Blog Luciana Lacerda Burigo Trindade: Ainda Estamos Abertos!

Na correria da vida, pra facilitar nossos processos, a gente vai catalogando tudo que pode em bom e ruim, em "quero" e "não quero"

Reduzimos a realidade para caber na nossa impaciência, falta de tempo ou de vontade de entender. Seja lá o que nos leva a fazer isso, tomamos algumas decisões com relação a assuntos importantes sem nunca termos parado para pensar verdadeira e profundamente sobre eles, apenas etiquetamos, guardamos e seguimos.

Se for algo que só de pensar nos causa medo, a gente então nem pensa muito, decide que nada de bom vem de lá e enterra o assunto como se ele nem existisse.

Isso acontece muito com o câncer, e as pessoas ficam tão apavoradas que chamam de “aquela doença”.
Acontece mais ainda com a doença metastática e o tratamento paliativo.

A gente escuta, sente aquele arrepio ruim na espinha, bate na madeira e encerra o assunto.

Estamos falando de tabus.

Para mim, encher a boca e dizer pela primeira vez que eu era paciente de câncer de mama metastático em tratamento paliativo, foi um misto de sensações, eu parei alguns segundos para conferir se era aquilo mesmo, se eu não estava exagerando.

Como que eu era tudo aquilo e não estava afundada na cama, sofrendo com dores excruciantes e dando dicas super sábias em sacadas incríveis para as pessoas usarem num futuro próximo referindo-se a mim, que partira dessa para uma melhor?

Não, ao contrário disso, para algo que na minha mente parecia tão grande e esmagador, a minha vida tinha mudado quase nada.

Eu já vinha há meses sentindo dores, e com o reinício do tratamento, elas sumiram. Eu continuava trabalhando, estudando, ensinando e gerenciando.

Continuava rindo igual, fazendo piadas, abraçando, amando.

Continuava ficando brava com coisas desimportantes e gostando de conversas e programas bobos.

Ou seja, eu ainda era eu, mas agora com esse estigma.

Em vez de paralisar, eu observei tudo que não estava tão bom e que poderia ser modificado. Eu mexi em tudo. Transformei minha realidade.

Não que a minha vida estivesse ruim, mas ela tinha muito para melhorar. Precisei de um choque pra perceber o quanto eu estava  vivendo na  minha zona de conforto.

Viu só? Em tempos de pandemia, a gente não pode sair muito de casa, mas sempre dá pra sair daquele "mesmo lugar".

Continuo funcionando a todo vapor e não tenho planos de parar!

Foto: Ênio Frassetto
https://www.facebook.com/enio.frassetto

Na correria da vida, pra facilitar nossos processos, a gente vai catalogando tudo que pode em bom e ruim, em “quero” e “não quero”

Reduzimos a realidade para caber na nossa impaciência, falta de tempo ou de vontade de entender. Seja lá o que nos leva a fazer isso, tomamos algumas decisões com relação a assuntos importantes sem nunca termos parado para pensar verdadeira e profundamente sobre eles, apenas etiquetamos, guardamos e seguimos.

Se for algo que só de pensar nos causa medo, a gente então nem pensa muito, decide que nada de bom vem de lá e enterra o assunto como se ele nem existisse.

Isso acontece muito com o câncer, e as pessoas ficam tão apavoradas que chamam de “aquela doença”.
Acontece mais ainda com a doença metastática e o tratamento paliativo.

A gente escuta, sente aquele arrepio ruim na espinha, bate na madeira e encerra o assunto.

Estamos falando de tabus.

Para mim, encher a boca e dizer pela primeira vez que eu era paciente de câncer de mama metastático em tratamento paliativo, foi um misto de sensações, eu parei alguns segundos para conferir se era aquilo mesmo, se eu não estava exagerando.

Como que eu era tudo aquilo e não estava afundada na cama, sofrendo com dores excruciantes e dando dicas super sábias em sacadas incríveis para as pessoas usarem num futuro próximo referindo-se a mim, que partira dessa para uma melhor?

Não, ao contrário disso, para algo que na minha mente parecia tão grande e esmagador, a minha vida tinha mudado quase nada.

Eu já vinha há meses sentindo dores, e com o reinício do tratamento, elas sumiram. Eu continuava trabalhando, estudando, ensinando e gerenciando.

Continuava rindo igual, fazendo piadas, abraçando, amando.

Continuava ficando brava com coisas desimportantes e gostando de conversas e programas bobos.

Ou seja, eu ainda era eu, mas agora com esse estigma.

Em vez de paralisar, eu observei tudo que não estava tão bom e que poderia ser modificado. Eu mexi em tudo. Transformei minha realidade.

Não que a minha vida estivesse ruim, mas ela tinha muito para melhorar. Precisei de um choque pra perceber o quanto eu estava  vivendo na  minha zona de conforto.

Viu só? Em tempos de pandemia, a gente não pode sair muito de casa, mas sempre dá pra sair daquele “mesmo lugar”.

Continuo funcionando a todo vapor e não tenho planos de parar!

Foto: Ênio Frassetto
https://www.facebook.com/enio.frassetto

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