Cliente negro é espancado até a morte em Carrefour de Porto Alegre

Brutalidade aconteceu na véspera do Dia da Consciência Negra

Por Dyessica Abadi

Um homem negro foi espancado até a morte por um segurança e um PM temporário na porta do supermercado Carrefour em Porto Alegre, capital gaúcha, onde fazia compras. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira, 19, véspera do Dia da Consciência Negra, e foi precedido por uma discussão dentro do estabelecimento.

A vítima é João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. Conforme apurado pela GaúchaZH, a agressão aconteceu depois de um bate-boca entre a vítima e uma funcionária do supermercado. Ela chamou a segurança e os homens levaram o cliente para o estacionamento do local e o espancaram.

A esposa da vítima, Milena Borges Alves, acompanhava o marido no supermercado. Ela conta ao site GaúchaZH que o gesto que Freitas fez à funcionária do Carrefour não foi “nada de demais”. “Ele só fez assim com a mão (faz um gesto de sai, sai), nada demais, era um brincalhão”, disse.

Milena ainda aponta que o marido foi abordado por cinco pessoas que atuavam no supermercado e conduzido para o estacionamento. “Estava pagando no caixa. Ele desceu na minha frente. Quando cheguei já estava imobilizado. Ele pediu ajuda, quando fui os seguranças me empurraram”, disse ao site.

A esposa afirma que as últimas palavras do marido foram: “Milena me ajuda”. Contudo, ela foi impedida pelos agressores de se aproximar. “Seguiram com o pé em cima dele, e quando desmaiou, continuaram com o pé em cima dele”, contou a esposa.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tentou reanimar a vítima, mas Freitas morreu no estacionamento do Carrefour. O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Alegre, que trata o crime como homicídio qualificado. 

Não há informações se o PM temporário trabalhava ou não no Carrefour. Segundo depoimento de testemunhas, o policial fazia compras no supermercado e interviu na discussão. A Brigada Militar gaúcha informa que ele não trabalhava na função naquele momento.

Nota do Carrefour





"O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário. 




O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. 




Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais."



Nota da Brigada Militar





Imediatamente após ter sido acionada para atendimento de ocorrência em supermercado da Capital, a Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei.




Cabe destacar ainda que o PM Temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos. 




A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a Instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral.


Fonte: GaúchaZH

 Quer receber notícias pelo WhatsApp? Clique aqui

Por Dyessica Abadi

Um homem negro foi espancado até a morte por um segurança e um PM temporário na porta do supermercado Carrefour em Porto Alegre, capital gaúcha, onde fazia compras. O crime aconteceu na noite desta quinta-feira, 19, véspera do Dia da Consciência Negra, e foi precedido por uma discussão dentro do estabelecimento.

A vítima é João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. Conforme apurado pela GaúchaZH, a agressão aconteceu depois de um bate-boca entre a vítima e uma funcionária do supermercado. Ela chamou a segurança e os homens levaram o cliente para o estacionamento do local e o espancaram.

A esposa da vítima, Milena Borges Alves, acompanhava o marido no supermercado. Ela conta ao site GaúchaZH que o gesto que Freitas fez à funcionária do Carrefour não foi “nada de demais”. “Ele só fez assim com a mão (faz um gesto de sai, sai), nada demais, era um brincalhão”, disse.

Milena ainda aponta que o marido foi abordado por cinco pessoas que atuavam no supermercado e conduzido para o estacionamento. “Estava pagando no caixa. Ele desceu na minha frente. Quando cheguei já estava imobilizado. Ele pediu ajuda, quando fui os seguranças me empurraram”, disse ao site.

A esposa afirma que as últimas palavras do marido foram: “Milena me ajuda”. Contudo, ela foi impedida pelos agressores de se aproximar. “Seguiram com o pé em cima dele, e quando desmaiou, continuaram com o pé em cima dele”, contou a esposa.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) tentou reanimar a vítima, mas Freitas morreu no estacionamento do Carrefour. O crime é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Alegre, que trata o crime como homicídio qualificado. 

Não há informações se o PM temporário trabalhava ou não no Carrefour. Segundo depoimento de testemunhas, o policial fazia compras no supermercado e interviu na discussão. A Brigada Militar gaúcha informa que ele não trabalhava na função naquele momento.

Nota do Carrefour

“O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário. 

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente. 

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.”

Nota da Brigada Militar

Imediatamente após ter sido acionada para atendimento de ocorrência em supermercado da Capital, a Brigada Militar foi ao local e prendeu todos os envolvidos, inclusive o PM temporário, cuja conduta fora do horário de trabalho será avaliada com todos os rigores da lei.

Cabe destacar ainda que o PM Temporário não estava em serviço policial, uma vez que suas atribuições são restritas, conforme a legislação, à execução de serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio ou instrumento congênere, guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios públicos. 

A Brigada Militar, como instituição dedicada à proteção e à segurança de toda a sociedade, reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos e garantias fundamentais, e seu total repúdio a quaisquer atos de violência, discriminação e racismo, intoleráveis e incompatíveis com a doutrina, missão e valores que a Instituição pratica e exige de seus profissionais em tempo integral.

Fonte: GaúchaZH

 Quer receber notícias pelo WhatsApp? Clique aqui

Compartilhe

Voltar às notícias