Blog Rosane Machado: nada se cria?

"Lavoisier tinha razão quando dizia que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"

Lavoisier tinha razão quando dizia que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. E venho reafirmando isto diariamente.

Havia uma série nacional que, para mim, era a melhor série a que eu já havia assistido. Via mil vezes os mesmos episódios. Estava apaixonada pelo dublê de ator/diretor. Na verdade, sempre fui apaixonada por ele. Porém, em uma de minhas madrugadas insones descobri que era uma 'cópia' de outra com o mesmo teor.

Não me decepcionei totalmente, contudo concluí que as ideias originais estão escassas no mercado, na vida. Desde que passei a assinar a TV a cabo percebi que 99,9% das coisas exibidas na TV aberta são cópias. Umas sofridas e outras mais elaboradinhas.

É óbvio que quando a fórmula dá certo, as pessoas procuram copiar, às vezes dando um toque próprio, pessoal. E percebo que eu é que sou a desavisada, a boba alegre de ocasião.

Como há uma imensidão de assuntos, pessoas, programas que são cópias de outros que nem supomos a existência! Como o arremedo rende, e a originalidade rema contra a maré!

Lembro quando eu apresentei um programa de TV. Sim, já fui garota de programa, digo, TV (brincadeira que sempre é mal interpretada por acharem que falo com preconceito... JAMAIS, quem me conhece sabe bem). E procurava coisas, assuntos e pessoas inéditas para levar ao ar.  O que acontecia depois? As rádios e jornais da cidade convidavam os 'inéditos' para figurarem em entrevistas/reportagens de seus veículos. Sempre gostei de ser ponte.

Todavia, tive de sair do ar porque não dispunha de numerário para bancar o horário e patrocínio era manga de colete. Quem podia pagar espaço, optava por outro tipo de programa, aqueles de moldes gastos e reusados.

Minha pretensa ousadia foi acusada de levar ao ar um programa "culto demais". Culto? Só orando mesmo e em latim. Já me perguntaram se eu gostaria de fazê-lo novamente. Até gostaria, mas com absoluta autonomia de convidados e pauta, como eu fazia antigamente. Um canal no Youtube? Não sei. Porque para ter, temos de alimentar frequentemente, precisamos de recursos de gravação... E há tantos canais por aí... Meus dias são corridos e divididos entre aulas, causa animal, escritório, afazeres e preocupações domésticas... Ufa!

Lavoisier deve estar satisfeito de seu achado ter gerado uma prole infinita em todas as áreas, até profissionais. Talvez não acredite que se gerou algo similar a uma marcha de pinguins.

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Lavoisier tinha razão quando dizia que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. E venho reafirmando isto diariamente.

Havia uma série nacional que, para mim, era a melhor série a que eu já havia assistido. Via mil vezes os mesmos episódios. Estava apaixonada pelo dublê de ator/diretor. Na verdade, sempre fui apaixonada por ele. Porém, em uma de minhas madrugadas insones descobri que era uma ‘cópia’ de outra com o mesmo teor.

Não me decepcionei totalmente, contudo concluí que as ideias originais estão escassas no mercado, na vida. Desde que passei a assinar a TV a cabo percebi que 99,9% das coisas exibidas na TV aberta são cópias. Umas sofridas e outras mais elaboradinhas.

É óbvio que quando a fórmula dá certo, as pessoas procuram copiar, às vezes dando um toque próprio, pessoal. E percebo que eu é que sou a desavisada, a boba alegre de ocasião.

Como há uma imensidão de assuntos, pessoas, programas que são cópias de outros que nem supomos a existência! Como o arremedo rende, e a originalidade rema contra a maré!

Lembro quando eu apresentei um programa de TV. Sim, já fui garota de programa, digo, TV (brincadeira que sempre é mal interpretada por acharem que falo com preconceito… JAMAIS, quem me conhece sabe bem). E procurava coisas, assuntos e pessoas inéditas para levar ao ar.  O que acontecia depois? As rádios e jornais da cidade convidavam os ‘inéditos’ para figurarem em entrevistas/reportagens de seus veículos. Sempre gostei de ser ponte.

Todavia, tive de sair do ar porque não dispunha de numerário para bancar o horário e patrocínio era manga de colete. Quem podia pagar espaço, optava por outro tipo de programa, aqueles de moldes gastos e reusados.

Minha pretensa ousadia foi acusada de levar ao ar um programa “culto demais”. Culto? Só orando mesmo e em latim. Já me perguntaram se eu gostaria de fazê-lo novamente. Até gostaria, mas com absoluta autonomia de convidados e pauta, como eu fazia antigamente. Um canal no Youtube? Não sei. Porque para ter, temos de alimentar frequentemente, precisamos de recursos de gravação… E há tantos canais por aí… Meus dias são corridos e divididos entre aulas, causa animal, escritório, afazeres e preocupações domésticas… Ufa!

Lavoisier deve estar satisfeito de seu achado ter gerado uma prole infinita em todas as áreas, até profissionais. Talvez não acredite que se gerou algo similar a uma marcha de pinguins.

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