Blog Rosane Machado: caneta azul e a infelicidade humana

Coluna Rosane, 04/11/2019

Nos negamos a admitir que coisas extremamente bobas viralizem, tornem-se grandes alavancas de sucesso para mortais de uma música só. O cavalo encilhado passou e a pessoa pegou sem saber cavalgar, apenas foi como pena ao vento...um Forrest Gump ingênuo e despretensioso.


            Piadas na rede, memes, gente achando o ridículo ao cubo... porém, tudo que pipoca de novo acaba um 'piruá' depois da festa (aquele milho que não estoura)! E a gente esquece e, daqui a pouco, outra coisa invade o nosso PC feito um vírus.


            O problema maior é que o hit da hora gruda feito chiclete e a gente fica cantarolando sem querer. E quando a gente só lembra de um pedaço???? Aí repete ele até a exaustão não querendo repetir.


            Não adianta ficar alegando que há tanto artista com mais talento que nunca foi reconhecido. O que chama a atenção é o inusitado, o rudimentar da gravação e a simplicidade do pseudocantor. O rapazito ganhou até cachê de uma faculdade pra fazer comercial pra prova do ENEM dando ênfase que nela a caneta não é azul, mas preta.


            A gente acaba por rir, achar que a sacada foi bem oportunista e que será provavelmente mais um "Taca-lhe pau, Marco véio!" E, parodiando Vinícius, 'que seja engraçado enquanto dure posto que é passageiro'...


            E quando sucessos viralizam e se transformam em memes? Lembram de "O Nome dela é Jennifer" do precocemente falecido Gabriel Diniz? Transformou-se em meme de tudo quanto é jeito. Inclusive Bart Simpsom cantou!


            Lembram do "Rusbé"? Uma brincadeira com "Who is Bad" de Michael Jackson! Virou sinônimo de algo ou alguém ser do mal e contagiou a todos!


            E “Juntos e Shalow Now”? Paula Fernandes conseguiu mais notoriedade do que até então possuía dividindo o público entre os que gostaram da tradução do hit americano e dos que lamentaram falta de criatividade pra versão brasileira.


            Contudo o que mais contamina a nossa rede é a infelicidade humana que se ocupa da vida alheia para necrosar a alegria de outrem. Pessoas que estão à espreita com o único intuito de criticar algo que você faz ou posta.


            Vida vazia que se ocupa de invejar a grama do vizinho e deixar a sua secar ou criar erva daninha. Porque olhar muito para fora faz com que não exista mais nada por dentro.


          Os dias passam rápido, o ano vem chegando ao fim, daqui a pouco Simone surge cantando 'o que você fez?' e qual será a sua resposta? E as determinações de ano novo? E as promessas nunca cumpridas? E a dieta? É muita coisa para se preocupar, não? Porém, a preocupação crucial creio ser uma só: qual conta pagar em primeiro lugar com o décimo terceiro? Ah, só orando mesmo.

Nos negamos a admitir que coisas extremamente bobas viralizem, tornem-se grandes alavancas de sucesso para mortais de uma música só. O cavalo encilhado passou e a pessoa pegou sem saber cavalgar, apenas foi como pena ao vento…um Forrest Gump ingênuo e despretensioso.

            Piadas na rede, memes, gente achando o ridículo ao cubo… porém, tudo que pipoca de novo acaba um ‘piruá’ depois da festa (aquele milho que não estoura)! E a gente esquece e, daqui a pouco, outra coisa invade o nosso PC feito um vírus.

            O problema maior é que o hit da hora gruda feito chiclete e a gente fica cantarolando sem querer. E quando a gente só lembra de um pedaço???? Aí repete ele até a exaustão não querendo repetir.

            Não adianta ficar alegando que há tanto artista com mais talento que nunca foi reconhecido. O que chama a atenção é o inusitado, o rudimentar da gravação e a simplicidade do pseudocantor. O rapazito ganhou até cachê de uma faculdade pra fazer comercial pra prova do ENEM dando ênfase que nela a caneta não é azul, mas preta.

            A gente acaba por rir, achar que a sacada foi bem oportunista e que será provavelmente mais um “Taca-lhe pau, Marco véio!” E, parodiando Vinícius, ‘que seja engraçado enquanto dure posto que é passageiro’…

            E quando sucessos viralizam e se transformam em memes? Lembram de “O Nome dela é Jennifer” do precocemente falecido Gabriel Diniz? Transformou-se em meme de tudo quanto é jeito. Inclusive Bart Simpsom cantou!

            Lembram do “Rusbé”? Uma brincadeira com “Who is Bad” de Michael Jackson! Virou sinônimo de algo ou alguém ser do mal e contagiou a todos!

            E “Juntos e Shalow Now”? Paula Fernandes conseguiu mais notoriedade do que até então possuía dividindo o público entre os que gostaram da tradução do hit americano e dos que lamentaram falta de criatividade pra versão brasileira.

            Contudo o que mais contamina a nossa rede é a infelicidade humana que se ocupa da vida alheia para necrosar a alegria de outrem. Pessoas que estão à espreita com o único intuito de criticar algo que você faz ou posta.

            Vida vazia que se ocupa de invejar a grama do vizinho e deixar a sua secar ou criar erva daninha. Porque olhar muito para fora faz com que não exista mais nada por dentro.

          Os dias passam rápido, o ano vem chegando ao fim, daqui a pouco Simone surge cantando ‘o que você fez?’ e qual será a sua resposta? E as determinações de ano novo? E as promessas nunca cumpridas? E a dieta? É muita coisa para se preocupar, não? Porém, a preocupação crucial creio ser uma só: qual conta pagar em primeiro lugar com o décimo terceiro? Ah, só orando mesmo.

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