Blog do Rolando Christian Coelho: Filhos de ex-prefeitos só emplacaram em metade das prefeituras 

Filhos de ex-prefeitos só emplacaram em metade das prefeituras 


Somente a metade dos filhos de ex-prefeitos de nossa região, que disputaram as eleições majoritárias neste ano, conseguiram o aval das urnas para administrar os executivos de seus municípios. Em Timbé do Sul, Beto Biava (PP), filho do ex-prefeito Alfredo Biava, foi reeleito para comandar seu município por mais quatro anos. Em Sombrio, a vice-prefeita Gislaine Cunha (MDB), filha do ex-prefeito Arlindo Cunha, também foi eleita para comandar o executivo. Já em Maracajá, Wagner da Rosa (MDB), que já foi prefeito do município em duas ocasiões, e é filho do ex-prefeito Nivaldo José da Rosa, não conseguiu voltar ao comando da prefeitura, a exemplo do também ex-prefeito de Turvo, Heriberto Afonso Schmidt (MDB), que concorreu ao cargo de vice-prefeito, e é filho do ex-prefeito Aldir Schmidt.  


 

Cenário para 2021 é preocupante  


Prefeitos que assumirão no próximo dia 1º de janeiro não têm muito o que comemorar. A queda de produção na iniciativa privada causada pela pandemia de Covid-19 tende a estourar nos caixas da Prefeituras Municipais ao longo do próximo ano, e, principalmente, em 2022, quando receitas como o ICMS e o Fundo de Participação dos Municípios tendem a cair de forma avassaladora.


Afora os mais ingênuos, todo mundo sabe que não existe dinheiro público. O que existe é dinheiro privado, produzido através da relação capital-trabalho, que, em parte, através de tributos, vai para o caixa do poder público. Se a relação capital-trabalho fica enfraquecida, se enfraquece a produção de riqueza e, por consequência, cai a arrecadação tributária.


A pandemia estourou com as linhas fabris em todo o mundo, fazendo com que não haja fluxo normal de capital, e, em função disto, não haja regularidade na arrecadação tributária, que é o que mantém o poder público. Na prática, sem produção, não haverá dinheiro nas prefeituras.


Este prejuízo, no entanto, demora um pouco a aparecer, variando de 12 a 24 meses. Gradativamente, ao longo deste período, é que as prefeituras sentirão a queda em seus caixas. O ápice da crise financeira no poder público deverá se dar, mesmo, no segundo semestre de 2022, quando até mesmo a folha de pagamento dos servidores deverá ficar comprometida.


O que não pode ser evitado, no entanto, pode ser amenizado. Isto precisará se dar através de um regime financeiro de guerra, com os novos prefeitos economizado tudo o que puder e o que não puder para o enfrentamento dos dois primeiros anos de mandato. Quem não fizer isto se complicará para fechar as contas do executivo, e, muito provavelmente, não terá uma gestão realizadora. Trata-se, de fato, de um cenário bastante preocupante.


 


Jessé Lopes fará incursão por Sombrio na sexta 


Deputado estadual Jessé Lopes (PSL) fará incursão por Sombrio na próxima sexta-feira. O parlamentar tem agenda marcada com a prefeita eleita Gislaine Cunha (MDB). Ele também pretende percorrer o comércio distribuindo material publicitário com a prestação de contas de seu mandato. Afora isto, pretende se reunir com representantes da imprensa para expor suas atividades, até o momento, e projetos para o biênio 2021/2022. Jessé é de Criciúma, e fez dobradinha com o deputado federal Daniel Freitas (PSL), no pleito eleitoral de 2018, ocasião em que ambos foram eleitos no rabo de foguete da Onda Bolsonaro.



Prefeitos deverão dar mais espaço a técnicos nas gestões municipais  


Prefeito eleitos, e reeleitos, com quem tenho conversado, estão francamente propensos a compor o primeiro escalão de suas gestões com quadro de pessoal técnico, e não político. A crescente fiscalização dos órgãos públicos, e o aumento exponencial das exigências da sociedade, têm feito ver que apadrinhados políticos, em cargos de primeiro e segundo escalão, são um grande tiro no pé de quem quer gerir uma prefeitura com eficácia. Por óbvio que não há como fugir da famosa pressão “do partido” para nomear este, ou aquele outro, para um cargo de secretário municipal. Esta tendência, no entanto, deverá ser infinitamente menor do que a que norteia as atuais gestões municipais, iniciadas em 2016, por exemplo.



Carlos Moisés não está conseguindo aliados fortes no governo 


Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) está passando por uma situação inusitada. Só voltou ao governo porque os partidos com assento na Assembleia Legislativa acordaram que terão mais espaço no governo. Todavia, nenhum partido quer entrar oficialmente no executivo estadual de corpo e alma. O PSD, do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, chegou até mesmo a declarar que será oposição a Carlos Moisés. Mesmo Júlio Garcia que orquestrou a saída e o retorno do governador, deixando bem claro quem é que manda nesta história toda. Na prática, siglas com o MDB, PSDB, PSD e PP querem o leite da vaca, mas não estão muito afim de dar uma de veterinário.

Filhos de ex-prefeitos só emplacaram em metade das prefeituras 

Somente a metade dos filhos de ex-prefeitos de nossa região, que disputaram as eleições majoritárias neste ano, conseguiram o aval das urnas para administrar os executivos de seus municípios. Em Timbé do Sul, Beto Biava (PP), filho do ex-prefeito Alfredo Biava, foi reeleito para comandar seu município por mais quatro anos. Em Sombrio, a vice-prefeita Gislaine Cunha (MDB), filha do ex-prefeito Arlindo Cunha, também foi eleita para comandar o executivo. Já em Maracajá, Wagner da Rosa (MDB), que já foi prefeito do município em duas ocasiões, e é filho do ex-prefeito Nivaldo José da Rosa, não conseguiu voltar ao comando da prefeitura, a exemplo do também ex-prefeito de Turvo, Heriberto Afonso Schmidt (MDB), que concorreu ao cargo de vice-prefeito, e é filho do ex-prefeito Aldir Schmidt.  

 

Cenário para 2021 é preocupante  

Prefeitos que assumirão no próximo dia 1º de janeiro não têm muito o que comemorar. A queda de produção na iniciativa privada causada pela pandemia de Covid-19 tende a estourar nos caixas da Prefeituras Municipais ao longo do próximo ano, e, principalmente, em 2022, quando receitas como o ICMS e o Fundo de Participação dos Municípios tendem a cair de forma avassaladora.

Afora os mais ingênuos, todo mundo sabe que não existe dinheiro público. O que existe é dinheiro privado, produzido através da relação capital-trabalho, que, em parte, através de tributos, vai para o caixa do poder público. Se a relação capital-trabalho fica enfraquecida, se enfraquece a produção de riqueza e, por consequência, cai a arrecadação tributária.

A pandemia estourou com as linhas fabris em todo o mundo, fazendo com que não haja fluxo normal de capital, e, em função disto, não haja regularidade na arrecadação tributária, que é o que mantém o poder público. Na prática, sem produção, não haverá dinheiro nas prefeituras.

Este prejuízo, no entanto, demora um pouco a aparecer, variando de 12 a 24 meses. Gradativamente, ao longo deste período, é que as prefeituras sentirão a queda em seus caixas. O ápice da crise financeira no poder público deverá se dar, mesmo, no segundo semestre de 2022, quando até mesmo a folha de pagamento dos servidores deverá ficar comprometida.

O que não pode ser evitado, no entanto, pode ser amenizado. Isto precisará se dar através de um regime financeiro de guerra, com os novos prefeitos economizado tudo o que puder e o que não puder para o enfrentamento dos dois primeiros anos de mandato. Quem não fizer isto se complicará para fechar as contas do executivo, e, muito provavelmente, não terá uma gestão realizadora. Trata-se, de fato, de um cenário bastante preocupante.

 

Jessé Lopes fará incursão por Sombrio na sexta 

Deputado estadual Jessé Lopes (PSL) fará incursão por Sombrio na próxima sexta-feira. O parlamentar tem agenda marcada com a prefeita eleita Gislaine Cunha (MDB). Ele também pretende percorrer o comércio distribuindo material publicitário com a prestação de contas de seu mandato. Afora isto, pretende se reunir com representantes da imprensa para expor suas atividades, até o momento, e projetos para o biênio 2021/2022. Jessé é de Criciúma, e fez dobradinha com o deputado federal Daniel Freitas (PSL), no pleito eleitoral de 2018, ocasião em que ambos foram eleitos no rabo de foguete da Onda Bolsonaro.

Prefeitos deverão dar mais espaço a técnicos nas gestões municipais  

Prefeito eleitos, e reeleitos, com quem tenho conversado, estão francamente propensos a compor o primeiro escalão de suas gestões com quadro de pessoal técnico, e não político. A crescente fiscalização dos órgãos públicos, e o aumento exponencial das exigências da sociedade, têm feito ver que apadrinhados políticos, em cargos de primeiro e segundo escalão, são um grande tiro no pé de quem quer gerir uma prefeitura com eficácia. Por óbvio que não há como fugir da famosa pressão “do partido” para nomear este, ou aquele outro, para um cargo de secretário municipal. Esta tendência, no entanto, deverá ser infinitamente menor do que a que norteia as atuais gestões municipais, iniciadas em 2016, por exemplo.

Carlos Moisés não está conseguindo aliados fortes no governo 

Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) está passando por uma situação inusitada. Só voltou ao governo porque os partidos com assento na Assembleia Legislativa acordaram que terão mais espaço no governo. Todavia, nenhum partido quer entrar oficialmente no executivo estadual de corpo e alma. O PSD, do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, chegou até mesmo a declarar que será oposição a Carlos Moisés. Mesmo Júlio Garcia que orquestrou a saída e o retorno do governador, deixando bem claro quem é que manda nesta história toda. Na prática, siglas com o MDB, PSDB, PSD e PP querem o leite da vaca, mas não estão muito afim de dar uma de veterinário.

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