Blog Rosane Machado: parabéns para nossa babá eletrônica

"Quando eu tinha uns 6 anos, lembro de nossa primeira televisão!"

Foto: Imagem de Vidmir Raic por Pixabay

Quando eu tinha uns 6 anos, lembro de nossa primeira televisão! Era em preto e branco e colocavámos aquele plástico de 3 cores pra fingir que era colorida: verde, azul e outra cor meio rosada ou marrom. Nossa, era um sucesso. Só que com as limpezas caseiras ele começou a ficar bem desbotado. Contudo nada superava a magia que era ficar em frente à telinha e assistir a filmes e novelas.

Como tínhamos apenas um aparelho, éramos obrigados a nos render aos programas dos meus pais. Tínhamos acesso a outros que gostávamos em horários específicos. Mas os domingos eram todinhos do Sílvio Santos, quando ele fazia o programa de ponta a ponta na extinta Tupi.

Quando a situação financeira melhorou e surgiu a TV em cores, adquirimos nossa primeira. Aí a que não era, foi pro quarto de meus irmãos e um dia... maravilhoso dia... ganhei uma só pra mim.

Nunca me restringiram ao que assistia, ficava até de madrugada. No outro dia tinha de estar pronta pra escola, estudava de manhã. Desde cedo aprendi a ser responsável e administrar meu lazer televisivo.

Assistia a tudo, até horário eleitoral. Sempre gostei, mesmo sendo muito criança para compreender a totalidade do que diziam. Também assistia aos filmes antigos que passavam de madrugada. Um deles que até hoje me toca muito é "O Pássaro Azul". Antigo mesmo naquela época e em preto e branco. Creio que somente o pássaro era colorido. Truques da tv de outrora.

Todavia, o que eu mais apreciava, sem dúvida alguma, eram as novelas. Estas sim eram e ainda são o meu maior e melhor vício. Nacionais, globais ou não e as mexicanas. Ah, as mexicanas!

Não sei escolher a melhor, creio que todas têm algo em especial. Todas têm a sua fórmula pra nos prender. Cada diretor é como um técnico que escala seu time favorito e escreve histórias pensando em cada um ocupando o lugar de seus personagens típicos: vilão, vilã, mocinho, mocinha, secundários... 

Minha paixão por Tarcísio Meira começou em uma novela: Irmãos Coragem. Ah, Jerônimo era o cara! 

Porém, hoje ocorre algo mais mágico: as novelas parecem ser obras abertas. O público interfere livremente. Se um personagem cai nas graças da audiência, ele ganha força e muda até de caráter. Lembro do Mateus Solano interpretando o vilão Félix na novela Amor à Vida.  Pois é, muitos vilões cativaram mais que as mocinhas, que eu particularmente julgava insossas ao cubo.

Nossa babá eletrônica faz 70 anos. Setenta anos de muita coisa boa, outras nem tanto... Setenta anos que fizeram parte e ainda farão de minha vida. Já tive até programa de TV, ou seja, eu também já fiz parte de um pedacinho de sua história.

Em outra oportunidade falarei um pouco de como era gravar o Coisas de Mulherzinha. Quanta coisa a contar... Ah, saudades! 

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Foto: Imagem de Vidmir Raic por Pixabay

Quando eu tinha uns 6 anos, lembro de nossa primeira televisão! Era em preto e branco e colocavámos aquele plástico de 3 cores pra fingir que era colorida: verde, azul e outra cor meio rosada ou marrom. Nossa, era um sucesso. Só que com as limpezas caseiras ele começou a ficar bem desbotado. Contudo nada superava a magia que era ficar em frente à telinha e assistir a filmes e novelas.

Como tínhamos apenas um aparelho, éramos obrigados a nos render aos programas dos meus pais. Tínhamos acesso a outros que gostávamos em horários específicos. Mas os domingos eram todinhos do Sílvio Santos, quando ele fazia o programa de ponta a ponta na extinta Tupi.

Quando a situação financeira melhorou e surgiu a TV em cores, adquirimos nossa primeira. Aí a que não era, foi pro quarto de meus irmãos e um dia… maravilhoso dia… ganhei uma só pra mim.

Nunca me restringiram ao que assistia, ficava até de madrugada. No outro dia tinha de estar pronta pra escola, estudava de manhã. Desde cedo aprendi a ser responsável e administrar meu lazer televisivo.

Assistia a tudo, até horário eleitoral. Sempre gostei, mesmo sendo muito criança para compreender a totalidade do que diziam. Também assistia aos filmes antigos que passavam de madrugada. Um deles que até hoje me toca muito é “O Pássaro Azul”. Antigo mesmo naquela época e em preto e branco. Creio que somente o pássaro era colorido. Truques da tv de outrora.

Todavia, o que eu mais apreciava, sem dúvida alguma, eram as novelas. Estas sim eram e ainda são o meu maior e melhor vício. Nacionais, globais ou não e as mexicanas. Ah, as mexicanas!

Não sei escolher a melhor, creio que todas têm algo em especial. Todas têm a sua fórmula pra nos prender. Cada diretor é como um técnico que escala seu time favorito e escreve histórias pensando em cada um ocupando o lugar de seus personagens típicos: vilão, vilã, mocinho, mocinha, secundários… 

Minha paixão por Tarcísio Meira começou em uma novela: Irmãos Coragem. Ah, Jerônimo era o cara! 

Porém, hoje ocorre algo mais mágico: as novelas parecem ser obras abertas. O público interfere livremente. Se um personagem cai nas graças da audiência, ele ganha força e muda até de caráter. Lembro do Mateus Solano interpretando o vilão Félix na novela Amor à Vida.  Pois é, muitos vilões cativaram mais que as mocinhas, que eu particularmente julgava insossas ao cubo.

Nossa babá eletrônica faz 70 anos. Setenta anos de muita coisa boa, outras nem tanto… Setenta anos que fizeram parte e ainda farão de minha vida. Já tive até programa de TV, ou seja, eu também já fiz parte de um pedacinho de sua história.

Em outra oportunidade falarei um pouco de como era gravar o Coisas de Mulherzinha. Quanta coisa a contar… Ah, saudades! 

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