era uma dor que não passava e eu só queria dormir e pensar em morrer. Muitos me julgavam, achavam que era frescura, riam de mim, não me ajudavam. Eu me sentia feia e com autoestima baixa, me enchia de remédios que amenizavam os sintomas, mas não tratavam a doença — isso que eu sempre fui uma pessoa super ativa e sempre mantive uma alimentação saudável, sempre treinava e praticava esportes. Quando eu estava no pico da depressão, muitas pessoas que eu amava se afastaram de mim, logo no momento em que eu mais precisava delas. Me senti só e sem rumo.

Procurei várias terapias, trocava de remédio: às vezes melhorava, às vezes piorava. Certo dia, comecei a pensar: "eu preciso vencer isso, e não vai ser ninguém que vai me ajudar, eu vou vencer sozinha" e comecei a me apegar em Deus. Um dia estava na academia e recebi um convite de um grande amigo meu, que vive e ama o fisiculturismo. Para mim, ele é o maior fisiculturista da região: Junior Rodrigues, mais conhecido como Maureca, que sabia do meu potencial e estava ciente sobre o processo doloroso que eu estava passando. O Maureca me apoiou e mostrou o que é ser um fisiculturista de verdade: comer nos horários certos, dormir nos horários certos, pesar sua comida, andar pra cima e pra baixo com marmitas, suplementos — enfim, ele me ensinou a ser uma verdadeira bodybuilder, pois, para mim bodybuilder é estilo de vida. Nós fomos para o primeiro campeonato da IFBBSC e foi algo mágico, pois este é um esporte pelo qual você luta com você mesma; É um esporte solitário. Comecei a me desafiar fisicamente e mentalmente e descobri que cada dia eu podia ser melhor, cada dia eu podia ser a minha melhor versão. Então eu descobri que a minha depressão era falta de amor próprio, falta de foco, falta de acreditar em mim.

Fui para alguns lugares do Brasil e, em São Paulo, treinei com o maior fisiculturista do país e do mundo, Fernando Sardinha, que me deu uma aula sobre o esporte e me ensinou técnicas de treinamento. O Sardinha também foi o meu coach no  campeonato SC fitness em 2019, em Itajaí. Nunca vou esquecer a sua frase: “ta passando mal, Heleninha? Vomita e volta”. Em Abril, fui para São Paulo no maior campeonato do mundo de fisiculturismo, o Arnold M, onde conheci muitos atletas famosos. Em Setembro, competi com a melhores atletas do Brasil no maior palco de Fisiculturismo do mundo, o Sardinhas Classic, e subi em 3 categorias. Agora, em Setembro deste ano, pretendo competir com a melhor versão de mim mesma, se Deus assim permitir. Todos nós, fisiculturistas, somos diferentes, pois temos uma capacidade incrível de nos superamos a cada dia. O fisiculturismo me curou — descobri uma pessoa em mim que jamais tinha conhecido. Hoje, não tomo nenhuma medicação e estou completamente curada, feliz e com um amor por Deus que não sei explicar. Passar pelas coisas que passamos para chegar ao corpo ideal que a categoria exige, com praticamente zero percentual de gordura, passando fome, sede e se manter focado, é algo inexplicável — foi onde eu descobri que posso controlar a minha mente.

Infelizmente, não temos ajuda dos governantes para as competições, pois é um esporte caro e muitas pessoas não dão o devido valor.

Então, meu amigos, o que eu quero passar neste primeiro post é que a depressão é uma doença horrível, mas eu descobri que, no meu caso, era falta de foco e amor próprio. Bastou eu olhar e dizer a mim mesma: "eu vou subir e dar o melhor de mim, e se não conseguir, volto no próximo campeonato mais focada". Procure focar-se, amar-se, faça tudo aquilo que te faça feliz, não deixe sua mente te dominar — você é que tem que dominar ela! E nunca deixe alguém dizer que você não pode, pois você pode sim, da mesma forma como eu consegui.

Um grande abraço e estou a disposição para ajudar a todos que querem sair da depressão ou até mesmo se tornarem atletas.

Helena Colodel.

 

Oi, meus amigos queridos! Tenho tantas dicas e informações para dividir com todos os meus leitores, mas como é o meu primeiro post, resolvi falar sobre o porquê me tornei uma atleta de fisiculturismo — razão pela qual muitas pessoas me perguntam isso.

Nos próximos posts, também estarei trazendo dicas importantes sobre vida fitness e esporte.

Acredito que a minha história pode incentivar e ajudar muitas mulheres que passam pelo mesmo problema que passei: a maldita depressão. Sofri por muito tempo de depressão e síndrome de pânico. Sentia dores insuportáveis, algo que sugava minhas energias, um sentimento de abafamento, desinteresse pela vida, dores de cabeça constantes, sensação de infarto, dormência na língua e inúmero outros sintomas. Era uma dor que não passava e eu só queria dormir e pensar em morrer. Muitos me julgavam, achavam que era frescura, riam de mim, não me ajudavam. Eu me sentia feia e com autoestima baixa, me enchia de remédios que amenizavam os sintomas, mas não tratavam a doença — isso que eu sempre fui uma pessoa super ativa e sempre mantive uma alimentação saudável, sempre treinava e praticava esportes. Quando eu estava no pico da depressão, muitas pessoas que eu amava se afastaram de mim, logo no momento em que eu mais precisava delas. Me senti só e sem rumo.

Procurei várias terapias, trocava de remédio: às vezes melhorava, às vezes piorava. Certo dia, comecei a pensar: “eu preciso vencer isso, e não vai ser ninguém que vai me ajudar, eu vou vencer sozinha” e comecei a me apegar em Deus. Um dia estava na academia e recebi um convite de um grande amigo meu, que vive e ama o fisiculturismo. Para mim, ele é o maior fisiculturista da região: Junior Rodrigues, mais conhecido como Maureca, que sabia do meu potencial e estava ciente sobre o processo doloroso que eu estava passando. O Maureca me apoiou e mostrou o que é ser um fisiculturista de verdade: comer nos horários certos, dormir nos horários certos, pesar sua comida, andar pra cima e pra baixo com marmitas, suplementos — enfim, ele me ensinou a ser uma verdadeira bodybuilder, pois, para mim bodybuilder é estilo de vida. Nós fomos para o primeiro campeonato da IFBBSC e foi algo mágico, pois este é um esporte pelo qual você luta com você mesma; É um esporte solitário. Comecei a me desafiar fisicamente e mentalmente e descobri que cada dia eu podia ser melhor, cada dia eu podia ser a minha melhor versão. Então eu descobri que a minha depressão era falta de amor próprio, falta de foco, falta de acreditar em mim.

Fui para alguns lugares do Brasil e, em São Paulo, treinei com o maior fisiculturista do país e do mundo, Fernando Sardinha, que me deu uma aula sobre o esporte e me ensinou técnicas de treinamento. O Sardinha também foi o meu coach no  campeonato SC fitness em 2019, em Itajaí. Nunca vou esquecer a sua frase: “ta passando mal, Heleninha? Vomita e volta”. Em Abril, fui para São Paulo no maior campeonato do mundo de fisiculturismo, o Arnold M, onde conheci muitos atletas famosos. Em Setembro, competi com a melhores atletas do Brasil no maior palco de Fisiculturismo do mundo, o Sardinhas Classic, e subi em 3 categorias. Agora, em Setembro deste ano, pretendo competir com a melhor versão de mim mesma, se Deus assim permitir. Todos nós, fisiculturistas, somos diferentes, pois temos uma capacidade incrível de nos superamos a cada dia. O fisiculturismo me curou — descobri uma pessoa em mim que jamais tinha conhecido. Hoje, não tomo nenhuma medicação e estou completamente curada, feliz e com um amor por Deus que não sei explicar. Passar pelas coisas que passamos para chegar ao corpo ideal que a categoria exige, com praticamente zero percentual de gordura, passando fome, sede e se manter focado, é algo inexplicável — foi onde eu descobri que posso controlar a minha mente.

Infelizmente, não temos ajuda dos governantes para as competições, pois é um esporte caro e muitas pessoas não dão o devido valor.

Então, meu amigos, o que eu quero passar neste primeiro post é que a depressão é uma doença horrível, mas eu descobri que, no meu caso, era falta de foco e amor próprio. Bastou eu olhar e dizer a mim mesma: “eu vou subir e dar o melhor de mim, e se não conseguir, volto no próximo campeonato mais focada”. Procure focar-se, amar-se, faça tudo aquilo que te faça feliz, não deixe sua mente te dominar — você é que tem que dominar ela! E nunca deixe alguém dizer que você não pode, pois você pode sim, da mesma forma como eu consegui.

Um grande abraço e estou a disposição para ajudar a todos que querem sair da depressão ou até mesmo se tornarem atletas.

Helena Colodel.

 

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