Blog Rosane Machado: mais que uma barra de inox

Não sei se é do conhecimento de vocês que sou praticante de pole sport há alguns anos. Pratiquei vários esportes, mas em nenhum fui tão desafiada e tão gratificada como nesse.

Teve uma época que fui literalmente 'rata de academia'. Frequentava de segunda a segunda quando morava no Rio de Janeiro. Usava de meu tempo vago pra me exercitar, residia perto da academia e praticava corrida até nos domingos.

Só que com o tempo cansei, enjoei. Sabe aquela coisa de: vou porque estou pagando? Pois é, começou a virar uma espécie de mantra. Quando chovia, pensava na desculpa da chuva pra faltar, porém o gasto financeiro era mais forte. Os benefícios físicos não eram aferidos, porque eu era jovem e nunca me liguei muito em dietas. Gostava do movimento e da novidade.

Pratiquei muita coisa, até luta, contudo enjoava fácil. Não sou uma pessoa chata, mas ficar sempre na mesma rotina enche meu saco. A rotina do dia a dia não me aborrece, porque há coisas que temos de fazer diuturnamente. Todavia quando é algo escolhido... aí dá pra ser descartado quando se torna sacrifício.

As fotos que amigos da rede postam, treinando, ingerindo uma dieta saudável... imagino o quanto de suplício está por trás de tudo isso. Não invejo não, apenas penso: será que não rola uma lasanha numa foto não tirada? Será que aquele refrigerante açucarado nunca tem vez?

Jamais gostei de coisas que me escravizem. Creio que por isso escolhi ser autônoma pra poder fazer meu próprio horário, mesmo que acabe trabalhando mais que muita gente com carteira assinada.

E aí que surgiu o pole por acaso. Durante uma palestra que eu proferia em uma festividade pelo Dia Internacional da Mulher e fiquei impressionada com a apresentação de umas meninas. Era um estúdio que iria ser inaugurado justamente onde eu morava. Na primeira semana já estava lá, firme, forte e desafiada.

Fiquei algum tempo nesse estúdio e depois encontrei uma professora incrível, Val Borges, que acreditou em mim. Que sabe minhas limitações e que se faz de surda quando reclamo de alguma impossibilidade.

A barra de inox passou a ser minha paixão e minha tortura. Um movimento novo conquistado, executado corretamente rende prazer e menos roxos. Apesar dos roxos serem o troféu de quem pratica pole. Nunca celebrei tantos hematomas, dores estranhas que surgem dois dias após sua prática.

E a vontade de me pendurar nas placas de trânsito (após testar sua firmeza) viraram vício. Afinal o pole street é praticado em tantos lugares do mundo... Não importa que me julguem, reprovem... Nunca ninguém que não pratica essa coisa incrível saberá o que é com uma trava de mão ver o mundo de cabeça pra baixo.

Não é apenas uma barra de inox que se está fria não segura nem pensamento. Uma barra de inox que tem de estar quentinha pra pele da gente aderir, fazer a trava e nos deixar mais felizes.  Mais que uma barra de inox, foi a reconquista de minha auto estima. A certeza de que a vida vista por outro ângulo se torna estranhamente mais bonita.

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Não sei se é do conhecimento de vocês que sou praticante de pole sport há alguns anos. Pratiquei vários esportes, mas em nenhum fui tão desafiada e tão gratificada como nesse.

Teve uma época que fui literalmente ‘rata de academia’. Frequentava de segunda a segunda quando morava no Rio de Janeiro. Usava de meu tempo vago pra me exercitar, residia perto da academia e praticava corrida até nos domingos.

Só que com o tempo cansei, enjoei. Sabe aquela coisa de: vou porque estou pagando? Pois é, começou a virar uma espécie de mantra. Quando chovia, pensava na desculpa da chuva pra faltar, porém o gasto financeiro era mais forte. Os benefícios físicos não eram aferidos, porque eu era jovem e nunca me liguei muito em dietas. Gostava do movimento e da novidade.

Pratiquei muita coisa, até luta, contudo enjoava fácil. Não sou uma pessoa chata, mas ficar sempre na mesma rotina enche meu saco. A rotina do dia a dia não me aborrece, porque há coisas que temos de fazer diuturnamente. Todavia quando é algo escolhido… aí dá pra ser descartado quando se torna sacrifício.

As fotos que amigos da rede postam, treinando, ingerindo uma dieta saudável… imagino o quanto de suplício está por trás de tudo isso. Não invejo não, apenas penso: será que não rola uma lasanha numa foto não tirada? Será que aquele refrigerante açucarado nunca tem vez?

Jamais gostei de coisas que me escravizem. Creio que por isso escolhi ser autônoma pra poder fazer meu próprio horário, mesmo que acabe trabalhando mais que muita gente com carteira assinada.

E aí que surgiu o pole por acaso. Durante uma palestra que eu proferia em uma festividade pelo Dia Internacional da Mulher e fiquei impressionada com a apresentação de umas meninas. Era um estúdio que iria ser inaugurado justamente onde eu morava. Na primeira semana já estava lá, firme, forte e desafiada.

Fiquei algum tempo nesse estúdio e depois encontrei uma professora incrível, Val Borges, que acreditou em mim. Que sabe minhas limitações e que se faz de surda quando reclamo de alguma impossibilidade.

A barra de inox passou a ser minha paixão e minha tortura. Um movimento novo conquistado, executado corretamente rende prazer e menos roxos. Apesar dos roxos serem o troféu de quem pratica pole. Nunca celebrei tantos hematomas, dores estranhas que surgem dois dias após sua prática.

E a vontade de me pendurar nas placas de trânsito (após testar sua firmeza) viraram vício. Afinal o pole street é praticado em tantos lugares do mundo… Não importa que me julguem, reprovem… Nunca ninguém que não pratica essa coisa incrível saberá o que é com uma trava de mão ver o mundo de cabeça pra baixo.

Não é apenas uma barra de inox que se está fria não segura nem pensamento. Uma barra de inox que tem de estar quentinha pra pele da gente aderir, fazer a trava e nos deixar mais felizes.  Mais que uma barra de inox, foi a reconquista de minha auto estima. A certeza de que a vida vista por outro ângulo se torna estranhamente mais bonita.

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