Blog Rosane Machado: feitiço do tempo

Mais um domingo em minha vida e hoje particularmente diferente. Assistindo ao filme 'Feitiço do Tempo' com Bill Murray (aquele do 'Caça Fantasmas'), fiz uma analogia ao que estamos vivendo.

Neste filme de 1993, o personagem central vê-se preso em uma pequena cidade do interior em um mesmo dia que se repete incessantemente. Concluí que podemos estar vivendo a mesma coisa.

Nos primeiros dias de pandemia, confinados em casa, passamos pelas mesmas fases que o filme aborda. No início um estranhamento, depois revolta. Por fim desespero, resignação e aprendemos aproveitando a oportunidade.

Na película o personagem transgride, mata-se, rouba... chega a seu limite em inúmeras vezes. Mas claro que, como todo bom filme que quer passar uma lição, mostra que ele mudando, o mundo mudará.

E quanto a nós? Sem romantizar e dizer que sairemos diferentes disso tudo. Estamos testando nossos limites (inclusive financeiros), nossa paciência, nossa resiliência (aprendi o significado desta palavra na prática) e buscamos prosseguir.

Os dias são todos iguais? Talvez sim, talvez não. Afinal, o álcool gel não nos é mais tão estranho. Os hábitos de higiene que teríamos de ter desde a infância, estamos recuperando.

Infelizmente as redes sociais estão repletas de pessoas que estão partindo, de notícias tristes. Já fiz curso online, assisti a um montão de lives, umas muito chatas, outras por obrigação e outras bem legais... Pior quando a gente entra e a pessoa cita nosso nome: aí somos obrigados a ficar até o final principalmente quando há uma meia dúzia de presentes.

Faxinas fiz demais, desapegos idem. Descobri coisas guardadas e redescobri hábitos outrora cultivados. Porém, concluo que continuo a mesma. Talvez mais gorda, menos paciente (da mesma forma).

Descolori o cabelo, fiz cagada, claro. Consertei... Percebi que tenho bijuterias pra umas vinte reencarnações. Todavia com elas não consegui operar o desapego. Como eu iria viver sem o anel da Jade? Principalmente agora que acabei de ver a reprise de 'O Clone'!!!!  Muitos bons augúrios pras pinturas dos olhos. Grandes investimentos: rímel e delineador.

Quantos bolos eu fiz e deram errado? Quantos planejamentos que nem saíram do papel porque a gente finge ter todo o tempo do mundo, porque nem sabe quando tudo se estabilizará.

Quanta culpa acumulada por conta da procrastinação...

E vamos torcendo que a 'marmota do corona' não veja sua sombra (parodiando o filme) e que ele acabe logo pra que voltemos ao normal que nem era tão normal assim.

Amanhã é outro dia! Ou será o mesmo, mas diferente???? Que confusão!

Mais um domingo em minha vida e hoje particularmente diferente. Assistindo ao filme ‘Feitiço do Tempo’ com Bill Murray (aquele do ‘Caça Fantasmas’), fiz uma analogia ao que estamos vivendo.

Neste filme de 1993, o personagem central vê-se preso em uma pequena cidade do interior em um mesmo dia que se repete incessantemente. Concluí que podemos estar vivendo a mesma coisa.

Nos primeiros dias de pandemia, confinados em casa, passamos pelas mesmas fases que o filme aborda. No início um estranhamento, depois revolta. Por fim desespero, resignação e aprendemos aproveitando a oportunidade.

Na película o personagem transgride, mata-se, rouba… chega a seu limite em inúmeras vezes. Mas claro que, como todo bom filme que quer passar uma lição, mostra que ele mudando, o mundo mudará.

E quanto a nós? Sem romantizar e dizer que sairemos diferentes disso tudo. Estamos testando nossos limites (inclusive financeiros), nossa paciência, nossa resiliência (aprendi o significado desta palavra na prática) e buscamos prosseguir.

Os dias são todos iguais? Talvez sim, talvez não. Afinal, o álcool gel não nos é mais tão estranho. Os hábitos de higiene que teríamos de ter desde a infância, estamos recuperando.

Infelizmente as redes sociais estão repletas de pessoas que estão partindo, de notícias tristes. Já fiz curso online, assisti a um montão de lives, umas muito chatas, outras por obrigação e outras bem legais… Pior quando a gente entra e a pessoa cita nosso nome: aí somos obrigados a ficar até o final principalmente quando há uma meia dúzia de presentes.

Faxinas fiz demais, desapegos idem. Descobri coisas guardadas e redescobri hábitos outrora cultivados. Porém, concluo que continuo a mesma. Talvez mais gorda, menos paciente (da mesma forma).

Descolori o cabelo, fiz cagada, claro. Consertei… Percebi que tenho bijuterias pra umas vinte reencarnações. Todavia com elas não consegui operar o desapego. Como eu iria viver sem o anel da Jade? Principalmente agora que acabei de ver a reprise de ‘O Clone’!!!!  Muitos bons augúrios pras pinturas dos olhos. Grandes investimentos: rímel e delineador.

Quantos bolos eu fiz e deram errado? Quantos planejamentos que nem saíram do papel porque a gente finge ter todo o tempo do mundo, porque nem sabe quando tudo se estabilizará.

Quanta culpa acumulada por conta da procrastinação…

E vamos torcendo que a ‘marmota do corona’ não veja sua sombra (parodiando o filme) e que ele acabe logo pra que voltemos ao normal que nem era tão normal assim.

Amanhã é outro dia! Ou será o mesmo, mas diferente???? Que confusão!

Compartilhe

Voltar ao blog