Buraco do Mariano completa um ano sem “comemoração”

Evento que cantaria "parabéns" para erosão às margens do Rio Araranguá foi cancelado; Local ainda permanece sem obras de reparo

Por Dyessica Abadi

Na última terça-feira, 19 de maio, a erosão às margens do Rio Araranguá que ficou popularmente conhecida como "Buraco do Mariano", em alusão ao atual chefe da gestão municipal, completou um ano. Marcado para acontecer às 15h neste sábado, 23, a "comemoração" organizada pelo grupo político Direita Araranguá convidava a população a se reunir na rua Rui Barbosa. Entretanto, o evento foi cancelado, pois iria contra as determinações de isolamento social do Covid-19.

Um ofício foi emitido pela Procuradoria Geral do Município (PGM) ao comando da 19ª Batalhão de Polícia Militar na terça-feira, 19, solicitando medidas preventivas que coibissem a aglomeração de pessoas no local indicado. De acordo com o organizador do evento e líder do Direita Araranguá, João Cechinel, o evento foi cancelado para evitar conflitos com a Prefeitura Municipal. "O objetivo era chamar atenção do poder executivo para com os riscos que o buraco pode causar e mesmo vem causando, tanto com riscos a vida, até mesmo na economia, pois muitos evitam transitar pelo local, afetando assim o comércio local", explica Cechinel.

O secretário de Planejamento, Indústria e Comercio de Araranguá, Francisco Diello, ressalta que o objetivo da Prefeitura era evitar a aglomeração de pessoas por conta do perigo de transmissão do Covid-19. "Não houve qualquer movimento judicial no sentido de impedir o 'evento'. Na verdade, as autoridades sanitárias, ou seja, Polícias Civis e Militar convidaram os responsáveis pelo evento e manifestaram a proibição da realização de aglomeração em razão da pandemia e a vedação da reunião de pessoas naquele local em razão da interdição", explicou Diello.

Por outro lado, João Cechinel, líder do Direita Araranguá, afirma que o posicionamento da prefeitura demonstra uma posição autoritária e sem embasamento jurídico. "Só mostra mais o desespero desta administração fraca, visto que as Polícias Civil e Militar, em uma reunião na ultima quinta feira, 21, me deixaram optar de fazer ou não o evento, mas como o MP queria um número quase que exato de participantes, e eu não conseguia mensurar, pois isso é impossível, optei por não fazer. É direito assegurado pela constituição, e sim poderíamos ter feito. Mas foi muito bom saber que as policias sabem disso e trabalham em cima da constituição" destacou Cechinel.

[caption id="attachment_61823" align="aligncenter" width="650"] Foto: Dyessica Abadi/Portal W3[/caption]

Obras de recuperação do trecho deveriam ter começado em maio


No final do mês passado, por meio de ação civil pública, o Ministério Público de Santa Catarina exigiu da Prefeitura Municipal a recuperação da erosão e pagamento de multa para reparação dos danos causados ao meio ambiente e à população. Em entrevista ao Portal W3 na época, o Prefeito Mariano Mazzuco afirmou que as obras de recuperação do local iriam iniciar em maio. Contudo, não há sinal de obras na via.

De acordo com o secretário de Planejamento, Francisco Diello, atualmente está sendo lançado um edital para compra dos matérias. "O modelo já foi definido pelo prefeito. Se a licitação não foi lançada no final da semana que passou, estará sendo lançado agora essa próxima semana", garantiu Diello.

Líder da Direita Araranguá diz que "problema vem de décadas"


A erosão é um problema municipal que está levando muito tempo para ser resolvido. Há ainda questões ambientais envolvidas na obra de recuperação e que geram situações burocráticas que atrasam os reparos. O representante do Direita Araranguá, João Cechinel, ressaltou a carga negativa simbólica do buraco para o município. "Sabemos que é um problema que vem de décadas, não é de agora, mas se for olhar o passado, está administração está lá a décadas também. Será que não conseguiu ainda mapear as áreas semelhantes a esta e mesmo esta que completa 1(um) ano e vai completar mais um pelo que tudo indica", questiona.

"Essa situação do buraco mostra o descaso do poder executivo com o povo Araranguaense, completando um ano de uma cratera, que virou piada para o próprio prefeito, e uma cratera que só aumenta e já causou vários danos físicos e material a transeuntes e com isso tudo, da para entender bem como a prefeitura leva a serio o comercio de Araranguá, pois quando digo comércio de Araranguá eu estou me referindo aos comércios, lojas, restaurantes e outros, que tem próximos a esse descaso", conclui Cechinel.

 





 

 

Por Dyessica Abadi

Na última terça-feira, 19 de maio, a erosão às margens do Rio Araranguá que ficou popularmente conhecida como “Buraco do Mariano”, em alusão ao atual chefe da gestão municipal, completou um ano. Marcado para acontecer às 15h neste sábado, 23, a “comemoração” organizada pelo grupo político Direita Araranguá convidava a população a se reunir na rua Rui Barbosa. Entretanto, o evento foi cancelado, pois iria contra as determinações de isolamento social do Covid-19.

Um ofício foi emitido pela Procuradoria Geral do Município (PGM) ao comando da 19ª Batalhão de Polícia Militar na terça-feira, 19, solicitando medidas preventivas que coibissem a aglomeração de pessoas no local indicado. De acordo com o organizador do evento e líder do Direita Araranguá, João Cechinel, o evento foi cancelado para evitar conflitos com a Prefeitura Municipal. “O objetivo era chamar atenção do poder executivo para com os riscos que o buraco pode causar e mesmo vem causando, tanto com riscos a vida, até mesmo na economia, pois muitos evitam transitar pelo local, afetando assim o comércio local”, explica Cechinel.

O secretário de Planejamento, Indústria e Comercio de Araranguá, Francisco Diello, ressalta que o objetivo da Prefeitura era evitar a aglomeração de pessoas por conta do perigo de transmissão do Covid-19. “Não houve qualquer movimento judicial no sentido de impedir o ‘evento’. Na verdade, as autoridades sanitárias, ou seja, Polícias Civis e Militar convidaram os responsáveis pelo evento e manifestaram a proibição da realização de aglomeração em razão da pandemia e a vedação da reunião de pessoas naquele local em razão da interdição”, explicou Diello.

Por outro lado, João Cechinel, líder do Direita Araranguá, afirma que o posicionamento da prefeitura demonstra uma posição autoritária e sem embasamento jurídico. “Só mostra mais o desespero desta administração fraca, visto que as Polícias Civil e Militar, em uma reunião na ultima quinta feira, 21, me deixaram optar de fazer ou não o evento, mas como o MP queria um número quase que exato de participantes, e eu não conseguia mensurar, pois isso é impossível, optei por não fazer. É direito assegurado pela constituição, e sim poderíamos ter feito. Mas foi muito bom saber que as policias sabem disso e trabalham em cima da constituição” destacou Cechinel.

Foto: Dyessica Abadi/Portal W3

Obras de recuperação do trecho deveriam ter começado em maio

No final do mês passado, por meio de ação civil pública, o Ministério Público de Santa Catarina exigiu da Prefeitura Municipal a recuperação da erosão e pagamento de multa para reparação dos danos causados ao meio ambiente e à população. Em entrevista ao Portal W3 na época, o Prefeito Mariano Mazzuco afirmou que as obras de recuperação do local iriam iniciar em maio. Contudo, não há sinal de obras na via.

De acordo com o secretário de Planejamento, Francisco Diello, atualmente está sendo lançado um edital para compra dos matérias. “O modelo já foi definido pelo prefeito. Se a licitação não foi lançada no final da semana que passou, estará sendo lançado agora essa próxima semana”, garantiu Diello.

Líder da Direita Araranguá diz que “problema vem de décadas”

A erosão é um problema municipal que está levando muito tempo para ser resolvido. Há ainda questões ambientais envolvidas na obra de recuperação e que geram situações burocráticas que atrasam os reparos. O representante do Direita Araranguá, João Cechinel, ressaltou a carga negativa simbólica do buraco para o município. “Sabemos que é um problema que vem de décadas, não é de agora, mas se for olhar o passado, está administração está lá a décadas também. Será que não conseguiu ainda mapear as áreas semelhantes a esta e mesmo esta que completa 1(um) ano e vai completar mais um pelo que tudo indica”, questiona.

“Essa situação do buraco mostra o descaso do poder executivo com o povo Araranguaense, completando um ano de uma cratera, que virou piada para o próprio prefeito, e uma cratera que só aumenta e já causou vários danos físicos e material a transeuntes e com isso tudo, da para entender bem como a prefeitura leva a serio o comercio de Araranguá, pois quando digo comércio de Araranguá eu estou me referindo aos comércios, lojas, restaurantes e outros, que tem próximos a esse descaso”, conclui Cechinel.

 

 

 

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