Blog Rosane Machado: Pelo menos, quase, Covid, abandonos…

Como a vida da gente é povoada de "pelo menos", "quase"... Não sei qual expressão é a mais broxante! Tudo soa a prêmio de consolação. E nem sempre a gente quer ser consolado. Queremos poder xingar um pouco, ficar indignados, culpar os outros. Pasmem: muitas vezes o outro é realmente o culpado.

Contudo, a vida segue e a sensação de que mais um ano se vai e parece que nem fizemos nada, apesar de termos feito tudo e um pouco mais, ainda é forte. O real ($) que queríamos guardar toda a semana pra termos aquela poupancinha de final de ano nunca é concretizado. As dívidas se acumulam mais que a gordura em nossa barriga... coisas de pandemia. Não digo somente as dívidas, mas certamente a gordura.

Fazer balanço do que se aprendeu, do que nos arrependemos e do que queremos mudar dá ranço. Sim, ranço. Sabem aquela camiseta que todo mundo usava e dava ranço também? Poderia ser minha segunda pele. Ranço de tudo e de todos...

Uma preguiça na alma de recomeçar, contudo há uma necessidade premente disso. Até invejo o Forrest Gump: ele se deixou levar pelos acontecimentos e tudo ocorreu da melhor forma possível.

Continuo meio enclausurada por amor aos meus e medo do Covid. Se sou trouxa por me cuidar? Prefiro ser trouxa sim. Filosofava com um querido amigo e ele me falou de um vírus mutante que poderia vir a nos surpreender. Um vírus darwiniano que vitimasse os burros. Não me julgo a suma inteligência, entretanto creio que pessoas desnecessárias que só fazem peso no planeta se escafederiam.

Imaginemos se este vírus fosse um vírus que separasse o joio do trigo... Imaginemos que a seleção natural estivesse acontecendo? No entanto, muita gente querida se foi... muita gente amada deixou de existir... a seleção natural é por demais cruel. Todavia o ser humano tem mostrado que a sua crueldade supera qualquer vírus mortal.

Os abandonos campeiam e quem tem de começar a arregaçar as mangas nada faz. Os abandonos fazem com que protetores se endividem e sofram cada vez mais e uma parcela de "bem nascidos escolhidos" nem se coça... Mais uma vez a ilusão venceu. Mais uma vez as moscas foram atraídas pelo mel de palavras vãs e de postagens mirabolantes.

Lembrei agora do Chapolim e se eu gritar: sigam-me os bons... creio que sua maioria será de cachorros... Eles sim são a bondade em essência. Ah, por eles sempre e torcendo que a Mega da Virada beneficie a mim e mais alguém que seja parceiro na causa. 

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Como a vida da gente é povoada de “pelo menos”, “quase”… Não sei qual expressão é a mais broxante! Tudo soa a prêmio de consolação. E nem sempre a gente quer ser consolado. Queremos poder xingar um pouco, ficar indignados, culpar os outros. Pasmem: muitas vezes o outro é realmente o culpado.

Contudo, a vida segue e a sensação de que mais um ano se vai e parece que nem fizemos nada, apesar de termos feito tudo e um pouco mais, ainda é forte. O real ($) que queríamos guardar toda a semana pra termos aquela poupancinha de final de ano nunca é concretizado. As dívidas se acumulam mais que a gordura em nossa barriga… coisas de pandemia. Não digo somente as dívidas, mas certamente a gordura.

Fazer balanço do que se aprendeu, do que nos arrependemos e do que queremos mudar dá ranço. Sim, ranço. Sabem aquela camiseta que todo mundo usava e dava ranço também? Poderia ser minha segunda pele. Ranço de tudo e de todos…

Uma preguiça na alma de recomeçar, contudo há uma necessidade premente disso. Até invejo o Forrest Gump: ele se deixou levar pelos acontecimentos e tudo ocorreu da melhor forma possível.

Continuo meio enclausurada por amor aos meus e medo do Covid. Se sou trouxa por me cuidar? Prefiro ser trouxa sim. Filosofava com um querido amigo e ele me falou de um vírus mutante que poderia vir a nos surpreender. Um vírus darwiniano que vitimasse os burros. Não me julgo a suma inteligência, entretanto creio que pessoas desnecessárias que só fazem peso no planeta se escafederiam.

Imaginemos se este vírus fosse um vírus que separasse o joio do trigo… Imaginemos que a seleção natural estivesse acontecendo? No entanto, muita gente querida se foi… muita gente amada deixou de existir… a seleção natural é por demais cruel. Todavia o ser humano tem mostrado que a sua crueldade supera qualquer vírus mortal.

Os abandonos campeiam e quem tem de começar a arregaçar as mangas nada faz. Os abandonos fazem com que protetores se endividem e sofram cada vez mais e uma parcela de “bem nascidos escolhidos” nem se coça… Mais uma vez a ilusão venceu. Mais uma vez as moscas foram atraídas pelo mel de palavras vãs e de postagens mirabolantes.

Lembrei agora do Chapolim e se eu gritar: sigam-me os bons… creio que sua maioria será de cachorros… Eles sim são a bondade em essência. Ah, por eles sempre e torcendo que a Mega da Virada beneficie a mim e mais alguém que seja parceiro na causa. 

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