Blog João Rosado: O polêmico corte de árvores “exóticas” em Araranguá

É inegável a importância das árvores para as cidades, pois contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população. Não são raras as polêmicas geradas quando ocorre sua retirada de áreas públicas, mesmo se tratando, muitas vezes, de espécies exóticas, como ocorreram, até pouco tempo em Araranguá, quando houve a retirada dos jamelões nos canteiros centrais; das casuarinas presentes sobre as dunas no balneário Morros dos Conventos; e mais recentemente, a retirada de pinheiros (pinus) no início das obras de revitalização do Parque Belinzoni. Ações como esta trazem grande descontentamento por parte da população, principalmente devido ao impacto visual da “devastação”, mas também por carência de informações importantes.




[caption id="attachment_64362" align="aligncenter" width="564"] Imagem aérea do Açude Belinzoni[/caption]

Antes precisamos entender o significado do termo “exótico”.  Os seres vivos, neste caso, as árvores, podem ser classificadas de acordo com sua origem. Uma espécie é considerada “exótica” quando se encontra fora de sua área de distribuição natural. Quando a espécie ocorre naturalmente na região ela é considerada “Nativa”.


A Casuarina (Figura 2), por exemplo, nativa da Austrália, foi introduzida em nosso litoral para prover o sombreamento, mas principalmente, para reduzir a ação dos ventos e do carreamento de areia das dunas sobre as residências. O Pinus (Figura 3), nativo da América do Norte, também bastante encontrado por aqui, foi introduzido como árvore ornamental, e hoje faz parte de uma das principais espécies exóticas exploradas comercialmente em nosso país.




[caption id="attachment_64363" align="aligncenter" width="389"] Casuarinas na Av. Beira-mar no Morro dos Conventos. Foto Luiz Leme.[/caption]

[caption id="attachment_64364" align="aligncenter" width="413"] Pinus na área do Parque Belinzoni. Foto Jonatan Piazzoli[/caption]

Cabe destacar, que espécies exóticas, como as citadas anteriormente, podem se tornar invasoras de áreas preservadas e/ou protegidas devido seu elevado potencial de disseminação, competição e exclusão de espécies nativas, promovendo um empobrecimento do ecossistema local. Estudos mostram que a invasão biológica por espécies exóticas é a segunda principal causa da perda de biodiversidade em ecossistemas naturais!


Não podemos focar nos prejuízos estéticos e na perda de outros benefícios momentâneos ocasionados pela retirada de árvores exóticas, e sim, nas vantagens, num sentido mais amplo e pensando-se a longo prazo, onde o retorno da vegetação nativa proporcionará um ambiente mais equilibrado, mais rico e diversificado por se tornar mais adequado para a sobrevivência de nossas espécies silvestres. O restabelecimento da beleza destas áreas será gradativo se bem realizado, e sem dúvida haverá incremento na qualidade de vida da população com o retorno dos benefícios provisoriamente perdidos (sombreamento, redução da temperatura, aumento da umidade relativa, redução da poluição sonora, abrigo e alimento para fauna, etc.)


Importante lembrar que vivemos num país com a maior biodiversidade de plantas do mundo, e que hoje existem menos de 12,5% de mata nativa preservada do Bioma Mata Atlântica, que abrange o Estado de Santa Catarina.


Obs. Para mais informações sobre espécies exóticas invasoras no Estado de Santa Catarina clique aqui.

É inegável a importância das árvores para as cidades, pois contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população. Não são raras as polêmicas geradas quando ocorre sua retirada de áreas públicas, mesmo se tratando, muitas vezes, de espécies exóticas, como ocorreram, até pouco tempo em Araranguá, quando houve a retirada dos jamelões nos canteiros centrais; das casuarinas presentes sobre as dunas no balneário Morros dos Conventos; e mais recentemente, a retirada de pinheiros (pinus) no início das obras de revitalização do Parque Belinzoni. Ações como esta trazem grande descontentamento por parte da população, principalmente devido ao impacto visual da “devastação”, mas também por carência de informações importantes.

Imagem aérea do Açude Belinzoni

Antes precisamos entender o significado do termo “exótico”.  Os seres vivos, neste caso, as árvores, podem ser classificadas de acordo com sua origem. Uma espécie é considerada “exótica” quando se encontra fora de sua área de distribuição natural. Quando a espécie ocorre naturalmente na região ela é considerada “Nativa”.

A Casuarina (Figura 2), por exemplo, nativa da Austrália, foi introduzida em nosso litoral para prover o sombreamento, mas principalmente, para reduzir a ação dos ventos e do carreamento de areia das dunas sobre as residências. O Pinus (Figura 3), nativo da América do Norte, também bastante encontrado por aqui, foi introduzido como árvore ornamental, e hoje faz parte de uma das principais espécies exóticas exploradas comercialmente em nosso país.

Casuarinas na Av. Beira-mar no Morro dos Conventos. Foto Luiz Leme.

Pinus na área do Parque Belinzoni. Foto Jonatan Piazzoli

Cabe destacar, que espécies exóticas, como as citadas anteriormente, podem se tornar invasoras de áreas preservadas e/ou protegidas devido seu elevado potencial de disseminação, competição e exclusão de espécies nativas, promovendo um empobrecimento do ecossistema local. Estudos mostram que a invasão biológica por espécies exóticas é a segunda principal causa da perda de biodiversidade em ecossistemas naturais!

Não podemos focar nos prejuízos estéticos e na perda de outros benefícios momentâneos ocasionados pela retirada de árvores exóticas, e sim, nas vantagens, num sentido mais amplo e pensando-se a longo prazo, onde o retorno da vegetação nativa proporcionará um ambiente mais equilibrado, mais rico e diversificado por se tornar mais adequado para a sobrevivência de nossas espécies silvestres. O restabelecimento da beleza destas áreas será gradativo se bem realizado, e sem dúvida haverá incremento na qualidade de vida da população com o retorno dos benefícios provisoriamente perdidos (sombreamento, redução da temperatura, aumento da umidade relativa, redução da poluição sonora, abrigo e alimento para fauna, etc.)

Importante lembrar que vivemos num país com a maior biodiversidade de plantas do mundo, e que hoje existem menos de 12,5% de mata nativa preservada do Bioma Mata Atlântica, que abrange o Estado de Santa Catarina.

Obs. Para mais informações sobre espécies exóticas invasoras no Estado de Santa Catarina clique aqui.

Compartilhe

Voltar ao blog