Blog Rosane Machado: QUE HISTÓRIA É ESTA, ROSANE?

Em meus tempos de Rio de Janeiro, tenho muitas histórias pra contar. Hoje me ocorreu uma de um casamento para o qual eu fui convidada pra ser madrinha. Meu ex-marido tinha muitos amigos e este casal, em particular, já convivia há anos. Um dia decidiram oficializar. Na gora pensei: não se mexe em time que está ganhando, mas...

Lá fui eu faceira alugar um vestido. Sim, alugar! Queria um bem bafônico, daqueles que a gente não compra porque não tem grana mesmo ou porque é tão incrível, que fica marcado pra sempre. Ou seja, a gente usa uma vez e se usar pela segunda, todo mundo vai dizer: adoro este vestido, lembro de quando usou como madrinha... Repetir roupa não é feio, mas eu não queria algo comum.

Entrei na loja de roupas de aluguel no Shopping Via Parque. Escolhi um vestido lindíssimo, roxo bofetada, sandálias prata, bolsa combinando e até as bijus. Achei-me maravilhosa dentro da roupa berinjela (chamavam assim na época, mas pra mim era roxo bofetada mesmo). Paguei um sinal e me comprometi a buscar na semana seguinte, quando seria o enlace.      Sonhava com as fotos, que maquiagem poderia fazer, até falei com o pessoal do salão que eu frequentava que precisaria de uma argamassa legal porque eu queria 'causar'!

Ansiosa continuei minha rotina: casa, trabalho, trabalho, casa... E em uma noite quando meu marido me buscou no trabalho, perguntou do vestido. Falei que estava ansiosíssima, porque ele era um arraso. Falei mais um vez na cor, nos acessórios... que, tirando a noiva, não teria pra mais ninguém (absurdamente pretensiosa).

Então ele me diz: "não haverá mais casamento!" O quê??? Como assim???? Sabia que tinham contratado bufê, alugado salão, que estava tudo praticamente pronto pro ensejo. E ele continuou me revelando o motivo: o noivo havia sumido e estava em local incerto e não sabido. Bateu um pavor, talvez. Oficializar, às vezes, acaba com o encanto... sei lá. Pensei: e agora? Como reaver meu sinal? E a vergonha?

Fui ao shopping, não havia passado uma semana (lembrei da cláusula de arrependimento do Código de Defesa do Consumidor), e entrei na loja. Perguntei se alguém havia buscado pelo meu roxinho básico. Tive resposta negativa. Aí revelei que não haveria mais casório, que eu precisava do sinal de volta e que estava constrangida com a situação. O gerente sorriu e disse que para mim era novidade, mas que eles colecionavam zilhões de casos assim. Até de um que um noivo fugira com uma madrinha e o pai da noiva fez festa sim, porque já havia pago tudo.

Consegui reaver o sinal, e a festa não houve. A noiva foi se consolar nos braços de um mancebo mais jovem que o antigo namorido e fim.

E continuo afirmando: não se mexe em time que está ganhando.

 

Em meus tempos de Rio de Janeiro, tenho muitas histórias pra contar. Hoje me ocorreu uma de um casamento para o qual eu fui convidada pra ser madrinha. Meu ex-marido tinha muitos amigos e este casal, em particular, já convivia há anos. Um dia decidiram oficializar. Na gora pensei: não se mexe em time que está ganhando, mas…

Lá fui eu faceira alugar um vestido. Sim, alugar! Queria um bem bafônico, daqueles que a gente não compra porque não tem grana mesmo ou porque é tão incrível, que fica marcado pra sempre. Ou seja, a gente usa uma vez e se usar pela segunda, todo mundo vai dizer: adoro este vestido, lembro de quando usou como madrinha… Repetir roupa não é feio, mas eu não queria algo comum.

Entrei na loja de roupas de aluguel no Shopping Via Parque. Escolhi um vestido lindíssimo, roxo bofetada, sandálias prata, bolsa combinando e até as bijus. Achei-me maravilhosa dentro da roupa berinjela (chamavam assim na época, mas pra mim era roxo bofetada mesmo). Paguei um sinal e me comprometi a buscar na semana seguinte, quando seria o enlace.      Sonhava com as fotos, que maquiagem poderia fazer, até falei com o pessoal do salão que eu frequentava que precisaria de uma argamassa legal porque eu queria ‘causar’!

Ansiosa continuei minha rotina: casa, trabalho, trabalho, casa… E em uma noite quando meu marido me buscou no trabalho, perguntou do vestido. Falei que estava ansiosíssima, porque ele era um arraso. Falei mais um vez na cor, nos acessórios… que, tirando a noiva, não teria pra mais ninguém (absurdamente pretensiosa).

Então ele me diz: “não haverá mais casamento!” O quê??? Como assim???? Sabia que tinham contratado bufê, alugado salão, que estava tudo praticamente pronto pro ensejo. E ele continuou me revelando o motivo: o noivo havia sumido e estava em local incerto e não sabido. Bateu um pavor, talvez. Oficializar, às vezes, acaba com o encanto… sei lá. Pensei: e agora? Como reaver meu sinal? E a vergonha?

Fui ao shopping, não havia passado uma semana (lembrei da cláusula de arrependimento do Código de Defesa do Consumidor), e entrei na loja. Perguntei se alguém havia buscado pelo meu roxinho básico. Tive resposta negativa. Aí revelei que não haveria mais casório, que eu precisava do sinal de volta e que estava constrangida com a situação. O gerente sorriu e disse que para mim era novidade, mas que eles colecionavam zilhões de casos assim. Até de um que um noivo fugira com uma madrinha e o pai da noiva fez festa sim, porque já havia pago tudo.

Consegui reaver o sinal, e a festa não houve. A noiva foi se consolar nos braços de um mancebo mais jovem que o antigo namorido e fim.

E continuo afirmando: não se mexe em time que está ganhando.

 

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