Blog Rolando Christian Coelho: ex-funcionária abre o verbo sobre respiradores

Rolando Christian Coelho, 06/05/2020

Funcionária exonerada da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Regina Gemerias Pauli, ex-superintendente de gestão administrativa da pasta, apontada como a responsável pela compra de 200 respiradores para o combate a covid-19, ao custo de R$ 33 milhões para o Governo do Estado, abriu o verbo em relação à situação. Vale lembrar que os tais respiradores não foram entregues, ainda, pela empresa contratada, o que levou a justiça a pedir o bloqueio do valor pago. Todavia, tal valor também não foi achado nas contas bancárias da empresa contratada para o fornecimento. Na prática, o governo catarinense pagou os R$ 33 milhões e, até agora, nem respiradores, nem o dinheiro de volta.

O ex-secretário de Saúde do Estado, Helton Zeferino, disse que não foi ele quem autorizou a compra dos respiradores em voga. Ele teria autorizado apenas a dispensa de processo licitatório por conta da urgência dos fatos. “Foi o secretário sim quem autorizou a compra, tudo isto foi discutido dentro da Secretaria da Saúde”, resumiu Márcia. A ex-funcionária, no entanto, diz que a ordem final para a compra veio da Secretaria da Casa Civil, que é comandada pelo secretário Douglas Borba.

De acordo com Márcia Pauli, houve várias outras situações envolvendo compras volumosas que resultaram em muitas pressões para que as mesmas fossem efetivamente realizadas. Ela, no entanto, ressalta que não teria cedido as tais pressões. Márcia diz que ouviu diversas vezes que os processos ligados a compras relacionadas ao combate ao covid-19 vinham acompanhadas de frases de superiores, dando conta de que aquela era uma decisão de governo, e que tais processos precisariam ser levados adiante.

A ex-funcionária se diz injustiçada por conta das circunstâncias. Ressalta que a decisão que envolveu a compra dos 200 respiradores passou por 16 pessoas, igualmente responsáveis, mas que somente ela acabou sendo penalizada. “A secretaria de Estado de Administração e a Controladoria Geral do Estado acompanharam todo o processo, tudo foi feito às claras”, comentou.

Há muita obscuridade envolvendo a compra dos respiradores

A questão envolvendo a compra dos 200 respiradores por parte do Governo do Estado de Santa Catarina ainda vai dar muito pano para manga, principalmente se os equipamentos não forem efetivamente entregues. Há uma obscuridade enorme cercando os fatos e eles não serão resolvidos meramente por conta da exoneração de uma funcionária do governo. As coisas não tão simples assim quando o assunto é gestão pública. É mais do que óbvio que uma única funcionária, dentro de uma secretaria gigante como é a da Saúde, não teria autonomia para efetuar uma compra milionária, sem que ninguém mais soubesse o que estava acontecendo.

CPI e processo de impeachment são desdobramentos inevitáveis

Toda esta situação ligada a compra milionária dos respiradores por parte do Governo de Santa Catarina irá resultar em desdobramentos políticos gravíssimos para o governador Carlos Moisés da Silva (PSL). O primeiro deles é a CPI a ser enfrentada na Assembleia Legislativa para apurar os fatos. É bom lembrar que Carlos Moisés não tem respaldo parlamentar suficiente, dentro da Assembleia estadual, para segurar esta bronca, o que significa dizer que a CPI não teria como ser amenizada. O grande problema é que ela pode evoluir, tranquilamente, para um processo de impeachment, para o qual Carlos Moisés também não tem forças para reagir a contento.

Seis, dos nove deputados da CPI dos respiradores são de oposição

Para se ter uma ideia, dos nove deputados que começarão a apurar diretamente os fatos ligados a compra dos respiradores na CPI, seis são francamente opositores ao Governo do Estado, dentre eles os deputados Felipe Estevam (PSL) e Sargento Lima (PSL), que possuem divergências pessoais como o governador Carlos Moisés da Silva. Os dois parlamentares fazem parte do grupo dentro do PSL que permaneceu aliado ao presidente Jair Bolsonaro, ao contrário do governador. Os deputados oposicionistas Ivan Naatz (PL), João Amin (PP), Marcos Vieira (PSDB) e Milton Hobus (PSD), também fazem parte da CPI.

Governo errou ao exonerar quem podia lhe defender

Pelo andar da carruagem, e diante de tudo o que foi apurado e falado até agora, a situação política do governador Carlos Moisés deverá ficar muito complicada. É que não há muito o que justificar diante de uma compra milionária, extremamente suspeita, com adiantamento de pagamento e sem entrega dos bens comprados. A exoneração de uma funcionária não resolve o problema, muito pelo contrário. A ex-superintendente de gestão administrativa da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Regina Gemerias, passa agora a ser testemunha dos fatos que poderão complicar a vida do governador. De testemunha de defesa, ela foi, agora, elencada a de acusação.

Funcionária exonerada da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Regina Gemerias Pauli, ex-superintendente de gestão administrativa da pasta, apontada como a responsável pela compra de 200 respiradores para o combate a covid-19, ao custo de R$ 33 milhões para o Governo do Estado, abriu o verbo em relação à situação. Vale lembrar que os tais respiradores não foram entregues, ainda, pela empresa contratada, o que levou a justiça a pedir o bloqueio do valor pago. Todavia, tal valor também não foi achado nas contas bancárias da empresa contratada para o fornecimento. Na prática, o governo catarinense pagou os R$ 33 milhões e, até agora, nem respiradores, nem o dinheiro de volta.

O ex-secretário de Saúde do Estado, Helton Zeferino, disse que não foi ele quem autorizou a compra dos respiradores em voga. Ele teria autorizado apenas a dispensa de processo licitatório por conta da urgência dos fatos. “Foi o secretário sim quem autorizou a compra, tudo isto foi discutido dentro da Secretaria da Saúde”, resumiu Márcia. A ex-funcionária, no entanto, diz que a ordem final para a compra veio da Secretaria da Casa Civil, que é comandada pelo secretário Douglas Borba.

De acordo com Márcia Pauli, houve várias outras situações envolvendo compras volumosas que resultaram em muitas pressões para que as mesmas fossem efetivamente realizadas. Ela, no entanto, ressalta que não teria cedido as tais pressões. Márcia diz que ouviu diversas vezes que os processos ligados a compras relacionadas ao combate ao covid-19 vinham acompanhadas de frases de superiores, dando conta de que aquela era uma decisão de governo, e que tais processos precisariam ser levados adiante.

A ex-funcionária se diz injustiçada por conta das circunstâncias. Ressalta que a decisão que envolveu a compra dos 200 respiradores passou por 16 pessoas, igualmente responsáveis, mas que somente ela acabou sendo penalizada. “A secretaria de Estado de Administração e a Controladoria Geral do Estado acompanharam todo o processo, tudo foi feito às claras”, comentou.

Há muita obscuridade envolvendo a compra dos respiradores

A questão envolvendo a compra dos 200 respiradores por parte do Governo do Estado de Santa Catarina ainda vai dar muito pano para manga, principalmente se os equipamentos não forem efetivamente entregues. Há uma obscuridade enorme cercando os fatos e eles não serão resolvidos meramente por conta da exoneração de uma funcionária do governo. As coisas não tão simples assim quando o assunto é gestão pública. É mais do que óbvio que uma única funcionária, dentro de uma secretaria gigante como é a da Saúde, não teria autonomia para efetuar uma compra milionária, sem que ninguém mais soubesse o que estava acontecendo.

CPI e processo de impeachment são desdobramentos inevitáveis

Toda esta situação ligada a compra milionária dos respiradores por parte do Governo de Santa Catarina irá resultar em desdobramentos políticos gravíssimos para o governador Carlos Moisés da Silva (PSL). O primeiro deles é a CPI a ser enfrentada na Assembleia Legislativa para apurar os fatos. É bom lembrar que Carlos Moisés não tem respaldo parlamentar suficiente, dentro da Assembleia estadual, para segurar esta bronca, o que significa dizer que a CPI não teria como ser amenizada. O grande problema é que ela pode evoluir, tranquilamente, para um processo de impeachment, para o qual Carlos Moisés também não tem forças para reagir a contento.

Seis, dos nove deputados da CPI dos respiradores são de oposição

Para se ter uma ideia, dos nove deputados que começarão a apurar diretamente os fatos ligados a compra dos respiradores na CPI, seis são francamente opositores ao Governo do Estado, dentre eles os deputados Felipe Estevam (PSL) e Sargento Lima (PSL), que possuem divergências pessoais como o governador Carlos Moisés da Silva. Os dois parlamentares fazem parte do grupo dentro do PSL que permaneceu aliado ao presidente Jair Bolsonaro, ao contrário do governador. Os deputados oposicionistas Ivan Naatz (PL), João Amin (PP), Marcos Vieira (PSDB) e Milton Hobus (PSD), também fazem parte da CPI.

Governo errou ao exonerar quem podia lhe defender

Pelo andar da carruagem, e diante de tudo o que foi apurado e falado até agora, a situação política do governador Carlos Moisés deverá ficar muito complicada. É que não há muito o que justificar diante de uma compra milionária, extremamente suspeita, com adiantamento de pagamento e sem entrega dos bens comprados. A exoneração de uma funcionária não resolve o problema, muito pelo contrário. A ex-superintendente de gestão administrativa da Secretaria de Estado da Saúde, Márcia Regina Gemerias, passa agora a ser testemunha dos fatos que poderão complicar a vida do governador. De testemunha de defesa, ela foi, agora, elencada a de acusação.

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