Blog Rosane Machado: canetas coloridas e camisetas pretas

Coluna Rosane, 11/11/2019

Quando eu era criança minha família não tinha uma condição financeira muito boa. Meu pai lutava muito para nos dar tudo o que conseguimos até hoje. Não somos descendentes de famílias de nome ou de riqueza, mas todos nós herdamos a honestidade e a determinação para o trabalho. Ou seja, ralamos muito.


            E aí que quando eu era criança pequena lá no Rio Grande do Sul, não tinha enciclopédia cara, pegava livros na biblioteca. Não tinha tantas canetinhas e lápis coloridos como meus colegas mais abonados. Resultado? Hoje tenho mais livros do que conseguiria ler em apenas uma encarnação e vivo comprando canetinhas e material de papelaria.


            Querem me ver feliz? Larguem-me na maior papelaria da cidade, na lojinha que vende trecos de escritório e bobicinhas perto da faculdade... Fico mais feliz do que pinto no lixo. Tudo para mim é ou será útil. Se não for, dou um jeitinho.


            As canetas coloridas são o meu fraco, aliadas aos clipes igualmente variados. Caderninhos, cadernetas, agendas e planners são o sétimo céu. E o cheiro de papel novo me provoca um orgasmo olfativo que só é comparado ao que tenho quando sinto o cheiro do chocolate.


            Contudo o universo multicolor não chegou ao guarda-roupa. Sinto-me meio Johnny Bravo. Lembram? O personagem que só possuía calças jeans e camisetas pretas???? Para que perder tempo ao sair? A simplicidade e elegância de uma camiseta preta é imbatível. Talvez só seja vencida por uma branca sem nenhum detalhe ou uma cinza para ousar um pouco. As da Hering eram as mais legais, só que hoje (como as Havaianas) tem que se ter muita grana para ter uma meia dúzia.


            As coisas que eram extremamente baratas e consideradas 'do povo', hoje ganharam status! Hoje uma Havaiana custa mais de 30 reais e suas 'imitações conseguem ter um preço salgadinho também. A qualidade não é tão discutível porque ter algo que dure mais que dois anos entedia.


            Há pessoas que compram peças caras para que sejam eternas. Eu? Deus me livre. Quero usar, bater à vontade sem peso na consciência. Se durar muito e eu enjoar? Posso doá-las (frisando que tem de estar em bom estado, claro, ridículo pessoas que doam roupas rasgadas, puídas, manchadas...).


            Roupas e calçados foram feitos para circular. Guarda-roupa não é caixa-forte, não é algo imutável, tem de haver circulação e inovação. Mesmo que a gente pareça usar sempre o mesmo tipo de roupa, afinal é estilo, certo?


            Camisetas com dizeres interessantes, bizarros ou sugestivos também são bem-vindas. Atualmente cada um tem seu estilo e ser diferente do outro é o que mais me agrada.


            Viva a diversidade na moda. Viva as camisetinhas (mesmo sua infinidade em preto) de menos de 20 reais. Vá que o mundo acabe amanhã e eu não tenha tempo de adquirir uma brusinha para o evento? Sempre haverá uma opção guardadinha pro ensejo.

Quando eu era criança minha família não tinha uma condição financeira muito boa. Meu pai lutava muito para nos dar tudo o que conseguimos até hoje. Não somos descendentes de famílias de nome ou de riqueza, mas todos nós herdamos a honestidade e a determinação para o trabalho. Ou seja, ralamos muito.

            E aí que quando eu era criança pequena lá no Rio Grande do Sul, não tinha enciclopédia cara, pegava livros na biblioteca. Não tinha tantas canetinhas e lápis coloridos como meus colegas mais abonados. Resultado? Hoje tenho mais livros do que conseguiria ler em apenas uma encarnação e vivo comprando canetinhas e material de papelaria.

            Querem me ver feliz? Larguem-me na maior papelaria da cidade, na lojinha que vende trecos de escritório e bobicinhas perto da faculdade… Fico mais feliz do que pinto no lixo. Tudo para mim é ou será útil. Se não for, dou um jeitinho.

            As canetas coloridas são o meu fraco, aliadas aos clipes igualmente variados. Caderninhos, cadernetas, agendas e planners são o sétimo céu. E o cheiro de papel novo me provoca um orgasmo olfativo que só é comparado ao que tenho quando sinto o cheiro do chocolate.

            Contudo o universo multicolor não chegou ao guarda-roupa. Sinto-me meio Johnny Bravo. Lembram? O personagem que só possuía calças jeans e camisetas pretas???? Para que perder tempo ao sair? A simplicidade e elegância de uma camiseta preta é imbatível. Talvez só seja vencida por uma branca sem nenhum detalhe ou uma cinza para ousar um pouco. As da Hering eram as mais legais, só que hoje (como as Havaianas) tem que se ter muita grana para ter uma meia dúzia.

            As coisas que eram extremamente baratas e consideradas ‘do povo’, hoje ganharam status! Hoje uma Havaiana custa mais de 30 reais e suas ‘imitações conseguem ter um preço salgadinho também. A qualidade não é tão discutível porque ter algo que dure mais que dois anos entedia.

            Há pessoas que compram peças caras para que sejam eternas. Eu? Deus me livre. Quero usar, bater à vontade sem peso na consciência. Se durar muito e eu enjoar? Posso doá-las (frisando que tem de estar em bom estado, claro, ridículo pessoas que doam roupas rasgadas, puídas, manchadas…).

            Roupas e calçados foram feitos para circular. Guarda-roupa não é caixa-forte, não é algo imutável, tem de haver circulação e inovação. Mesmo que a gente pareça usar sempre o mesmo tipo de roupa, afinal é estilo, certo?

            Camisetas com dizeres interessantes, bizarros ou sugestivos também são bem-vindas. Atualmente cada um tem seu estilo e ser diferente do outro é o que mais me agrada.

            Viva a diversidade na moda. Viva as camisetinhas (mesmo sua infinidade em preto) de menos de 20 reais. Vá que o mundo acabe amanhã e eu não tenha tempo de adquirir uma brusinha para o evento? Sempre haverá uma opção guardadinha pro ensejo.

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