Blog Rosane de Andrade: O que nos afasta

Em tempos de internet, redes sociais, whatsapp, Zoom, Telegram, não termos mais contato com alguém é quase impossível. O problema é que a lista de 'amigos' cresceu absurdamente, e ter uma frequência com os que realmente são mais próximos fica difícil.

Lembrar dos aniversários é moleza, porque na hora de fazer-se a conta, os dados são pedidos e a maioria registra o nascimento. Aí a rede nos avisa diariamente.

O problema é que amizades são desfeitas em um piscar de olhos por postagens que envolvem política, preferências sexuais, opiniões sobre A, B ou C... Dizer-se que não se gosta de algo já é uma execração pública. Amigos se digladiam uns com os outros atacando o que postou sua opinião. Toma-se partido por qualquer motivo e as ofensas vêm à tona.

Todos andam à flor da pele e paciência virou item em extinção. A proliferação de pseudo-influencers, pessoas que querem se destacar como blogueiros é gigantesca. Coisas sofríveis, estranhas, simplórias... os umbigos como centros de vários universos... A vaidade humana desfilando de forma tosca, porque há quem aplauda ou 'compre aplausos'! Tem gente que compra seguidores!!!!

Porém não posso condenar, afinal cada um busca viver como deseja, como anseia e projeta para si os sonhos que, para nós, podem ser absurdos. Cada cabeça uma sentença, cada macaco no seu galho, cada um no seu quadrado...

Os padrões de beleza se multiplicaram, graças a Deus, e por mais que achemos estranha a aparência de alguém, não temos que opinar. Tudo é relativo e cada um tem seu parâmetro, seu ideal de perfeição.

Estamos nos afastando cada vez mais uns dos outros achando que estar conectado é estar junto. Mas a pandemia, a prudência e o bom senso fazem com que cada um fique em sua casa em frente a um monitor ou com os olhos grudados na tela do celular.

O que nos afasta é esta falsa proximidade que os 'bons dias', 'boas noites', 'sextou' e as curtidas alimentam. O olho no olho há muito que inexiste, apesar de só vermos olhos sobre as máscaras.

Entretanto já estamos conseguindo nos cumprimentar apenas com o olhar, a reconhecer as pessoas atrás das proteções disfarçadas. E a conter a vontade de abraçar e beijar quem amamos...

Chega de soquinhos, cotovelos que fazem as vezes de apertos de mão... Daqui a pouco a gente se esbarrará, sorrirá sem obstáculos e nos reaproximaremos de quem realmente vale a pena.

Em tempos de internet, redes sociais, whatsapp, Zoom, Telegram, não termos mais contato com alguém é quase impossível. O problema é que a lista de ‘amigos’ cresceu absurdamente, e ter uma frequência com os que realmente são mais próximos fica difícil.

Lembrar dos aniversários é moleza, porque na hora de fazer-se a conta, os dados são pedidos e a maioria registra o nascimento. Aí a rede nos avisa diariamente.

O problema é que amizades são desfeitas em um piscar de olhos por postagens que envolvem política, preferências sexuais, opiniões sobre A, B ou C… Dizer-se que não se gosta de algo já é uma execração pública. Amigos se digladiam uns com os outros atacando o que postou sua opinião. Toma-se partido por qualquer motivo e as ofensas vêm à tona.

Todos andam à flor da pele e paciência virou item em extinção. A proliferação de pseudo-influencers, pessoas que querem se destacar como blogueiros é gigantesca. Coisas sofríveis, estranhas, simplórias… os umbigos como centros de vários universos… A vaidade humana desfilando de forma tosca, porque há quem aplauda ou ‘compre aplausos’! Tem gente que compra seguidores!!!!

Porém não posso condenar, afinal cada um busca viver como deseja, como anseia e projeta para si os sonhos que, para nós, podem ser absurdos. Cada cabeça uma sentença, cada macaco no seu galho, cada um no seu quadrado…

Os padrões de beleza se multiplicaram, graças a Deus, e por mais que achemos estranha a aparência de alguém, não temos que opinar. Tudo é relativo e cada um tem seu parâmetro, seu ideal de perfeição.

Estamos nos afastando cada vez mais uns dos outros achando que estar conectado é estar junto. Mas a pandemia, a prudência e o bom senso fazem com que cada um fique em sua casa em frente a um monitor ou com os olhos grudados na tela do celular.

O que nos afasta é esta falsa proximidade que os ‘bons dias’, ‘boas noites’, ‘sextou’ e as curtidas alimentam. O olho no olho há muito que inexiste, apesar de só vermos olhos sobre as máscaras.

Entretanto já estamos conseguindo nos cumprimentar apenas com o olhar, a reconhecer as pessoas atrás das proteções disfarçadas. E a conter a vontade de abraçar e beijar quem amamos…

Chega de soquinhos, cotovelos que fazem as vezes de apertos de mão… Daqui a pouco a gente se esbarrará, sorrirá sem obstáculos e nos reaproximaremos de quem realmente vale a pena.

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