Blog Rosane Machado: QUEM VOCÊ É?

Esta é a última semana do Big Brother Brasil. É inevitável eu não assistir. Assisti ao primeiro, uma época paguei o 'pay-per-vew'... Ficava acordada de madrugada para assistir às festas, ver os barracos, os bafões... Certa vez revelei em um texto que me inscrevi por três vezes. Claro que não fui escolhida.

Hoje penso que não iria se me chamassem. Os valores mudam, apesar da carência financeira ser perene. Contudo tenho muitos compromissos aqui na vida real e pessoas que dependem de mim. Se eu me ausentasse, meus filhos peludos certamente adoeceriam. Mimados que são, comem apenas quando estou em casa e são minha sombra...

Porém, o texto não é sobre minhas tentativas sem êxito de me tornar uma eterna ex-BBB. Penso sim é no que nós realmente somos quando ninguém está olhando. Como agimos? Teríamos vergonha da exposição excessiva por não sermos tão virtuosos quanto pensamos ou encenamos ser?

Eu não sou virtuosa, entretanto levo comigo um ensinamento: tratar o outro como eu gostaria que me tratassem, mesmo que isto implique, às vezes, em ignorar a criatura. Afinal, quantas vezes você não desejou ser ignorado? Quantas vezes desejamos passar  despercebidos? Quantas vezes ser notado é um fardo?

Não estou aqui falando em fama, popularidade, falo em gente que cisma em fuxicar a vida da gente e nos julgar pelo que usamos, ou seja, como nos vestimos, o que elegemos como foco em nossas vidas... Somos julgados por coisas absurdas, até mesmo pela cor do cabelo ou por simplesmente gostarmos de um tipo de música.

Classificam-nos por usarmos tênis e não salto alto... ou salto alto e não tênis. Tudo é motivo pra rótulo. E aí quando chegamos em casa depois de transitarmos pelo palco do dia... quem realmente nós somos?

Quem é a pessoa que olha pra você no espelho? Você se orgulha do que se tornou? Imagine ficar sob câmeras 24 horas!!!!! Concluo que das duas uma: ou a pessoa é muito doida ou é muito segura de si. Ah, talvez nem pense e se deixe levar. O problema é o resultado de uma atitude impensada.

Será que a pessoa que me tornei faria aquela guria de 15 anos que fui se orgulhar? Somos o que somos, mas quando estamos fora dos holofotes. Fora do centro das atenções. Tirando a meleca do nariz, a calcinha que ficou enfiada... a colherada marota no feijão gelado na geladeira...

Ser espontâneo talvez seja um crime.

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Esta é a última semana do Big Brother Brasil. É inevitável eu não assistir. Assisti ao primeiro, uma época paguei o ‘pay-per-vew’… Ficava acordada de madrugada para assistir às festas, ver os barracos, os bafões… Certa vez revelei em um texto que me inscrevi por três vezes. Claro que não fui escolhida.

Hoje penso que não iria se me chamassem. Os valores mudam, apesar da carência financeira ser perene. Contudo tenho muitos compromissos aqui na vida real e pessoas que dependem de mim. Se eu me ausentasse, meus filhos peludos certamente adoeceriam. Mimados que são, comem apenas quando estou em casa e são minha sombra…

Porém, o texto não é sobre minhas tentativas sem êxito de me tornar uma eterna ex-BBB. Penso sim é no que nós realmente somos quando ninguém está olhando. Como agimos? Teríamos vergonha da exposição excessiva por não sermos tão virtuosos quanto pensamos ou encenamos ser?

Eu não sou virtuosa, entretanto levo comigo um ensinamento: tratar o outro como eu gostaria que me tratassem, mesmo que isto implique, às vezes, em ignorar a criatura. Afinal, quantas vezes você não desejou ser ignorado? Quantas vezes desejamos passar  despercebidos? Quantas vezes ser notado é um fardo?

Não estou aqui falando em fama, popularidade, falo em gente que cisma em fuxicar a vida da gente e nos julgar pelo que usamos, ou seja, como nos vestimos, o que elegemos como foco em nossas vidas… Somos julgados por coisas absurdas, até mesmo pela cor do cabelo ou por simplesmente gostarmos de um tipo de música.

Classificam-nos por usarmos tênis e não salto alto… ou salto alto e não tênis. Tudo é motivo pra rótulo. E aí quando chegamos em casa depois de transitarmos pelo palco do dia… quem realmente nós somos?

Quem é a pessoa que olha pra você no espelho? Você se orgulha do que se tornou? Imagine ficar sob câmeras 24 horas!!!!! Concluo que das duas uma: ou a pessoa é muito doida ou é muito segura de si. Ah, talvez nem pense e se deixe levar. O problema é o resultado de uma atitude impensada.

Será que a pessoa que me tornei faria aquela guria de 15 anos que fui se orgulhar? Somos o que somos, mas quando estamos fora dos holofotes. Fora do centro das atenções. Tirando a meleca do nariz, a calcinha que ficou enfiada… a colherada marota no feijão gelado na geladeira…

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